Herdeira dos negócios do pai na Cofina (sociedade entretanto extinta), Altri e Ramada, Ana Rebelo Carvalho Menéres de Mendonça, 56 anos, é filha do falecido empresário Pedro de Mendonça, uns dos fundadores do grupo de investimento nacional. A avaliação da Forbes, realizada no final do ano passado, atribuiu-lhe uma fortuna de 320 milhões de euros, colocando-se na 45º posição da lista dos 50 mais ricos do País. Embora tenha caído duas posições, a avaliação da discreta empresária, ficou apenas 25 milhões de euros abaixo da de 2024. Sustentada em património empresarial disperso em bolsa as variações anuais são habituais, em função da subida ou descida das ações das empresas que detém no seu portefólio. A Forbes Portugal lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro passado, revista que se encontra ainda em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Licenciada em Economia pela Universidade Católica, Ana Menéres de Mendonça começou a sua atividade profissional como jornalista no extinto Semanário Económico, em 1995, tendo ingressado no Citibank em 1996. A partir de 1996 passou a assumir diversas funções de administradora na Promendo SGPS, holding que consolida as suas participações na Cofina, Altri e Ramada.
Com uma fortuna de cerca de 320 milhões de euros, Ana Menéres de Mendonça, acionista da Altri e Ramada, está colocada na 45ª posição do ranking de 2025 dos empresários mais ricos do País.
Atualmente esta holding detém 33% da Cofihold, holding de investimentos imobiliários, 19% da Ramada e 17,54 % da Altri, que valia, na data da avaliação da Forbes, cerca de 1,2 mil milhões de euros. Atualmente está a valer cerca de mil milhões de euros. Dedicado à produção de fibras celulósicas, detém três unidades industriais, a Celbi, que comprou à Stora Enso, a Biotek e a Caima, que produzem cerca de 1,2 milhões de toneladas A Altri foi criada em 2005 como resultado do processo de reestruturação da Cofina, através de um spin-off dos seus ativos industriais da Cofina. O ano de 2005 ficou marcado pela aquisição, a seguir à privatização da empresa, de 95% da Celtejo, uma operação que implicou um investimento de 38 milhões de euros. Entretanto, criou a Greenvolt, tendo saído do capital da mesma em 2023. Já a Ramada Investimentos e Indústria é a sociedade-mãe de várias empresas que, no seu conjunto, exploram o segmento industrial e o segmento imobiliário, vocacionado para a gestão de ativos imobiliários.
O investimento mais mediático da empresária era na área da comunicação social, com o grupo Cofina Media, dono de títulos como o Correio da Manhã, a CMTV, o Jornal de Negócios, a revista Sábado, entre outros, que foi, entretanto, vendido, em outubro de 2023, mediante um processo de MBO. A Cofina SGPS saiu de bolsa e foi extinta. Surgiu então uma nova empresa, a Expressão Livre, dona da Marca MediaLivre, que tem como acionistas, além de nomes que já detinham capital, como Paulo Fernandes, Domingos Vieira de Matos, e João Borges de Oliveira, ainda novos acionistas como Cristiano Ronaldo, entre outros.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





