O Estado português vai ao mercado na próxima semana com objetivo de obter até 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a reembolsar em novembro de 2026, anunciou hoje o IGCP. Num comunicado, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP refere que “vai realizar no próximo dia 7 de janeiro pelas 10:30 horas um leilão da linha de BT [Bilhetes do Tesouro] com maturidade em 20 de novembro de 2026, com um montante indicativo entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros”.
Os Bilhetes do Tesouro são títulos de dívida pública de curto-prazo, até um ano, o que permite ao Estado obter financiamento num modelo de gestão de tesouraria mais ágil. No seu site, o IGCP explica que a colocação de Bilhetes do Tesouro no mercado primário de dívida “é assegurada por um grupo de bancos reconhecido pelos IGCP, designado por Especialistas em Bilhetes do Tesouro (EBT) e realizada principalmente através de leilões do tesouro” que são comunicados ao mercado.
Na estratégia divulgada, o IGCP refere que vai realizar, como até aqui, leilões mensais de Bilhetes do Tesouro “na terceira quarta-feira de cada mês e, se se justificar, poderá também usar a primeira quarta-feira do mês”.
Para este ano, as necessidades de financiamento líquidas do Estado rondam os 13.000 milhões de euros, de acordo com o Programa de Financiamento da República Portuguesa divulgado a 15 de dezembro pelo IGCP. Segundo o documento, “a estratégia de financiamento para 2026 centrar-se-á na emissão de títulos de dívida pública em euros nos mercados financeiros, com a realização regular de emissões de Obrigações do Tesouro (OT)”, prevendo-se a obtenção de 24.000 milhões de euros através da emissão bruta de obrigações.
Em relação aos Bilhetes do Tesouro, o financiamento líquido resultante da emissão de BT deverá ter um impacto de 5.100 milhões de euros. Na estratégia divulgada, o IGCP refere que vai realizar, como até aqui, leilões mensais de Bilhetes do Tesouro “na terceira quarta-feira de cada mês e, se se justificar, poderá também usar a primeira quarta-feira do mês”. É o que acontecerá já com o leilão de 7 de janeiro agora anunciado.
(Lusa)





