Portugal tem reservas energéticas para 93 dias de consumo

Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas. “Importa clarificar que, realmente, Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção…
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Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
Economia

Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.

“Importa clarificar que, realmente, Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção no normal funcionamento do país”, clarificou a ENSE – Entidade Nacional para o Setor Energético, em resposta à Lusa.

Contudo, ressalvou que as importações portuguesas não têm exposição ao estreito de Ormuz “nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas para o território nacional”.

Pelo estreito de Ormuz, encerrado pelo Irão, são transportados gás natural e barris de petróleo.

Ainda assim, sublinhou que existe uma posição que tem o fator de custo como “condição exógena” à escalada do país, mas disse que não seria a utilização de reservas que o conseguiria evitar.

Conforme apontou, a situação de Ormuz terá um impacto mais estrutural dos preços apenas se a situação se prolongar por muitas semanas.

Neste momento, não há razão para alarme, sendo apenas necessária, a curto prazo, uma monitorização atenta.

“Neste sentido, importa avaliar a nível europeu, o evoluir da situação que, para já, não irá gerar, desde já, um problema de abastecimento, sendo isso mesmo que está a acontecer na União Europeia com a partilha de informações para analisar esta questão e decidir sobre a necessidade de tomar medidas de resposta”, acrescentou.

A ENSE insistiu ainda que Portugal não está exposto ao estreito de Ormuz no abastecimento e que, em caso de intervenção, esta deve ser articulada, “no mínimo, a nível europeu”.

Na segunda-feira, o ministro da Economia admitiu que o aumento do preço do petróleo “não é uma boa notícia” e assegurou que o executivo irá, se for necessário, tomar as medidas adequadas para que a economia funcione.

“É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia”, disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que “Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado.

À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental recordou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é “menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal”.

Para Manuel Castro Almeida, o executivo “estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas”.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques de Israel e dos Estados Unidos já fizeram 787 mortos desde sábado. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Lusa

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