O Bankinter entrou para o restrito clube dos bancos europeus com lucros acima dos mil milhões de euros. Em 2025, ano em que celebrou 60 anos de história, o grupo financeiro espanhol registou resultados líquidos recorde de 1.090 milhões de euros, um crescimento de 14,4% face a 2024, impulsionado por uma dinâmica comercial robusta em todas as geografias e linhas de negócio.
Os resultados antes de impostos ascenderam a 1.535 milhões de euros, mais 12,9% do que no ano anterior, confirmando um exercício histórico para o banco, marcado por crescimento orgânico, eficiência operacional e uma gestão de risco conservadora — combinação rara num contexto europeu ainda exigente.
O desempenho do Bankinter em 2025 assenta num crescimento transversal de todos os indicadores de negócio com clientes. A carteira de crédito aumentou 5%, para 84.100 milhões de euros, num mercado altamente competitivo, enquanto os recursos de clientes sob gestão atingiram 156.600 milhões de euros, mais 11,3% em termos homólogos.
Em destaque estiveram novamente os recursos geridos fora de balanço, que alcançaram 68.500 milhões de euros, registando uma subida expressiva de 18,8%, depois de já terem apresentado resultados históricos em 2024. Os recursos de retalho, sobretudo depósitos e contas, cresceram 6,1%, para 88.100 milhões de euros, reforçando a base de funding do grupo.
Receitas acima dos 3.000 milhões pela primeira vez
A qualidade do crescimento refletiu-se diretamente na conta de resultados. A margem bruta ultrapassou, pela primeira vez, a fasquia dos 3.000 milhões de euros, com um crescimento anual de 5%, sustentado pelo aumento das receitas provenientes do negócio típico com clientes.
Este desempenho confirma a eficácia de uma estratégia focada em produtos e atividades com maior criação de valor, num modelo de negócio cada vez mais diversificado, refere o banco em comunicado.
Os rácios de gestão voltaram a ser um dos grandes cartões de visita do Bankinter. Em 2025, o banco apresentou um ROE de 18,9%, mais um ponto percentual do que no ano anterior, e um ROTE de 20%, posicionando-se entre os mais rentáveis da banca europeia.
O rácio de capital CET1 fixou-se nos 12,72%, 31 pontos base acima de 2024 e confortavelmente acima do mínimo exigido pelo Banco Central Europeu (8,36%). Já o rácio de eficiência manteve-se num notável 36,1%, reforçando a liderança histórica do grupo nesta métrica.
Em paralelo, a morosidade desceu para 1,94%, menos 17 pontos base face ao ano anterior, com um rácio de cobertura sólido de 68%.
Em Portugal, o desempenho acompanhou a tendência positiva do grupo. O Bankinter Portugal registou resultados antes de impostos de 210 milhões de euros em 2025, um crescimento de 7%, consolidando a sua posição como um dos bancos mais rentáveis e eficientes a operar no mercado nacional.
Com ativos totais de 131.000 milhões de euros, mais 7,4% do que em 2024, o banco fecha 2025 com todos os principais indicadores em máximos históricos. Mais do que um ano excecional, os números confirmam a maturidade de um modelo de negócio resiliente, orientado para o longo prazo e capaz de gerar valor sustentável para clientes, acionistas e mercados.





