Forbes/Os 50 Mais Ricos: A fortuna da empreendedora família Arié

É uma família low profile, mas nem por isso deixa de estar presente no ranking das maiores fortunas nacionais. A família Arié, liderada pelo empresário Renato Rafael Arié, que assume um papel de liderança nos negócios, ocupa a 46º posição na lista dos maiores patrimónios nacionais. A sua fortuna foi avaliada em cerca de 317…
ebenhack/AP
A família Arié, dona da Perfumes e Companhia, de parte do Grupo Avillez e da LX Factory, manteve, em 2025, a 46ª posição do ranking dos maiores patrimónios nacionais. No final do ano passado, a sua fortuna estava avaliada, em cerca de 317 milhões de euros.
Líderes Listas

É uma família low profile, mas nem por isso deixa de estar presente no ranking das maiores fortunas nacionais. A família Arié, liderada pelo empresário Renato Rafael Arié, que assume um papel de liderança nos negócios, ocupa a 46º posição na lista dos maiores patrimónios nacionais. A sua fortuna foi avaliada em cerca de 317 milhões de euros no final e 2025, tendo em conta os resultados das suas empresas no exercício de 2024. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.

Renato Rafael Arié, descendente do fundador, é licenciado pela Universidade Católica Portuguesa, e está como chairman da Arié Investimentos e presidente da Arié SGPS, que consolida as várias empresas e participações da família. O grupo tem a sua origem no negócio fundado, em 1954, por Roudolph Arié, de origem judaica, que se instalou e investiu no nosso país. Atualmente a família detém a cadeia de lojas Perfumes e Companhia, e é representante de inúmeras marcas de luxo na área da moda, que distribui em exclusividade. Falamos de marcas de perfumaria e cosmética seletiva e da moda, como a Ayer, a Bulgary, a Hermés, a Dolce Gabbana, a Stefannel, a Shisheido, a Kenzo, a Givenchy e a La Prairie. A Perfumes e Companhia é um dos maiores ativos da família: esta área de negócio faturou cerca de 162 milhões de euros em 2024, e libertou um EBITDA de 25,7 milhões de euros.

Com uma fortuna avaliada em cerca de 317 milhões de euros, a família Arié ocupa a 46ª posição na lista de 2025 dos 50 Mais Ricos da revista Forbes Portugal.

Do grupo Arié faz ainda parte a rede de restaurantes e pizzarias Capricciosa e uma parte do grupo Avillez. Este grupo, iniciado pelo chef José Avillez, é das referências nacionais na área da restauração em Portugal, formado por vários restaurantes, cada um deles com um conceito único. O Belcanto é talvez o espaço mais reconhecido, detentor de duas estrelas Michelin, e considerado um dos 100 melhores restaurantes do mundo. A família Arié está também ligado ao espaço comercial e artístico LX Factory, situado em Alcântara, que adquiriu em 2022 em parceria com o Europi Property Group, uma operação de investimento gerida pela Bedrock Capital.

Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações 

A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.

Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.

Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.

Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.

Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.

Mais Artigos