Lista “Forbes 50 Over 50” de 2026: A idade é uma vantagem

Tracee Ellis Ross recorda vividamente uma época em que era mais jovem e observava, maravilhada, os rostos de mulheres duas ou três décadas — ou mais — mais velhas do que ela: "Via uma coisa que as mulheres tinham e pensava: 'Meu Deus, como é que consigo isso? Eu não tenho isso!'" A "coisa" que tanto…
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A experiência acumulada ao longo de décadas pode ser uma vantagem decisiva. A nova lista Forbes 50 Over 50 destaca 200 mulheres que estão a alcançar o maior impacto das suas carreiras depois dos 50 anos.
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Tracee Ellis Ross recorda vividamente uma época em que era mais jovem e observava, maravilhada, os rostos de mulheres duas ou três décadas — ou mais — mais velhas do que ela: “Via uma coisa que as mulheres tinham e pensava: ‘Meu Deus, como é que consigo isso? Eu não tenho isso!'”

A “coisa” que tanto fascinava Ross e que desejava para si? As olheiras que a maioria das mulheres com mais de 30 anos descreveria depreciativamente como “bolsas”. Mas a atriz e fundadora nunca viu essa característica do rosto como algo que devesse ser corrigido ou escondido: “Para mim, eram provas de vida”, afirma. “Eram provas de sabedoria.”

Para Ross e as outras 199 empreendedoras, criativas e inovadoras que integram a lista “Forbes 50 Over 50” de 2026, a sabedoria conquistada ao longo da vida e que só pode surgir com a idade é uma vantagem no trabalho e na vida — e está a permitir a cada uma destas mulheres alcançar o maior impacto profissional das suas carreiras na sexta, sétima, oitava ou nona década de vida.

Num ano em que um estudo viral da L’Oréal revelou que 70% das mulheres sentem que se tornam mais invisíveis à medida que envelhecem, a sexta edição anual da lista 50 Over 50 recorda que, embora uma longevidade saudável não esteja garantida a ninguém, as mulheres com mais de 50 anos podem ser profissionalmente mais poderosas e influentes do que em qualquer outro momento das suas carreiras.

Veja-se o caso de Leigh Brady e Beverly Anderson. Aos 60 e 62 anos, respetivamente, lideram duas das maiores cooperativas de crédito dos Estados Unidos, a State Employees’ Credit Union e a BECU, que, em conjunto, gerem 90 mil milhões de dólares (€77 mil milhões) em ativos.

Ou as fundadoras Jessica Vogel e Amy Freeman que, aos 54 e 59 anos, respetivamente, construíram negócios de franchising que se expandiram por todo o país e geram, cada um, mais de 40 milhões de dólares (€34 milhões) em vendas anuais.

Ou ainda Patricia “Miss Pat” Chin, de 88 anos, a chamada “matriarca do reggae”, cuja editora, a VP Records, chegou este verão às tabelas de maior sucesso da Billboard.

“Cresci na cultura chinesa, onde envelhecer é algo que se abraça, que se ambiciona”, afirma Tracy Palandjian, cofundadora e CEO da Social Finance, que mobilizou mais de 500 milhões de dólares (€428 milhões) em torno do retorno do investimento e da mudança social.

“A idade traz capacidade de reconhecer padrões; permite-nos abraçar melhor alguma complexidade.”

Como é que a lista foi elaborada

A lista 50 Over 50 de 2026 foi produzida, como sempre, em parceria com Mika Brzezinski, coapresentadora do programa Morning Joe, e a sua iniciativa Know Your Value, e está dividida em quatro categorias principais: impacto, investimento, inovação e estilo de vida.

Chegar à lista final de 200 nomes é um processo de investigação e reportagem que se prolonga por vários meses e começa na primavera, com um convite ao público para apresentar as suas melhores candidaturas.

Essas nomeações — das quais a Forbes recebeu milhares desde 2021 — são avaliadas e complementadas com trabalho de investigação e reportagem realizado pelos jornalistas especializados da Forbes e da Know Your Value.

Para serem elegíveis para a lista norte-americana de 2026, as candidatas tinham de estar principalmente sediadas nos Estados Unidos e ter nascido até 31 de dezembro de 1975.

A equipa procurou especificamente mulheres que estejam a liderar organizações, a construir empresas, a fazer avançar a descoberta científica, a influenciar políticas públicas, a criar impacto cultural ou a promover mudanças sociais.

Espera-se, em geral, que fundadoras e CEO de empresas com fins lucrativos liderem organizações que estejam em funcionamento há pelo menos um ano e gerem receitas mínimas de 4 milhões de dólares (€3,4 milhões).

Todas as candidatas são avaliadas com base no impacto do seu trabalho recente e no conjunto da sua carreira, com especial atenção aos feitos alcançados depois dos 50 anos.

E nenhuma das selecionadas pode ter integrado uma lista 50 Over 50 anterior, ou seja, qualquer uma das listas publicadas entre 2021 e 2025.

O resultado deste trabalho? Um grupo de 200 novos rostos com histórias únicas de reinvenção, persistência perante obstáculos e um forte compromisso em deixar o mundo um pouco melhor do que o encontraram.

E, embora estas mulheres tenham origens e áreas de atuação muito diferentes, as 200 partilham uma convicção: ter mais de 50 anos é uma vantagem “absoluta”.

Como resume Jennifer “Vern” Long, CEO da World Coffee Research: “Ter mais de 50 anos dá-me a confiança que vem da experiência de perceber que, muitas vezes, os limões não representam apenas uma oportunidade para fazer limonada — podem até dar origem a uma tarte de limão e merengue.”

A lista Forbes “50 Over 50” está dividida em quatro categorias: impacto, investimento, inovação e estilo de vida (lifestyle). Clique em cada uma das imagens em baixo para conhecer as 50 eleitas em cada categoria:

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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