Forbes/Os 50 Mais Ricos: Paulo Fernandes, a fortuna do “eterno” líder da Cofina

O empresário Paulo Fernandes volta, mais uma vez, a estar presente na lista dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal, tendo subido duas posições no ranking de 2025. Esta edição são três os acionistas da Altri e da Ramada – anteriormente organizadas no grupo Cofina, que foi entretanto desativado – presentes na shortlist dos 50…
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Com uma fortuna avaliada em 297 milhões de euros, Paulo Fernandes ocupa a 48ª posição do ranking de 2025 dos Mais Ricos da Forbes Portugal. O seu principal negócio situa-se na área industrial, a Altri e a Ramada, que consolida na Actium Capital. Mantém-se acionista na nova empresa dona do Correio da Manhã.
Líderes Listas

O empresário Paulo Fernandes volta, mais uma vez, a estar presente na lista dos 50 Mais Ricos da Forbes Portugal, tendo subido duas posições no ranking de 2025. Esta edição são três os acionistas da Altri e da Ramada – anteriormente organizadas no grupo Cofina, que foi entretanto desativado – presentes na shortlist dos 50 Mais Ricos. Além de Paulo Fernandes, estão ainda presentes nesta lista Ana Maria Menéres de Mendonça e João Borges Oliveira. Paulo Fernandes foi avaliado esta edição em cerca de 297 milhões de euros, contra os 310 milhões do ano passado. As fortunas dos vários empresários deste grupo industrial sobem e descem ao sabor da catação das ações das sua participadas. Além destes três fazem ainda parte do núcleo duro de investidores, Pedro Borges de Oliveira, irmão de João, e Domingos Vieira de Matos, que controlam em conjunto a maioria do seu capital.

A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

O empresário Paulo Fernandes, dono da Altri, Ramada e MediaLivre, está novamente presente na lista de 2024 dos 50 milionários nacionais, ocupando a 48ª posição do ranking, com uma fortuna de 297 milhões de euros.  

Paulo Fernandes nasceu em Águeda, em 1958, e licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica. O empresário, que tem mantido cargos executivos nas empresas do grupo, esteve na origem da fundação da Cofina, que partilhou com o empresário Pedro Macedo Pinto de Mendonça, falecido em 2015, aos 80 anos, pai de Ana Menéres de Mendonça, e com João Borges Oliveira. É atualmente co-CEO da Altri SGPS, e vice-presidente do Conselho de Administração da Altri, sociedade da qual detém cerca de 14,8%, através da sua holding, a Actium Capital que consolida as suas participações. O empresário detém ainda cerca de 15,6% da Ramada Investimentos e Indústria. Paulo Fernandes é ainda chairman da associação BSCD.

A Altri, que detém empresas como a Celtejo e a Celbi, na área da produção de pasta e papel, nasceu em 2005, após uma separação dos ativos industriai do então Grupo Cofina, que ficou com esta designação apenas para a área da comunicação social. Hoje o Grupo Cofina foi extinto, tendo a área da comunicação social dado origem a um grupo novo, o MediaLivre, com novos acionistas – no qual Paulo Fernandes se manteve como investidor – e mantem marcas como o Correio da Manhã, a CMTV, a sábado, o Jornal de Negócios, entre outras publicações. Cristiano Ronaldo é um dos acionistas de referência do novo grupo de comunicação social.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

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