Espanha lidera o ranking das piores companhias aéreas da Europa, segundo um novo estudo da AirAdvisor, plataforma internacional especializada na defesa dos direitos dos passageiros. A análise avaliou o desempenho de 15 companhias aéreas europeias, com base em critérios como pontualidade, atrasos, cancelamentos, experiência do passageiro e segurança.
No primeiro lugar do ranking das piores companhias aéreas da Europa surge a Air Europa, considerada a operadora com pior desempenho no continente. Seguem-se a LOT Polish Airlines, em segundo lugar, e a Wizz Air, que fecha o pódio das companhias aéreas mais mal avaliadas.
Logo a seguir aparecem a Ryanair (4.º lugar) e a Vueling (5.º lugar). A Volotea ocupa a sexta posição, reforçando a presença espanhola entre as companhias com pior desempenho operacional e de serviço ao cliente.
TAP no sétimo lugar
Portugal, representado pela TAP Air Portugal, ocupa o 7.º lugar no ranking das 15 piores companhias aéreas da Europa, num período marcado por atrasos frequentes, problemas de pontualidade e críticas à experiência do passageiro.
Apesar de não liderar a lista, a posição da TAP coloca a companhia aérea portuguesa sob maior escrutínio público, num setor cada vez mais competitivo e pressionado pelas expectativas dos consumidores.
Companhias tradicionais também penalizadas
A segunda metade do ranking inclui várias companhias aéreas tradicionais e de serviço completo. A Air France surge na 8.ª posição, seguida da Norwegian Air Shuttle (9.º lugar). A SAS Scandinavian Airlines e a KLM partilham o 10.º lugar.
O ranking das 15 piores companhias aéreas da Europa fica completo com a Lufthansa (12.º), a Iberia (13.º), a Finnair (14.º) e a Aegean Airlines, que encerra a lista.
Eis o ranking completo:
- Air Europa
- LOT Polish Airlines
- Wizz Air
- Ryanair
- Vueling
- Volotea
- TAP Air Portugal
- Air France
- Norwegian Air Shuttle
- SAS Scandinavian Airlines
- KLM
- Lufthansa
- Iberia
- Finnair
- Aegean Airlines
Como foi feito o ranking das piores companhias aéreas da Europa
O estudo da AirAdvisor analisou mais de 7,6 milhões de voos realizados entre 2023 e 2024, bem como 831.513 avaliações de passageiros recolhidas em plataformas online. A avaliação considerou critérios como pontualidade, atrasos, cancelamentos, conforto a bordo, histórico de segurança, preço dos bilhetes, reputação dos clientes, qualidade das salas VIP, políticas para famílias e transporte de animais de estimação.
Segundo Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, os dados mostram que os passageiros europeus estão cada vez menos tolerantes a falhas operacionais: “A fiabilidade e a consistência do serviço tornaram-se fatores decisivos para a satisfação dos passageiros”, afirma.





