Tiger Woods foi o primeiro atleta ainda em atividade a ultrapassar os mil milhões de dólares (850 milhões de euros) em rendimentos acumulados, em 2009. Foram necessários mais oito anos até outro desportista alcançar a mesma marca: o pugilista Floyd Mayweather, em 2017.
O clube deixou, entretanto, de ser tão exclusivo. Com cada vez mais dinheiro a circular no desporto, nove atletas já acumularam pelo menos mil milhões de dólares (850 milhões de euros) em rendimentos ao longo das suas carreiras. Outros dois deverão juntar-se ao grupo no próximo ano.
As estrelas da NBA Stephen Curry e Kevin Durant são as mais recentes entradas nesta lista, tendo ultrapassado a fasquia dos mil milhões de dólares (850 milhões de euros) durante a época de 2025-2026. Com rendimentos previstos de 203,6 milhões de dólares (173,06 milhões de euros) e 104,9 milhões de dólares (89,17 milhões de euros), respetivamente, na temporada de 2026-2027, os dois jogadores deverão ultrapassar Mayweather, Roger Federer e Phil Mickelson, subindo ao quinto e sexto lugares do ranking histórico de rendimentos até à primavera.
As estrelas da NBA Stephen Curry e Kevin Durant são as mais recentes entradas nesta lista Forbes.
Os quatro primeiros lugares serão mais difíceis de alcançar. Este ano, Cristiano Ronaldo tornou-se o primeiro atleta ainda em atividade a ultrapassar os 2 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) em rendimentos acumulados. O salário que recebe desde que se mudou para a liga saudita, para representar o Al Nassr, em 2023, elevou os seus ganhos a um novo patamar, enquanto a sua carteira de contratos publicitários continua a ser uma das mais valiosas do desporto.
Aos 41 anos, o internacional português deverá reforçar a liderança com mais 300 milhões de dólares (255 milhões de euros) em rendimentos nesta temporada, elevando o total acumulado ao longo da carreira para 2,39 mil milhões de dólares (2,03 mil milhões de euros).
O seu rival de longa data, Lionel Messi, deverá juntar-se ao clube dos atletas com rendimentos superiores a 2 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) até ao próximo ano. Tiger Woods também poderá ultrapassar essa marca, apesar de as lesões o terem afastado dos campos de golfe durante grande parte dos últimos anos. O norte-americano continua a gerar receitas estimadas em 45 milhões de dólares (38,25 milhões de euros) por ano fora da competição.
LeBron James ocupa o quarto lugar, com 1,68 mil milhões de dólares (1,43 mil milhões de euros) acumulados. Embora tenha aceitado um salário de apenas 3,9 milhões de dólares (3,32 milhões de euros) nesta temporada — reduzido para os padrões do jogador, que pretende lutar por um título com os Philadelphia 76ers na fase final da carreira —, estima-se que receba 90 milhões de dólares (76,5 milhões de euros) através de uma extensa carteira de parceiros comerciais e de outros negócios.
Os quatro primeiros classificados partilham ainda outra distinção: são os únicos atletas em atividade que já se tornaram multimilionários em termos de património líquido.
Os quatro primeiros classificados partilham ainda outra distinção: são os únicos atletas em atividade que já se tornaram multimilionários em termos de património líquido. Embora Mickelson, Federer, Mayweather, Durant e Curry tenham ultrapassado os mil milhões de dólares (850 milhões de euros) em rendimentos acumulados, a Forbes estima que as suas fortunas permaneçam abaixo desse valor depois de contabilizados impostos, comissões de agentes e outras despesas.
Michael Jordan, o ex-atleta mais rico do mundo, com um património líquido estimado em 4,7 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros), não aparece na lista dos maiores rendimentos acumulados. A Forbes considera apenas as receitas obtidas durante o período em que os atletas estiveram ativos nas respetivas modalidades.
