Trump ataca Venezuela e diz ter capturado Nicolás Maduro. Governo de Caracas não confirma

Os Estados Unidos atacaram esta noite a capital de Venezuela, Caracas, tendo sido ouvido diversas explosões na cidade durante a noite. Após esta ação militar Donald Trump afirmou já que Nicolás Maduro foi capturado e retirado à força do país, acompanhado da sua mulher, Cilia Flores. O presidente norte-americano diz que foi uma operação muito…
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Estados Unidos atacam a Venezuela e Trump avança que capturou Nicolás Maduro e a sua esposa. Delcy Rodriguez, vice-presidente, diz que não sabe do paradeiro do presidente da Venezuela e pede provas de vida.
Economia

Os Estados Unidos atacaram esta noite a capital de Venezuela, Caracas, tendo sido ouvido diversas explosões na cidade durante a noite. Após esta ação militar Donald Trump afirmou já que Nicolás Maduro foi capturado e retirado à força do país, acompanhado da sua mulher, Cilia Flores. O presidente norte-americano diz que foi uma operação muito bem planeada e que correu muito bem. Donald Trump, que vai falar ao país às 11 horas locais (16 horas em Portugal), a partir de Mar-a-Lago, disse entretanto que o presidente será agora levado a tribunal internacional para responder pelos seus crimes. Já se sabe, entretanto, que será julgado em Nova Iorque, por conspiração, narcoterrorismo, entre outras acusações.

Delcy Rodriguez, vice-presidente, e agora presidente interina, disse, em conferência de imprensa, que há baixas militares e que não sabe do paradeiro de Nicolás Madura e da sua esposa. Segundo a imprensa internacional, o governo venezuelano não confirma a detenção de Nicolás Maduro. A presidente interina pede uma prova de vida de Nicolás Maduro, e diz à população que o Governo não caiu e que o regime se mantém.

As informações do sucedido ainda são escassas, mas sabe-se que Delcy Rodriguez, vice-presidente afirmou que há baixas militares e que não sabe do paradeiro de Nicolás Madura e da sua esposa. 

Logo pela manhã, o Governo de Nicolás Maduro denunciou uma “gravíssima agressão militar”. “A Venezuela rejeita, repudia e denuncia […] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos […] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas”, refere um comunicado do governo. O Presidente Nicolás Maduro decretou o estado de exceção e apelou a “todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização”, segundo o comunicado.

Não se sabe até ao momento se os Estados Unidos mantêm uma presença militar na capital venezuelana e quais serão os próximos passos.

Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa

As autoridades portuguesas apelaram à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após ataques aéreos dos Estados Unidos. “A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas”, lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes”, nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, “reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.

(Com Lusa)

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