Em 2025, o valor dos empréstimos da banca nacional canalizado para o crédito à habitação ascendeu a 23,3 mil milhões de euros. Este montante representou um acréscimo de 5,9 mil milhões de euros e atingiu o valor mais alto desde 2014, sendo os dados do Banco de Portugal. Segundo o supervisor bancário, este aumento foi impulsionado sobretudo pelo crédito dos jovens – considerados para isto adultos até aos 35 anos de idades – que contribuíram com 60% dos novos contratos. Agora, uma análise da Maxfinance, empresa intermediária de crédito em Portugal, que analisou cerca de 15.700 contratos formalizados em 2025, revela que o mercado do crédito à habitação está cada vez mais centrado nos jovens, mais urbanos e financeiramente mais conscientes. Estes dados refletem um mercado mais informado e uma geração mais preparada para tomar decisões financeiras estruturantes, explica a Maxfinance.
O distrito de Lisboa concentra cerca de 24% dos novos contratos de crédito à habitação, destacando-se da segunda posição, ocupada por Aveiro, com 15,1% dos contratos.
A marca refere que há uma ligeira predominância do género masculino, com 51,2% dos contratos, e que cerca de 47% dos clientes têm até 35 anos. Na faixa etária dos 35 aos 50 anos foram 39% os contratos celebrados e apenas 13% são referentes a clientes com mais de 50 anos. Ou seja, as gerações mais jovens são, de facto, as mais dinâmicas na procura do crédito à habitação para casa própria. Olhando para as regiões mais dinâmicas nesta atividade. O distrito de Lisboa concentra cerca de 24% dos novos contratos de crédito à habitação, destacando-se da segunda posição, ocupada por Aveiro, com 15,1% dos contratos. Setúbal está na terceira posição, com 14,5% e o Porto aparece em quinta posição com 10,7%. Os grandes centros urbanos continuam a concentrar a maior parte da concessão de crédito à habitação.
Solteiros já representam 67% dos novos créditos à habitação
Analisando os dados por estado civil, 67% dos clientes são solteiros, o que mostra uma mudança no perfil tradicional do comprador, já que eram normalmente os casados que mais procuravam comprar casa. Relativamente aos rendimentos mensais dos compradores de imóveis, os dados da Maxfinance revelam que a faixa dos 1.250 euros aos 2.500 euros concentra 44% dos novos contratos. Segundo os analistas da marca mediadora de crédito, isto mostra que a classe média ativa continua a ser a maior faixa cliente do crédito à habitação. Quadros técnicos especializados, engenheiros, arquitetos e outros técnicos qualificados, são as classes profissionais que demostram um perfil de comprador com mais estabilidade.
“O que verificamos é que os clientes que compraram casa em 2025 são mais jovens, mas mais conscientes. Procuram apoio especializado para tomar decisões informadas e seguras. A presença a nível nacional e a liderança da Maxfinance permite-nos ter uma visão muito clara do mercado e perceber que existe uma nova geração a entrar na habitação própria com maior foco no planeamento financeiro. Este é um sinal positivo de maturidade do setor.”, refere, em comunicado Francisco Ferreira Lima, CEO da Maxfinance.





