TTF acelera expansão nacional e entra no Norte com ambição de criar uma nova referência no fitness

A abertura do primeiro clube da rede de ginásios TTF na Maia marca um momento na evolução da rede de ginásios fundada por Mikael Ålring. Depois de vários anos focada na consolidação da operação na Grande Lisboa, a empresa dá agora o primeiro passo para se afirmar como uma marca de âmbito nacional. Mais do…
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Depois de consolidar a sua presença na Grande Lisboa, a TTF prepara a entrada na região norte com a abertura de um novo clube na Maia. Para Mikael Ålring, fundador e CEO da cadeia de ginásios, este é apenas o início de uma estratégia de expansão nacional assente numa proposta que combina fitness, bem-estar, comunidade e experiência.
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A abertura do primeiro clube da rede de ginásios TTF na Maia marca um momento na evolução da rede de ginásios fundada por Mikael Ålring. Depois de vários anos focada na consolidação da operação na Grande Lisboa, a empresa dá agora o primeiro passo para se afirmar como uma marca de âmbito nacional.

Mais do que aumentar a sua presença geográfica, a TTF pretende reforçar um posicionamento centrado na experiência do cliente, na construção de comunidade e numa cultura empresarial que a empresa considera diferenciadora: com cerca de 2.600 metros quadrados, o novo espaço reúne áreas dedicadas a musculação, cardio, cross training, boxe, cycling e Pilates Reformer, complementadas por serviços de bem-estar, recuperação e apoio às famílias.

Em entrevista à Forbes Portugal, Mikael Ålring explica as razões que levaram a TTF a escolher a Maia como porta de entrada para o norte, detalha os planos de crescimento da rede e partilha a sua visão para o futuro do setor do fitness em Portugal.

 

A rede de ginásios TTF está concentrada na Grande Lisboa. A entrada no Norte do país é apresentada como um marco estratégico para a TTF. Porque decidiram avançar precisamente agora e por que razão a Maia foi escolhida como porta de entrada para esta região?
Nunca quisemos crescer apenas para dizer que estávamos a crescer. Para mim, abrir um novo clube significa assumir uma responsabilidade com os sócios, com a equipa e com a cidade onde entramos.

Nos últimos anos, trabalhámos muito para consolidar a TTF, criar processos fortes e, acima de tudo, construir uma cultura que pudesse ser levada para outras regiões sem perder a sua identidade. O nosso lema é We Never Give Up. Não é uma frase criada para uma campanha. É a mentalidade com que construímos a TTF desde o primeiro clube e é aquilo que espero de todas as nossas equipas.

Sentimos que este era o momento certo para entrar no Norte porque hoje temos uma marca mais madura, uma equipa preparada e um conceito suficientemente forte para competir em qualquer região do país. A Maia foi uma escolha natural. É uma cidade dinâmica, empresarial, com uma população ativa e uma localização estratégica na Área Metropolitana do Porto. Encontrámos também um espaço que nos permitia fazer algo realmente diferente. Não queríamos chegar ao Norte com uma versão mais pequena da TTF. Queríamos chegar com um dos nossos projetos mais completos e ambiciosos.

O TTF Maia terá zonas de treino muito diferenciadas, Lady Fitness, Pilates, Kids Club, solário, sauna, banheira de gelo, espaços de recuperação e convívio, além de uma oferta de aulas e serviços pensada para vários tipos de sócios. A nossa entrada no Norte tinha de causar impacto. E acredito que a Maia será uma referência, não apenas para a TTF, mas para o próprio mercado do fitness em Portugal.

Esta abertura na Maia representa apenas um primeiro passo ou faz parte de um plano mais alargado? Quantos clubes pretendem abrir em Portugal nos próximos anos e que regiões estão na mira da TTF?
A Maia é o primeiro passo de uma nova fase da TTF. Desde o início, a minha visão foi construir uma marca verdadeiramente nacional. Quero que uma pessoa possa entrar num clube TTF em Lisboa, no Norte ou em qualquer outra região e reconhecer imediatamente a nossa energia, a nossa qualidade e a nossa cultura.

Temos um plano de expansão muito ambicioso para os próximos anos. O Norte será uma região prioritária, mas estamos igualmente atentos a outras zonas do país onde acreditamos que existe espaço para uma proposta diferente. Não gosto de anunciar números apenas para criar uma manchete. Prefiro anunciar clubes quando temos o projeto certo, a localização certa e, principalmente, as pessoas certas para liderar cada operação.

