O primeiro-ministro anunciou hoje que haverá um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas. O anúncio foi feito por Luís Montenegro durante uma visita hoje à tarde as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal).
“Ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal, mas eu posso já avançar – que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros – e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território”, afirmou, em declarações transmitidas por alguns meios de comunicação social no local.
“Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade”, disse Luís Montenegro.
Montenegro disse entender os apelos feitos para colocar “determinados territórios no âmbito da situação de calamidade, no âmbito da situação de contingência”, e assegurou que “ninguém vai ser esquecido”. “Nós vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território: nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”, disse.
Por outro lado, o objetivo deste programa, explicou, será também fazer “uma atuação que é absolutamente imprescindível sobre as infraestruturas mais críticas”. “Infraestruturas básicas, infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento de energia elétrica, de abastecimento de água, de serviços públicos. Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade”, disse.
(Lusa)





