A União Europeia (UE) vai limitar o número de veículos híbridos importados da China a 350 mil por ano, no âmbito de um acordo alcançado entre Pequim e Bruxelas, anunciou hoje um responsável europeu.
“Isto reduzirá as atuais exportações para a UE em mais de metade, que deverão atingir os 800 mil veículos em 2026”, explicou o responsável.
Estes automóveis são um dos principais canais através dos quais os fabricantes chineses entram no mercado europeu, onde representam uma concorrência muito feroz para os seus rivais locais, ameaçando os empregos na UE.
Após dois dias de intensas negociações em Pequim, na semana passada, o Comissário Europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, anunciou na sexta-feira que Pequim concordou em moderar o fluxo de veículos híbridos e híbridos plug-in que entram no mercado europeu.
O comissário disse que este acordo bilateral irá provavelmente interromper a chegada de “vários milhões de unidades ao longo de um período de quatro anos” e “abre a perspetiva de uma redução de mais de metade nas exportações chinesas”.
O acordo “reduzirá as exportações atuais para a UE em mais de metade, que deverão atingir os 800 mil veículos em 2026”, explicou um responsável europeu.
A China, por sua vez, sugeriu que poderia exportar pelo menos 302 mil veículos híbridos para a UE todos os anos, ao abrigo deste acordo.
Há anos que muitos industriais e autoridades europeias denunciam a entrada em força de produtos chineses mais baratos na UE, que enfraquecem setores económicos, resultando em grandes perdas de emprego, por exemplo, na indústria automóvel.
Muitos industriais e autoridades europeias acusam a China de práticas comerciais desleais, incluindo subsídios concedidos às suas empresas, manipulação da moeda chinesa e obstrução ao acesso das empresas europeias ao mercado chinês.
Pequim nega tais práticas, realçou o sucesso da sua indústria e aponta para as fragilidades da economia europeia.
No sábado, a China saudou os compromissos alcançados com a UE em matéria de comércio, particularmente em relação aos veículos híbridos chineses, afirmando que “evitaram uma escalada” e constituíram “um novo começo”.
Lusa