O crescimento da TTF não pode ser medido apenas pelo número de clubes. Para mim, o verdadeiro crescimento está na capacidade de criar oportunidades para as pessoas, formar líderes dentro da empresa e manter uma cultura forte à medida que a rede aumenta.

Um dos meus maiores objetivos é construir e manter a melhor empresa para trabalhar em Portugal. Acredito genuinamente que temos uma empresa especial, onde as pessoas podem crescer, assumir responsabilidades e fazer parte de algo maior. Podemos ter os melhores equipamentos e os clubes mais modernos, mas sem as melhores pessoas nunca teremos a melhor empresa nem a melhor experiência para os sócios. Por isso, vamos continuar a crescer. Mas nunca vamos crescer sacrificando aquilo que nos trouxe até aqui.

O mercado português do fitness tornou-se bastante competitivo, com operadores nacionais e internacionais a expandirem-se rapidamente. Como é que a TTF pretende diferenciar-se e conquistar quota de mercado?
Eu respeito a concorrência, mas nunca construí a TTF a copiar aquilo que os outros fazem. Não acordo a pensar em como podemos ser iguais às maiores cadeias. Acordo a pensar em como podemos fazer algo que ainda não existe.

A diferença da TTF começa na cultura, mas manifesta-se em tudo o que fazemos. Fomos criando conceitos que transformam o ginásio num espaço de comunidade e não apenas num local onde as pessoas entram, treinam e vão embora. Um desses exemplos é o Late Night Fitness, uma festa que realizamos mensalmente nos nossos clubes, com DJ, música, desafios e uma energia completamente diferente. A ideia é simples: mostrar que o fitness também pode ser divertido, social e memorável. Temos café gratuito nos nossos clubes porque acreditamos que os pequenos detalhes fazem diferença. Queremos que os sócios possam chegar, treinar, conversar e sentir que aquele espaço também lhes pertence. Criamos zonas lounge, experiências especiais, eventos, desafios, aulas de grupo e conceitos adaptados a diferentes públicos.

Não esperamos que todos os sócios se adaptem ao mesmo ginásio. Construímos clubes capazes de responder a diferentes formas de viver o fitness. Também comunicamos de maneira diferente. Somos diretos, próximos e não temos medo de arriscar. A TTF tem personalidade e as pessoas reconhecem isso.

Acredito que a quota de mercado não se conquista apenas baixando preços ou abrindo o maior número possível de clubes. Conquista-se criando uma ligação real com os sócios e entregando mais valor do que aquilo que eles esperavam. Não queremos ser apenas os maiores. Queremos ser os melhores.

A TTF fala frequentemente na criação de uma experiência integrada de fitness, saúde e bem-estar. Na prática, como é que isto funciona e como é que esse conceito evoluirá nos próximos anos?
O fitness já não pode ser visto apenas como máquinas, pesos e cardio. As pessoas procuram saúde, recuperação, equilíbrio, conveniência, comunidade e experiências que se encaixem verdadeiramente na sua vida. Na TTF, o treino continuará sempre a ser o centro de tudo. Mas à volta desse treino estamos a construir um ecossistema muito mais completo. O TTF Maia representa muito bem essa evolução. Teremos uma área de Lady Fitness, criada para mulheres que preferem treinar num espaço mais reservado. Teremos Pilates, aulas de grupo, Kids Club para facilitar a rotina das famílias, solário, sauna e banheira de gelo, reforçando as áreas de bem-estar e recuperação.

Queremos também que o clube seja um lugar onde as pessoas gostem de permanecer. Por isso, damos importância às zonas de convívio, ao café gratuito, aos eventos e a iniciativas como o Late Night Fitness. Isto é uma experiência integrada: treinar, recuperar, cuidar da saúde, divertir-se e sentir que se pertence a uma comunidade.

Nos próximos anos, esta visão vai continuar a evoluir. Vamos introduzir novos serviços, novas experiências, mais tecnologia e conceitos adaptados às necessidades reais dos nossos sócios. Mas há algo que nunca mudará. As pessoas continuarão a ser o nosso maior investimento. Podemos criar o clube mais impressionante do país, mas são as nossas equipas que dão vida ao espaço, que recebem os sócios e que transformam uma visita numa experiência. É por isso que o We Never Give Up é tão importante para mim. Representa a nossa ambição, a nossa forma de trabalhar e a maneira como enfrentamos todos os desafios.

Não estamos apenas a abrir ginásios. Estamos a construir uma empresa onde as pessoas querem trabalhar, uma comunidade à qual os sócios querem pertencer e uma marca capaz de mudar a forma como Portugal vê o fitness.

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