Jerónimo Martins fecha 2025 com vendas de 5,3 mil milhões no Pingo Doce

Pingo Doce
O Grupo Jerónimo Martins fechou 2025 com vendas consolidadas próximas de 36 mil milhões de euros, um crescimento de 7,6% face a 2024, num ano marcado por contextos de consumo contidos em todos os mercados onde opera. Em Portugal, o desempenho foi sustentado sobretudo pelo Pingo Doce e pelo Recheio, num cenário em que os…
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O Grupo Jerónimo Martins encerrou 2025 com um desempenho sólido em Portugal, num contexto de inflação alimentar moderada e consumidores cada vez mais sensíveis ao preço, com o Pingo Doce e o Recheio a registarem crescimento de vendas, apoiados em investimento contínuo nas lojas, promoções e diferenciação do sortido.
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O Grupo Jerónimo Martins fechou 2025 com vendas consolidadas próximas de 36 mil milhões de euros, um crescimento de 7,6% face a 2024, num ano marcado por contextos de consumo contidos em todos os mercados onde opera. Em Portugal, o desempenho foi sustentado sobretudo pelo Pingo Doce e pelo Recheio, num cenário em que os consumidores mantiveram uma forte atenção às oportunidades de preço e às promoções.

Na mensagem enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o presidente e administrador-delegado do grupo, Pedro Soares dos Santos, sublinha que, apesar de um ambiente desafiante, a estratégia manteve-se inalterada. “Em 2025, operando em contextos de consumo refreados e cada vez mais sensíveis ao preço, mantivemos as prioridades estratégicas que nos distinguem: liderança de preço, inovação constante no sortido e compromisso com a melhoria contínua da qualidade das nossas lojas”, afirmou.

Em Portugal, a inflação alimentar situou-se nos 2,8% em média ao longo do ano, acelerando para 3,5% no quarto trimestre. Ainda assim, o Pingo Doce conseguiu crescer vendas em 5,3%, atingindo os 5,3 mil milhões de euros, com um crescimento like-for-like (LFL) de 4,0%, excluindo combustível. No quarto trimestre, as vendas aumentaram 5,0%, para 1,4 mil milhões de euros, com um LFL de 3,6%.

Explica o Grupo que o desempenho foi apoiado pelo investimento na conversão das lojas para o conceito All About Food, que reforça a oferta de frescos e soluções de comida pronta, num ano em que a insígnia abriu nove novas lojas, encerrou uma e remodelou 52 localizações.

Também o Recheio registou um desempenho positivo: as vendas cresceram 3,0%, para 1,4 mil milhões de euros, com um LFL igualmente de 3,0%. No quarto trimestre, o crescimento acelerou para 4,2%, totalizando 351 milhões de euros, com um LFL de 4,7%. O grupo destaca ainda a expansão da rede Amanhecer, que atingiu 758 localizações, mais 52 do que no ano anterior, reforçando a presença no canal tradicional.

Pedro Soares dos Santos sublinha que a resposta dos consumidores validou a estratégia seguida pelo grupo: “Os consumidores responderam positivamente e registámos um sólido desempenho de vendas, com todas as insígnias do Grupo a entregarem crescimento em volume”, afirmou, acrescentando que 2025 foi também um ano de forte investimento, com a abertura de 448 novos pontos de venda e a remodelação de 282 localizações em todos os mercados.

O gestor aponta ainda o último trimestre do ano como particularmente relevante para encarar 2026 com maior confiança, apesar da incerteza geopolítica que continua a marcar o sentimento das famílias: “O sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança”, refere, garantindo que o grupo continuará focado na liderança de preço, na qualidade do sortido e na valorização das equipas operacionais.

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