Grande parte do dinheiro que Jordan recebeu através da Jordan Brand e de outros patrocinadores foi gerado depois da sua retirada. O mesmo aconteceu com os 3 mil milhões de dólares (2,55 mil milhões de euros) que recebeu pela venda dos Charlotte Hornets, em 2023. Ao longo de toda a carreira na NBA, Jordan ganhou apenas 94 milhões de dólares (79,9 milhões de euros) em salários, sem ajustamento à inflação — um valor que as atuais estrelas da liga conseguem ultrapassar em menos de dois anos.
A Forbes considera apenas as receitas obtidas durante o período em que os atletas estiveram ativos nas respetivas modalidades.
De muitas formas, porém, os atletas do século XXI devem a Jordan o modelo que lhes permitiu transformar a notoriedade e o sucesso desportivo em marcas pessoais altamente rentáveis. Em 1984, quando a Nike ainda era uma empresa relativamente pequena no setor do vestuário desportivo, a marca arriscou um valor sem precedentes de 2,5 milhões de dólares (2,13 milhões de euros) num contrato de cinco anos com Jordan, acrescido de royalties por cada par de sapatilhas vendido.
Este ano, Curry assinou um contrato com a marca chinesa Li-Ning que, segundo informações divulgadas, valerá 400 milhões de dólares (340 milhões de euros) ao longo de dez anos.
Não é por acaso que, no final desta temporada, cinco dos seis atletas com maiores rendimentos acumulados de sempre serão jogadores de basquetebol ou futebol. Os dez jogadores mais bem pagos da NBA deverão receber, em conjunto, 958 milhões de dólares (814,3 milhões de euros) nesta temporada, ligeiramente acima dos 942 milhões de dólares (800,7 milhões de euros) previstos para os dez futebolistas mais bem pagos do mundo e muito acima dos valores registados nas restantes modalidades.
No final desta temporada, cinco dos seis atletas com maiores rendimentos acumulados de sempre serão jogadores de basquetebol ou futebol.
A NBA beneficia de um acordo de direitos de transmissão no valor de 76 mil milhões de dólares (64,6 mil milhões de euros), válido por 11 anos, que está a impulsionar o limite salarial da liga. Ainda assim, serão necessários mais alguns anos para que a próxima geração de estrelas — como Giannis Antetokounmpo, Anthony Edwards e Jayson Tatum — alcance James, Curry e Durant no clube dos mil milhões, mantendo o ritmo atual de rendimentos.
No desporto feminino, a espera deverá ser ainda mais longa. Serena Williams acumulou rendimentos estimados em 450 milhões de dólares (382,5 milhões de euros) antes de se afastar do ténis, em 2022, mais de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) acima de qualquer outra atleta feminina na história. No ano passado, a desportista mais bem paga do mundo foi Coco Gauff, com 33 milhões de dólares (28,05 milhões de euros) — cerca de um nono dos rendimentos do seu equivalente masculino, Cristiano Ronaldo.
Ainda assim, dois atletas poderão atingir a fasquia dos mil milhões de dólares (850 milhões de euros) em rendimentos acumulados nos próximos meses: Neymar e Lewis Hamilton. O salário do futebolista brasileiro caiu drasticamente com o regresso ao Santos, em 2025, mas os rendimentos estimados com patrocínios continuam a ultrapassar os 20 milhões de dólares (17 milhões de euros) anuais.
Já o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton obteve rendimentos estimados em 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) no ano passado, colocando-o numa posição favorável para ultrapassar a marca dos mil milhões. Até à data, acumulou cerca de 940 milhões de dólares (799 milhões de euros) ao longo da carreira.
Os atletas com maiores rendimentos acumulados de sempre
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Cristiano Ronaldo — 2,09 mil milhões de dólares (1,78 mil milhões de euros)
Modalidade: Futebol. Idade: 41 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 2,39 mil milhões de dólares (2,03 mil milhões de euros).

