A Aston Martin anunciou a Breitling como novo parceiro relojoeiro oficial, formalizando uma colaboração global multianual entre duas marcas. O acordo prevê o lançamento do primeiro relógio Aston Martin desenvolvido no âmbito desta parceria no terceiro trimestre de 2026.
A colaboração abrange várias áreas, do design à engenharia, e inclui igualmente a presença da Breitling como parceiro relojoeiro oficial da equipa Aston Martin Aramco Formula One.
No comunicado à imprensa em que comunicaram a aliança, Adrian Hallmark, CEO da Aston Martin, salienta que “as trajetórias de Aston Martin e Breitling cruzaram-se em momentos-chave do design e da cultura. Esta colaboração é um exemplo perfeito de excelência, mestria no design e desempenho, algo que faz parte fundamental de tudo o que leva o nome de Aston Martin”.

Do lado da marca suíça, Georges Kern, CEO da Breitling, sublinha a afinidade entre as duas casas: “Aston Martin fabrica automóveis que se destacam tanto pela sua presença como pelo seu desempenho. Partilhamos o mesmo legado de um design icónico: cada linha, acabamento e proporção tem um sentido. Nada é fruto do acaso”.
Segundo as marcas, o paralelismo entre Aston Martin e Breitling remonta ao início do século XX. Em 1907, Léon Breitling apresentou o Vitesse, considerado o primeiro cronógrafo capaz de medir velocidades até 250 m/h, com um nível de precisão que levou a polícia suíça a utilizá-lo para aplicar algumas das primeiras multas por excesso de velocidade. Pouco depois, no Reino Unido, Lionel Martin e Robert Bamford testavam desportivos construídos à mão numa corrida exigente em Aston Hill, vitória que viria a dar origem ao nome Aston Martin.
Durante a década de 1960, ambas as marcas, que já se tinham consolidado como referências de estilo e engenharia moderna, acabaram por se “fundir”, graças à personagem de 007. Assim, Willy Breitling, neto do fundador da Breitling, rompeu com a sobriedade da relojoaria do pós-guerra com o lançamento do Top Time, um cronógrafo concebido para uma nova geração atraída pela velocidade e pela estética contemporânea. A sua aparição no pulso de Sean Connery em “Thunderball” (1965), como o primeiro relógio modificado por Q na saga de James Bond, tornou-o um verdadeiro ícone da época. Curiosamente, Sean Connery, enquanto James Bond, em “Thunderball” (o quarto filme da saga) voltou a conduziu um Aston Martin DB5 (depois da estreia em “Goldfinger”, em )1964).
A parceria é apresentada como uma reativação desse legado partilhado, agora com foco em lançamentos exclusivos ao longo do acordo, destinados a fãs da Breitling, da Aston Martin e da equipa de Fórmula 1. Esta nova etapa arranca com o Navitimer B01 Chronograph 43 Aston Martin Formula One Team, modelo que simboliza, segundo o comunicado, o regresso da Breitling ao mundo das corridas e que será produzido numa edição limitada a 1959 unidades, o ano em que a Aston Martin se estreou na F1.





