O empresário Carlos Moreira da Silva, que chegou a ser o braço direito nos negócios de Belmiro de Azevedo – e que tem Paulo Azevedo como chairman nos seus negócios – viu crescer consideravelmente o seu património empresarial nos últimos anos. Embora tenha caído da nona posição no ranking de 2024, para a décima, com uma avaliação ligeiramente inferior à do ano passado, Carlos Moreira da Silva continua de pedra e cal na escalada das maiores fortunas nacionais. A Forbes Portugal avaliou, no final de 2025, a sua parcela em cerca de 1,3 mil milhões de euros, uma vez que o EBITDA do Grupo BA Glass, valor usado para as avaliações, caiu mais de 130 milhões de euros. A revista de negócios lançou a sua lista anual dedicada aos maiores patrimónios nacionais na edição de dezembro/janeiro que se encontra agora em banca. Família a família, vamos dar-lhe a conhecer quais são as 50 mais poderosas no mundo dos negócios e quais as respetivas fortunas, avaliadas no final do ano passado.
Carlos Moreira da Silva está na décima posição da lista dos 50 Mais Ricos de 2025 da Forbes Portugal, com uma avaliação global de 1,3 mil milhões de euros. O seu património assenta sobretudo na sua participação no Grupo BA Glass.
Carlos Moreira da Silva é hoje um dos mais conceituados empresários nacionais. Foi através de um processo de MBO que o executivo comprou à Sonae, em 2004, aquele que é hoje o seu maior ativo, o Grupo BA Glass e que partilha com a família Silva Domingues. A empresa especializada em embalagens de vidro – produz cerca de 12 mil milhões de unidades ao ano – vende para mais de 70 países. Com cerca de cinco mil funcionários, e 14 unidades industriais instaladas em vários países na Europa e nos Estados Unidos, o grupo registou receitas de 1.532 milhões de euros em 2024. Já o EBITDA do grupo caiu para os 401milhões de euros, prejudicando a avaliação deste ano, face à realizada em 2024. Atualmente é o seu filho, Tiago Moreira da Silva, que lidera a companhia, com a função de CEO.
Carlos Moreira da Silva consolida os seus negócios nas holdings Teak Capital e na Fim dos Dia SGPS, que partilha com família Silva Domingues. Entre os seus negócios está ainda a Cerealis, que detém marcas de massas alimentícias como a Nacional e a Milaneza, e a sociedade de investimento Horizon Equity Partners.
Saiba qual foi a metodologia aplicada nas avaliações
A Forbes Portugal avalia anualmente o património de cerca de cem empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo. No caso da família Amorim, a única presente no ranking internacional, utilizamos os cálculos, atualizados ao dia de 2 dezembro de 2025, do site da Forbes International.
Para todas as outras foram feitas avaliações empresariais que não pretendem mais do que ser apenas o produto de uma intensa pesquisa jornalística, que resulta da consulta de informação disponível em relatórios e contas de empresas, sobretudo relativas ao exercício de 2024, de textos publicados nos órgãos de comunicação social bem como da consulta de fontes próximas. Os dados recolhidos resultam de informação pública, acessível, e a sua veracidade depende da transparência desses mesmos dados. Não nos é possível avaliar a liquidez existente em contas bancárias dos protagonistas, dentro ou fora do país, bem como as suas dívidas pessoais e outros créditos associados, tal como carteiras de ações não divulgadas, ou participações não qualificadas. Foram excluídos do estudo elementos em que as dificuldades financeiras são do domínio público.
Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.





