A tecnológica norte-americana Nvidia apresentou ontem os seus resultados trimestrais. A empresa mais valiosa do mundo – que está atualmente nos 4,37 biliões de dólares, ou seja, cerca de 3,74 biliões de euros, bastante à frente da Microsoft – divulgou números acima das expectativas dos mercados, mas ainda assim, as ações caíram cerca de 2,4% após o anúncio. A companhia é liderada por Jensen Huang, um dos co-fundadores da mesma, que já é o 16º homem mais rico do mundo, segundo as contas da Forbes Internacional. Dono de 3% da Nvidia, a sua riqueza atinge, ao dia de hoje, os 155 mil milhões de dólares (cerca de 133 mil milhões de euros), quando, na lista anual da Forbes, publicada em março último, valia 98,7 mil milhões de dólares (cerca de 84,5 mil milhões de euros).
Jensen Huang, um dos co-fundadores da Nvidia, dono de 3% da companhia, já é o 16º homem mais rico do mundo, segundo as contas da Forbes Internacional. A sua riqueza atinge os 155 mil milhões de dólares (cerca de 133 mil milhões de euros) ao dia de hoje.
Segundo os analistas da plataforma de investimento XTB, esta quebra no valor das ações da Nvidia terá sido consequência das elevadas expectativas geradas em torno do segmento dos centros que dados. Assim, a empresa gerou receitas de 46,7 mil milhões de dólares (cerca de 40 mil milhões de euros) contra previsões de 46,3 mil milhões de dólares (cerca de 39,6 mil milhões de euros), mas a expectativa das vendas da área de centros de dados estava nos 41,29 mil milhões de dólares (cerca de 35,33 mil milhões de euros) e a Nvidia apresentou um valor de receitas ligeiramente abaixo, de 41,1 mil milhões de dólares (cerca de 35,17 mil milhões de euros).
Relativamente aos lucros, a companhia apresentou um resultado líquido de 26,42 mil milhões de dólares (cerca de 22,6 mil milhões de euros), o que implica um lucro líquido por ação de 1,05 dólares. No segundo trimestre, a empresa excluiu as vendas dos seus chips H20 a clientes chineses dos seus resultados.
Receitas cresceram 6% no trimestre e 56% face ao mesmo período do ano transato
As receitas globais cresceram 6% face ao trimestre anterior e cerca de 56% face ao trimestre homólogo de 2024, e as receitas da área dos centros de dados cresceram 5% face ao trimestre anterior, e igualmente 56% face ao período homólogo do ano transato. Os investidores reagiram, face ao que entendem ser um fraco desempenho das vendas nesta área de negócio. No entanto, é certo que esta continua a ser o principal motor de crescimento da companhia. A receita do data center Blackwell cresceu 17% sequencialmente, sinalizando uma procura ainda crescente por soluções de Inteligência Artificial.
Para o terceiro trimestre, a Nvidia projeta uma receita de cerca de 54 mil milhões de dólares (cerca de 46,2 mil milhões de euros) com uma margem de erro de cerca de 2%, tendo a empresa excluído nas estimativas os envios de chips H20 para a China.
A plataforma Blackwell está a seguir a sua estratégia de expansão e já chegou a grandes empresas globais como a Disney, a TSMC, a SAP, a Hyundai, a Foxconn ou a Lilly. E reforçou a sua presença na Europa, sobretudo na França, na Alemanha, na Itália, na Espanha e no Reino Unido, países onde está a construir infraestrutura de IA industrial e iniciativas soberanas de LLM. Segundo os analistas da XTB, a empresa reforçou a expansão da DGX Cloud na Europa e as colaborações de supercomputadores de IA nos Estados Unidos, na Alemanha, no Reino Unido e no Japão. Na área da ciência e da saúde está a colaborar com empresas como a Novo Nordisk, a Ansys, e a DCAI na descoberta de medicamentos e algoritmos quânticos.
Para o terceiro trimestre, a Nvidia projeta uma receita de cerca de 54 mil milhões de dólares (cerca de 46,2 mil milhões de euros) com uma margem de erro de cerca de 2%, tendo a empresa excluído os envios de chips H20 para a China, nas suas perspectivas. Segundo a Forbes Internacional, a Nvidia encerra um período de três meses de crescente concorrência, mais especificamente situada na China. A empresa chinesa de semicondutores Cambricon registou um lucro recorde de 402 milhões de dólares (cerca de 344 milhões de euros) no primeiro semestre de 2025, embora Wall Street continue otimista quanto às perspectivas de crescimento da Nvidia, apoiada pela procura por tecnologia de IA e de centros de dados.