A Humanity Protocol, uma plataforma que permite que os utilizadores provem a sua identidade e humanidade sem comprometer dados privados, fez uma experiência em Lisboa e alerta, agora, para a facilidade com que perfis falsos gerados por inteligência artificial (IA) estão a manipular os utilizadores nas aplicações de encontros.
A experiência decorreu entre outubro e dezembro de 2025 e usou a IA para criar quatro perfis fictícios no Tinder. O resultado foi uma alerta claro para a facilidade com que os utilizadores são enganados. Em pouco tempo, a Humanity Protocol conseguiu manter mais de 100 conversas simultâneas e convencer 40 pessoas a marcar um encontro presencial em Lisboa.
Mas o processo não ficou por aqui e a equipa da startup decidiu avançar para os encontros presenciais. Ao chegarem aos restaurantes, os utilizadores do Tinder foram confrontados com a vulnerabilidade destas plataformas.
“Isto não foi sobre enganar pessoas por diversão”, disse Terence Kwok, fundador da Humanity Protocol, em comunicado. “Foi um teste de stress aos sistemas em que todos confiamos. Se uma equipa pequena consegue fazer isto como uma experiência controlada em Lisboa, imagine-se o que atores mal-intencionados podem alcançar a uma escala global”.
A empresa alerta ainda para o facto de, em 2022, os prejuízos com burlas românticas terem ultrapassado os 1,3 mil milhões de dólares nos EUA. Tendo em conta a forma como foi fácil enganar tantos utilizadores, os portugueses estão também em risco quando se trata de fraude assistida por IA.





