ANMP diz que cabe aos autarcas a decisão de adiar eleições presidenciais

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse hoje que está a acompanhar os concelhos afetados pelo mau tempo, aguardando pelo evoluir da situação, e que caberá a cada presidente de câmara a decisão de adiar as eleições presidenciais. Em resposta à Lusa, fonte oficial afirmou que a ANMP “está a acompanhar a situação e…
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A Câmara Municipal de Alcácer do Sal já anunciou que pretende adiar as eleições das presidenciais. A Associação Nacional de Municípios Portugueses diz que caberá a cada presidente de câmara a decisão de adiar ou não.
Economia

A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) disse hoje que está a acompanhar os concelhos afetados pelo mau tempo, aguardando pelo evoluir da situação, e que caberá a cada presidente de câmara a decisão de adiar as eleições presidenciais. Em resposta à Lusa, fonte oficial afirmou que a ANMP “está a acompanhar a situação e sabe que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil está a fazer uma análise de risco nos municípios atingidos pela passagem da depressão Kristin e tempestades que continuam a assolar” o país.

Perante este cenário, a organização representativa do poder local, acrescentou, aguarda pela “evolução da situação”. “Sendo certo que é a cada presidente de Câmara Municipal que cabe a decisão de realizar ou adiar as eleições presidenciais”, concluiu a mesma fonte oficial da associação presidida por Pedro Pimpão (PSD), também presidente do município de Pombal. Para já, a ANMP desconhece a existência de municípios que pretendam adiar a segunda volta das eleições presidenciais de domingo, além da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, fortemente afetada pelas cheias provocadas pelas depressões Kristin e Leonardo.

 Até agora, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal foi a única autarquia a anunciar que pretende adiar as eleições das presidenciais, a acontecer no próximo domingo, dia 8 de fevereiro. 

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Às eleições de 18 de janeiro apresentaram-se 11 candidatos, mas nenhum deles conseguiu mais do que metade dos votos, pelo que foi preciso repetir a votação com os dois mais votados. António José Seguro e André Ventura são os dois candidatos que se apresentam às eleições do próximo domingo.

(Lusa)

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