Banco de Portugal: Endividamento das empresas cresceu 2,5% em 2025

O Banco de Portugal acaba de divulgar os dados relativos ao endividamento do setor não financeiro – que inclui administração publica, empresas e particulares - em Portugal, durante o ano passado. Segundo os dados estatísticos da instituição, em 2025, o endividamento do setor não financeiro aumentou, em termos absolutos, 28,9 mil milhões de euros, para…
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Os dados mostram que endividamento do setor não financeiro aumentou, em termos absolutos, 28,9 mil milhões de euros, para um total de 851,3 mil milhões de euros. Ainda assim, representa uma quebra de 6,6 pontos percentuais de peso do PIB nacional, que desce agora para os 277,9%.
Economia

O Banco de Portugal acaba de divulgar os dados relativos ao endividamento do setor não financeiro – que inclui administração publica, empresas e particulares – em Portugal, durante o ano passado. Segundo os dados estatísticos da instituição, em 2025, o endividamento do setor não financeiro aumentou, em termos absolutos, 28,9 mil milhões de euros, para um total de 851,3 mil milhões de euros. Isto, representa uma quebra de 6,6 pontos percentuais de peso do PIB nacional, que desce agora para os 277,9%. O Banco de Portugal explica que apesar de o endividamento do setor não financeiro ter aumentado nominalmente, o crescimento do PIB foi superior, daí esta descida.

Do total do endividamento, cerca de 480 mil milhões de euros dizem respeito ao setor privado, entre empresas privadas e particulares. O setor público, que inclui administrações públicas e empresas públicas, é responsável por 371 mil milhões de euros do total do endividamento. No caso do setor privado, o endividamento aumentou em 17,2 mil milhões de euros, impulsionado pelo crescimento da procura de financiamento dos particulares – nomeadamente crédito à habitação -, que aumentou em valores absolutos 12,5 mil milhões de euros.

As empresas privadas também aumentaram o seu endividamento, num acréscimo de cerca de 3,5 mil milhões de euros. Entre o final de 2024 e o final de 2025, o endividamento das empresas privadas cresceu 2,5%, ou seja, mais 1,4 pontos percentuais do que no ano anterior. Já o endividamento dos particulares aumentou 8,8% entre o final de 2024 e o final de 2025, um aumento de 8,8%, mais 4,9 pontos percentuais do que no ano anterior.

O endividamento do setor público reduziu-se perante o setor financeiro em cerca de 8,4 mil milhões de euros, principalmente pela diminuição dos títulos de dívida em carteira das instituições financeiras.

Já no que diz respeito ao endividamento do setor público, este aumentou em 11,7 mil milhões de euros face ao registado em 2024, e subiu sobretudo junto de entidades não residentes, que compraram títulos de dívida portuguesa, num total de 13,4 mil milhões de euros. O aumento do endividamento do setor público perante entidades não residentes foi parcialmente compensado pela diminuição dos empréstimos, em 4 mil milhões de euros, em resultado dos reembolsos efetuados ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (2,5 mil milhões de euros) e ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (1,5 mil milhões de euros). O Banco de Portugal revela ainda que existiu um crescimento de 7,4 mil milhões de euros do endividamento do setor público perante as administrações públicas sobretudo por via de títulos de dívida, e junto dos particulares – de 3,4 mil milhões de euros -, através da subscrição de certificados de aforro.

Por outro lado, o endividamento do setor público reduziu-se perante o setor financeiro em cerca de 8,4 mil milhões de euros, principalmente pela diminuição dos títulos de dívida em carteira das instituições financeiras.

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