Ronaldo ocupa há quatro anos consecutivos o primeiro lugar da lista da Forbes dos atletas mais bem pagos do mundo, graças a um contrato com o Al Nassr, da Arábia Saudita, que lhe rende mais de 200 milhões de dólares (170 milhões de euros) por ano. Esta é a décima temporada consecutiva em que o avançado português recebe pelo menos 100 milhões de dólares (85 milhões de euros), uma sequência que inclui passagens pelo Manchester United, Juventus e Real Madrid.
O jogador, que tem 679 milhões de seguidores no Instagram — mais do que qualquer outra pessoa no mundo —, está perto de alcançar mais um marco numa carreira repleta de recordes individuais: os mil golos em jogos de clubes e seleções. Em junho, estreou-se na lista de multimilionários da Forbes, com um património líquido estimado em 1,2 mil milhões de dólares (1,02 mil milhões de euros), ultrapassando o rival Lionel Messi, cuja fortuna foi estimada em 1,1 mil milhões de dólares (935 milhões de euros).
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Tiger Woods — 1,97 mil milhões de dólares (1,67 mil milhões de euros)
Modalidade: Golfe. Idade: 50 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 2,01 mil milhões de dólares (1,71 mil milhões de euros).

No auge da carreira, Woods foi o atleta mais bem pago do mundo durante dez anos consecutivos, chegando a receber mais de 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) por ano no final da década de 2000.
A conquista do segundo milhar de milhão tem sido, porém, bastante mais atribulada. Um escândalo de infidelidade, em 2009, e uma detenção em 2026 por suspeita de condução sob o efeito do álcool prejudicaram a sua imagem pública. Uma série de lesões e cirurgias às costas também interrompeu o seu domínio no golfe.
Em 2024, perdeu um dos seus principais patrocinadores, a Nike, depois de uma parceria de 27 anos. Ainda mantém relações comerciais com marcas como a TaylorMade, a Bridgestone e a Monster Energy, além de ter lançado a sua própria marca de vestuário, Sun Day Red. Woods entrou na lista de multimilionários da Forbes em 2022, na semana seguinte à entrada de LeBron James, e tem atualmente um património líquido estimado em 1,5 mil milhões de dólares (1,28 mil milhões de euros).
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Lionel Messi — 1,87 mil milhões de dólares (1,59 mil milhões de euros)
Modalidade: Futebol. Idade: 39 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 2,02 mil milhões de dólares (1,72 mil milhões de euros).

Messi terá recebido uma proposta da liga saudita que lhe garantiria 400 milhões de dólares (340 milhões de euros) por ano depois de terminar o contrato com o Paris Saint-Germain, em 2023. Em vez de seguir o percurso de Cristiano Ronaldo, optou por ingressar na Major League Soccer, ao serviço do Inter Miami.
A chegada do argentino impulsionou o negócio do clube, cuja avaliação subiu para 1,35 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros), a mais elevada da liga norte-americana. Messi também beneficia da mudança, com rendimentos estimados em 145 milhões de dólares (123,25 milhões de euros) este ano, incluindo receitas que se acredita resultarem de acordos de partilha de receitas com patrocinadores da liga, como a Adidas e a Apple TV.
O avançado argentino dispõe ainda de uma opção para adquirir uma participação no capital do Inter Miami quando terminar a carreira. Messi passou a maior parte do percurso nos clubes ao serviço do Barcelona, que, em 2021, viu revelados pagamentos ao jogador substancialmente superiores aos que eram conhecidos, depois de o jornal espanhol El Mundo ter publicado uma cópia do seu contrato.
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LeBron James — 1,68 mil milhões de dólares (1,43 mil milhões de euros)
Modalidade: Basquetebol. Idade: 41 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 1,77 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros).

Apelidado de “The Chosen One” numa famosa capa da Sports Illustrated, em 2002, quando ainda frequentava o ensino secundário, James superou as expectativas e tornou-se a principal figura da NBA na era pós-Michael Jordan.
Tem um contrato vitalício de patrocínio com a Nike e acrescentou recentemente a Polymarket à sua lista de patrocinadores, num acordo que, segundo informações divulgadas, lhe rende 15 milhões de dólares (12,75 milhões de euros) por ano.
O jogador, agora ao serviço dos Philadelphia 76ers, cofundou a SpringHill Company, uma empresa de produção de conteúdos de entretenimento e media que foi avaliada em 725 milhões de dólares (616,25 milhões de euros) em 2021 e que se fundiu com a Fulwell 73 no ano passado. A empresa contribuiu para o património líquido estimado de 1,4 mil milhões de dólares (1,19 mil milhões de euros) de James.
O basquetebolista detém também uma pequena participação na Fenway Sports Group e chegou a admitir publicamente a possibilidade de ser proprietário de uma equipa da NBA depois de se retirar, embora tenha recuado nessa intenção no início deste ano, antes de as propostas por uma eventual equipa de expansão em Las Vegas terem alegadamente atingido os 9 mil milhões de dólares (7,65 mil milhões de euros).
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Phil Mickelson — 1,13 mil milhões de dólares (960,5 milhões de euros)
Modalidade: Golfe. Idade: 56 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 1,14 mil milhões de dólares (969 milhões de euros).

Mickelson foi um dos primeiros jogadores a abandonar o PGA Tour para aderir à LIV Golf, em 2022, depois de 30 anos no circuito. O acordo com a competição apoiada pela Arábia Saudita terá garantido ao golfista pelo menos 200 milhões de dólares (170 milhões de euros).
Perdeu, porém, patrocinadores como a Callaway, a KPMG e a Workday depois de ter feito comentários controversos, antes da mudança, interpretados como desvalorizando os abusos dos direitos humanos na Arábia Saudita.
O seis vezes vencedor de torneios do Grand Slam afastou-se da competição este ano, invocando uma questão familiar privada, e terá passado algum tempo num centro de tratamento de dependências. Com a LIV a atravessar uma reestruturação após a retirada do financiamento do Fundo de Investimento Público saudita, o futuro de Mickelson no golfe permanece incerto.
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Roger Federer — 1,11 mil milhões de dólares (943,5 milhões de euros)
Modalidade: Ténis. Idade: 45 anos.

