Taylor Swift bate mais um recorde

A cantora e compositora Taylor Swift foi confirmada como membro do Hall da Fama dos Compositores de 2026, um reconhecimento que reforça o impacto da sua obra ao longo de duas décadas de carreira. De acordo com a organização, a artista entra diretamente no seu primeiro ano de elegibilidade, passando a ser a mulher mais…
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A organização do Hall da Fama dos Compositores anunciou a entrada de Taylor Swift na classe de 2026, no seu primeiro ano de elegibilidade, tornando a artista norte-americana, aos 36 anos, a mulher mais jovem alguma vez distinguida com esta honra.
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A cantora e compositora Taylor Swift foi confirmada como membro do Hall da Fama dos Compositores de 2026, um reconhecimento que reforça o impacto da sua obra ao longo de duas décadas de carreira. De acordo com a organização, a artista entra diretamente no seu primeiro ano de elegibilidade, passando a ser a mulher mais jovem a integrar esta instituição dedicada a celebrar os maiores nomes da escrita musical.

Segundo dados citados pela Billboard, Taylor Swift é também a segunda pessoa mais jovem de sempre a alcançar este marco. O recorde absoluto continua a pertencer a Stevie Wonder, que foi introduzido no Hall da Fama aos 32 anos. Até agora, o título de mulher mais jovem distinguida pertencia a Carole Bayer Sager.

Com esta distinção, Taylor Swift passa ainda a estar elegível para a maior honra atribuída pelo Hall da Fama dos Compositores, o Prémio Johnny Mercer. A artista deverá marcar presença na gala oficial de 11 de junho, em Nova Iorque, conforme avançou Anthony Mason, da CBS News, durante o programa CBS Mornings. O evento terá lugar no Marriott Marquis Hotel e não será aberto ao público em geral.

No anúncio oficial, a organização destacou várias canções consideradas centrais no catálogo da artista, entre as quais “All Too Well (10 Minute Version) (Taylor’s Version)”, do álbum “Red (Taylor’s Version)”, “Blank Space”, de “1989”, “Anti-Hero”, de “Midnights”, “Love Story”, de “Fearless”, e “The Last Great American Dynasty”, de “Folklore”.

Além de Taylor Swift, a lista de introduzidos na classe de 2026 inclui ainda Walter Afanasieff, Terry Britten e Graham Lyle, Paul Stanley e Gene Simmons, dos KISS, Kenny Loggins, Alanis Morissette e Christopher “Tricky” Stewart.

“A lista deste ano não só apresenta canções icónicas, como também celebra a união entre vários géneros”, afirmou Nile Rodgers, presidente do Hall da Fama dos Compositores, citado no anúncio oficial. “Estes compositores tiveram um impacto profundo na vida de milhares de milhões de ouvintes em todo o mundo, e é um privilégio para nós homenagear as suas contribuições.”

Do ponto de vista financeiro, o impacto da carreira de Taylor Swift continua a refletir-se nos rankings da Forbes. A artista ocupou o segundo lugar na lista de 2025 dos músicos mais bem pagos, sendo a única desse top que não realizou uma digressão nesse ano. De acordo com a Luminate, fornecedora de dados musicais, as vendas de streaming, digitais e físicas das suas músicas atingiram 14,7 milhões de unidades equivalentes a álbuns em 2025, mais do dobro do segundo artista mais vendido, Drake, que somou 7,3 milhões de unidades, e mais de quatro vezes o volume registado pela maioria dos artistas incluídos na lista.

Em dezembro do ano passado, Taylor Swift lançou uma série documental de seis episódios e um filme de concerto na Disney+, um acordo que, segundo estimativas da Forbes, lhe terá rendido cerca de 80 milhões de dólares (cerca de 67,7 milhões de euros), após dedução de taxas. No total, a artista terá arrecadado aproximadamente 202 milhões de dólares antes de impostos em 2025 (cerca de 170,9 milhões de euros), elevando o seu património líquido estimado para cerca de 1,6 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,35 mil milhões de euros).

Recordes sucessivos

Ao longo da sua carreira, Taylor Swift tem acumulado recordes sucessivos. Com 12 álbuns de estúdio e quatro regravações já lançadas, a artista protagonizou ainda a histórica digressão “The Eras Tour”, que decorreu entre março de 2023 e dezembro de 2024. A tournée foi reconhecida pelo Guinness Book of Records como a primeira da história da música a ultrapassar mil milhões de dólares em receitas, tendo superado os dois mil milhões de dólares em vendas, segundo a Billboard. Em 2025, Taylor Swift foi também a segunda artista mais ouvida a nível global no Spotify e a mais ouvida nos Estados Unidos.

Com esta distinção, Taylor Swift passa a integrar um grupo restrito de apenas sete lendas da música introduzidas no Hall da Fama dos Compositores com 42 anos ou menos, reforçando o seu estatuto como uma das figuras mais influentes da música contemporânea: Stevie Wonder (32 anos, 9 meses e 23 dias), Taylor Swift (36 anos, 5 meses e 30 dias), Jimmy Webb (39 anos, 6 meses e 17 dias), Paulo Simon (40 anos, 5 meses e 3 dias), Bob Dylan (40 anos, 9 meses e 20 dias), Marvin Hamlisch (41 anos, 9 meses e 2 dias) e Bernie Taupin (42 anos e 6 dias).

Martina Di Licosa/Forbes Internacional

 

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