O empresário João Borges de Oliveira ocupa esta edição a última entrada na shortlist das 50 maiores fortunas nacionais. Com uma avaliação de 289 milhões de euros, o seu património está sustentado sobretudo nas suas participações na Altri, na Ramada e na MediaLivre. João Borges de Oliveira é co-fundador do extinto Grupo Cofina, complexo que fez nascer as empresas industriais Altri e Ramada e a Cofina Media, que integrava o Correio da Manhã, a CMTV, a revista Sábado, o Jornal de Negócios, entre outras publicações. O empresário está presente mais uma vez na lista dos maiores patrimónios nacionais, ocupando, na edição de 2025, o último lugar da shortlist, com uma avaliação de cerca de 286 milhões de euros. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, demos-lhe a conhecer quais as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
João Borges de Oliveira é licenciado em Engenharia Química pela Universidade do Porto, e detém ainda uma pós -graduação realizada na Católica de Lisboa e um MBA, realizado no Insead. O empresário é cofundador da Cofina, que foi, entretanto, extinta, da Altri e da Ramada, e é um dos maiores acionistas destas duas empresas industriais, cotadas em bolsa, ocupando a função de vice-presidente do conselho de administração da Altri. Este gestor mantém há décadas uma parceria de controlo com o núcleo duro destas empresas com os empresários Paulo Fernandes, Ana Menéres de Mendonça, Domingos Vieira de Matos e o seu irmão Pedro Borges de Oliveira.
O empresário João Borges de Oliveira, dono da Altri, Ramada e MediaLivre, está novamente presente na lista de 2025 dos 50 milionários nacionais, ocupando a 50ª posição do ranking, com uma fortuna de 286 milhões de euros.
A origem do grupo Cofina está no início da década de 90. Desde então a holding (Cofina SGPS) foi acumulando diversas participações em empresas de media, empresas industriais na área da pasta de papel, aços, entre outros negócios. Em 2005 separou as suas participações fora do universo dos media, que ficou consolidado na Cofina Media e criou a área da indústria, a Altri, que agregava a ativos da Celbi e da Celtejo, e a Ramada. Foi em 2023 que a empresa dona de títulos como o Correio da Manhã, CMTV, Jornal de Negócios, Sábado, entre outros, alienou esta área de atividade, através de um processo de MBO – Management Buy Out –, aos seus quadros superiores, e a um grupo de acionistas, como Cristiano Ronaldo. A Cofina desaparece assim e nasce a MediaLivre, mantendo-se João Borges de Oliveira como acionista, através da sua holding Caderno Azul. Através desta sociedade, o empresário é ainda dono de 16,67% da Altri, empresa avaliada pelo mercado em cerca de 1,2 mil milhões de euros no dia 2 de dezembro (data em que a Forbes Portugal fez a contabilização).
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.




