Cristiano Ronaldo investe 7,5 milhões de dólares na Herbalife e ações disparam

O futebolista português Cristiano Ronaldo investiu 7,5 milhões de dólares (6,37 milhões de euros) numa plataforma tecnológica detida pela Herbalife, empresa de suplementos nutricionais de que é parceiro pago desde 2013, num movimento que fez disparar as ações da companhia na manhã de quinta-feira. Em causa está a compra por parte de CR7, que é…
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Cristiano Ronaldo investiu 7,5 milhões de dólares (6,37 M€) para adquirir 10% da HBL Pro2col Software LLC, uma subsidiária da Herbalife focada em tecnologia de saúde e nutrição, num anúncio feito durante a apresentação de resultados da empresa, que levou as ações a subirem mais de 15% na abertura do mercado.
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O futebolista português Cristiano Ronaldo investiu 7,5 milhões de dólares (6,37 milhões de euros) numa plataforma tecnológica detida pela Herbalife, empresa de suplementos nutricionais de que é parceiro pago desde 2013, num movimento que fez disparar as ações da companhia na manhã de quinta-feira.

Em causa está a compra por parte de CR7, que é o desportista mais bem pago do planeta, de uma participação de 10% na HBL Pro2col Software LLC, subsidiária da Herbalife descrita como uma tecnologia de saúde e nutrição baseada em software, que recolhe dados de saúde e estilo de vida dos utilizadores para criar planos personalizados de nutrição e bem-estar.

O investimento foi divulgado durante a conferência de apresentação dos resultados do quarto trimestre da Herbalife, que reportou um aumento de 1% nas vendas anuais de 2025 face a 2024, e um crescimento de 6,3% nas vendas do quarto trimestre. Após o anúncio, as ações da Herbalife subiam mais de 15% na abertura do mercado na manhã de quinta-feira, segundo a Forbes norte-americana.

Embora Ronaldo seja há mais de uma década uma figura central na comunicação da marca, esta é a primeira vez que o futebolista português torna público um investimento direto no grupo.

Numa declaração divulgada pela Herbalife, Cristiano Ronaldo classificou a operação como “uma evolução natural” da relação entre ambas as partes, acrescentando que trabalhar com a empresa é “o que [o] motiva nesta fase da [sua] carreira”.

Segundo a Forbes, Ronaldo liderou a lista de 2025 dos futebolistas mais bem pagos do mundo, com ganhos estimados em 280 milhões de dólares (237,98 milhões de euros). Desse total, cerca de 50 milhões de dólares (42,50 milhões de euros) vieram de atividades fora do campo, incluindo os negócios da marca CR7, que abrangem hotéis, ginásios e relógios. O seu canal de YouTube, UR Cristiano, soma cerca de 77 milhões de subscritores e, no conjunto das redes sociais, a agência Two Circles estima que o atleta tenha quase 1,04 mil milhões de seguidores, um alcance que a Forbes descreve como sem paralelo no mundo.

O futebolista, atualmente a jogar no Al Nassr, na Arábia Saudita, está previsto integrar a seleção nacional portuguesa no Mundial de 2026, que se realiza na América do Norte. Aos 41 anos, deverá ser um dos jogadores mais velhos em campo e terá como meta pessoal atingir os 1.000 golos na carreira. Ronaldo venceu duas edições da Liga das Nações e um Campeonato da Europa, mas nunca conquistou um Mundial.

A relação entre Ronaldo e a Herbalife começou em 2013, quando assinou como embaixador global e parceiro oficial de nutrição. A empresa lançou posteriormente uma bebida desportiva co-branded, a Herbalife24 CR7 Drive, desenvolvida com contributos do atleta e promovida junto de desportistas e entusiastas do fitness.

A valorização desta quinta-feira surge num momento em que o título tenta recuperar de um período prolongado de fraco desempenho, tendo perdido cerca de dois terços do seu valor nos últimos cinco anos. A Herbalife esteve também no centro de um dos confrontos mais mediáticos de Wall Street na década passada, depois de, em 2012, o investidor Bill Ackman ter feito uma aposta contra a empresa no valor de 1.000 milhões de dólares (849,93 milhões de euros), numa disputa que acabou por envolver Carl Icahn, que tomou a posição oposta. Em 2016, a Federal Trade Commission (FTC) ordenou ainda que a empresa pagasse 200 milhões de dólares (169,99 milhões de euros) e alterasse partes do seu modelo de negócio para resolver alegações de que teria induzido consumidores em erro.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.

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