Aga Khan investe 5 milhões na ciência em Portugal e nos PALOP

O Governo português e o Ismaili Imamat assinam esta quarta-feira, 11 de fevereiro, um novo Protocolo de Colaboração Científica e Tecnológica que prevê um financiamento de cerca de 5 milhões de euros para projetos de investigação científica, reforçando uma parceria estratégica com impacto direto em Portugal e nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP). A…
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O acordo reafirma a ciência como motor de desenvolvimento, inclusão e estabilidade em Portugal e na lusofonia.
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O Governo português e o Ismaili Imamat assinam esta quarta-feira, 11 de fevereiro, um novo Protocolo de Colaboração Científica e Tecnológica que prevê um financiamento de cerca de 5 milhões de euros para projetos de investigação científica, reforçando uma parceria estratégica com impacto direto em Portugal e nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP).

A assinatura do acordo contará com a presença da Secretária de Estado da Ciência e Inovação, Helena Canhão, e do Representante Diplomático do Ismaili Imamat, Nazim Ahmad, consolidando uma cooperação que tem vindo a afirmar-se como um dos exemplos mais consistentes de diplomacia científica entre Portugal e África.

O novo pacote financeiro representa um reforço do apoio já assegurado pelo Ismaili Imamat e pela Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) à investigação científica e académica. A parceria não é recente: em 2016 foi estabelecido o primeiro protocolo entre as duas partes, que previa um financiamento de 10 milhões de euros destinados a projetos de investigação e iniciativas conjuntas entre instituições científicas e académicas portuguesas e instituições dos PALOP.

Desde então, a colaboração tem permitido o desenvolvimento de projetos nas áreas da ciência, tecnologia e capacitação institucional, promovendo redes de investigação, mobilidade académica e transferência de conhecimento. O objetivo central mantém-se: contribuir para a melhoria da qualidade de vida através do fortalecimento de competências científicas, técnicas, humanas e sociais, reforçando a capacidade de investigação nos PALOP e noutras regiões de África.

Para Portugal, o acordo assume também uma dimensão estratégica. Para além de reforçar a posição do país como ponte entre a Europa e África no domínio científico e académico, consolida o papel da diplomacia do conhecimento como instrumento de cooperação internacional e desenvolvimento sustentável.

A Rede Aga Khan para o Desenvolvimento, presente em várias regiões do mundo, tem como missão promover o progresso social, económico e cultural, investindo de forma estruturada em educação, saúde, desenvolvimento rural, arquitetura, cultura e investigação. A continuidade deste apoio à ciência de matriz lusófona sublinha a aposta numa cooperação de longo prazo, orientada para resultados e para a criação de capacidades locais duradouras.

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