Federer foi praticamente imbatível durante a década de 2000, conquistando 15 títulos individuais do Grand Slam entre 2003 e 2009 e superando o recorde masculino de Pete Sampras. Terminou a carreira com 20 títulos, uma marca que viria a ser ultrapassada por Rafael Nadal e Novak Djokovic.
Nenhum dos dois rivais mais jovens conseguiu, porém, igualar os seus rendimentos acumulados. Conhecido pela elegância e pelo estilo de jogo aparentemente sem esforço, Federer foi muito procurado por marcas como a Wilson, a Rolex e a Mercedes-Benz durante a carreira e continuou a trabalhar como embaixador de marcas depois de se retirar, em 2022.
Detém ainda uma participação estimada em 3% na On, marca suíça de calçado desportivo que está cotada em bolsa e tem uma capitalização de mercado de cerca de 11 mil milhões de dólares (9,35 mil milhões de euros). Esse investimento contribuiu para a sua entrada na lista de multimilionários da Forbes, em 2025.
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Floyd Mayweather — 1,08 mil milhões de dólares (918 milhões de euros)
Modalidade: Boxe. Idade: 49 anos.

Floyd “Money” Mayweather fez jus à alcunha, recebendo valores extraordinários pelos combates contra Manny Pacquiao, em 2015, que lhe terá rendido 240 milhões de dólares (204 milhões de euros), e contra Conor McGregor, em 2017, pelo qual terá recebido 275 milhões de dólares (233,75 milhões de euros).
Em 2015, tornou-se o primeiro atleta a registar rendimentos totais de 300 milhões de dólares (255 milhões de euros) num período de 12 meses — o equivalente a cerca de 420 milhões de dólares (357 milhões de euros) ajustados à inflação.
Retirou-se do boxe profissional depois do combate com McGregor, mantendo um registo perfeito de 50 vitórias e nenhuma derrota. Continuou, contudo, a participar ocasionalmente em combates de exibição. Em setembro de 2025, anunciou que iria defrontar Mike Tyson, mas os planos foram suspensos. Em fevereiro deste ano, na véspera de completar 49 anos, afirmou que regressaria à competição profissional para enfrentar novamente Manny Pacquiao, mas esse combate também foi adiado por tempo indeterminado.
A sua nova promotora, CSI Sports Events, processou entretanto Mayweather por alegada violação contratual.
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Kevin Durant — 1,06 mil milhões de dólares (901 milhões de euros)
Modalidade: Basquetebol. Idade: 38 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 1,17 mil milhões de dólares (994,5 milhões de euros).

Durant deverá assumir a liderança do ranking histórico de salários recebidos em campo na NBA na temporada de 2027-2028, ultrapassando LeBron James. Se o extremo dos Houston Rockets cumprir o contrato de dois anos, no valor de 90 milhões de dólares (76,5 milhões de euros), os seus rendimentos acumulados em salários chegarão aos 591 milhões de dólares (502,35 milhões de euros). Poderá ainda aumentar esse valor se optar por sair do contrato e regressar ao mercado de agentes livres no próximo verão.
Dezasseis vezes escolhido para o All-Star Game e duas vezes eleito MVP das finais da NBA, Durant manteve um nível elevado desde que uma rotura do tendão de Aquiles o afastou da temporada de 2019-2020. Na época passada, ultrapassou Michael Jordan e chegou ao quinto lugar da lista histórica de melhores marcadores da NBA.
Fora do campo, é cofundador da empresa de media e entretenimento Boardroom. O seu family office, 35V, tem investimentos em mais de 100 empresas, incluindo entidades desportivas como a League One Volleyball e a Gotham FC, da liga norte-americana de futebol feminino.
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Stephen Curry — 1,02 mil milhões de dólares (867 milhões de euros)
Modalidade: Basquetebol. Idade: 38 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 1,22 mil milhões de dólares (1,04 mil milhões de euros).

Ao contrário de LeBron James e Kevin Durant, que foram recrutados para o basquetebol universitário como jovens talentos muito cobiçados, Curry teve um percurso menos linear até ao estrelato. Apesar de o pai, Dell, ter tido uma longa carreira na NBA como especialista em lançamentos de longa distância, Stephen foi pouco valorizado antes de se destacar na pequena universidade de Davidson e de ser escolhido na sétima posição do draft de 2009.
Ao longo das últimas 17 temporadas nos Golden State Warriors, o duas vezes MVP e quatro vezes campeão revolucionou a modalidade, sendo amplamente considerado o melhor lançador da história do basquetebol.
Curry prepara-se agora para se tornar o primeiro basquetebolista a receber mais de 200 milhões de dólares (170 milhões de euros) numa única temporada. Para isso contribui o novo contrato com a marca chinesa Li-Ning, depois de ter terminado inesperadamente, no ano passado, uma longa parceria com a Under Armour.
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Neymar — 960 milhões de dólares (816 milhões de euros)
Modalidade: Futebol. Idade: 34 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: mil milhões de dólares (850 milhões de euros).

A maior estrela do futebol brasileiro na década de 2010, Neymar recebeu pelo menos 85 milhões de dólares (72,25 milhões de euros) por ano durante sete temporadas consecutivas, depois de ter deixado o Barcelona para assinar pelo Paris Saint-Germain, em 2017.
Em 2023, mudou-se para o Al Hilal, da Arábia Saudita, mas praticamente não jogou pela equipa devido a uma rotura do ligamento cruzado anterior e a uma lesão nos isquiotibiais. Em 2025, regressou ao Santos, o clube onde começou a carreira.
O avançado, de 34 anos, foi convocado para representar o Brasil no Mundial deste verão, mas uma lesão na barriga da perna limitou a sua participação, tendo entrado apenas como suplente em poucos minutos de jogo. A seleção brasileira chegou aos oitavos de final.
Apesar de ter ficado de fora da lista dos dez futebolistas mais bem pagos do mundo da Forbes nos últimos dois anos, Neymar continua a ser uma figura popular no Brasil e mantém uma extensa carteira de patrocinadores, entre os quais a Puma, a Red Bull e o Mercado Livre. Está, por isso, perto de ultrapassar a fasquia de mil milhões de dólares (850 milhões de euros) em rendimentos acumulados.
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Lewis Hamilton — 940 milhões de dólares (799 milhões de euros)
Modalidade: Fórmula 1. Idade: 41 anos. Rendimentos acumulados previstos até 2027: 1,04 mil milhões de dólares (884 milhões de euros).

Lewis Hamilton é, de longe, o piloto de Fórmula 1 mais popular nas redes sociais, se os seus 44 milhões de seguidores no Instagram servirem de indicador. O britânico recebeu rendimentos estimados em 100 milhões de dólares (85 milhões de euros) no ano passado, incluindo 70 milhões de dólares (59,5 milhões de euros) do contrato com a Ferrari e 30 milhões de dólares (25,5 milhões de euros) de patrocinadores pessoais, entre os quais a EA Sports, a Dior e a Lululemon.
A primeira temporada de Hamilton na Ferrari, em 2025, depois de 12 anos na Mercedes e seis títulos mundiais de Fórmula 1, terminou com um dececionante sexto lugar na classificação. Em 2026, recuperou e ocupa o terceiro lugar, quando faltam seis corridas para o final da temporada.
Independentemente da posição em que terminar o campeonato, o salário e os rendimentos fora das pistas deverão permitir-lhe ultrapassar os mil milhões de dólares (850 milhões de euros) acumulados nos próximos meses.
Como foi elaborada a lista
A lista da Forbes de 2026 dos atletas com maiores rendimentos acumulados mede as receitas em dinheiro obtidas ao longo das carreiras profissionais, dentro e fora da competição, até 1 de maio de 2026, em linha com o ranking dos atletas mais bem pagos do mundo de 2026. Inclui também projeções até 1 de maio de 2027.
Os rendimentos obtidos depois da retirada da competição não são contabilizados. Os valores acumulados são arredondados aos 10 milhões de dólares mais próximos e não são ajustados à inflação. Os montantes originalmente expressos noutras moedas foram convertidos para dólares.
Os rendimentos desportivos incluem prémios monetários, salários, bónus e, em determinados casos no futebol, direitos de imagem associados aos clubes ou salários financiados por patrocinadores das equipas ou das ligas. Os rendimentos fora da competição incluem contratos de patrocínio, pagamentos por presenças em eventos, receitas de memorabilia e licenciamento, bem como retornos em dinheiro provenientes de empresas nas quais os atletas detenham participações significativas.
A Forbes não inclui rendimentos de investimentos, como juros ou dividendos, mas contabiliza os pagamentos recebidos pela venda de participações empresariais. Os valores não são deduzidos de impostos nem de comissões pagas a agentes.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.





