O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em cadeia, face aos primeiros três meses deste ano, o aumento foi de 4,6%. De acordo com as mais recentes “Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local” do INE, de abril a junho, as 37.854 transações de casas realizadas representam uma quebra de 9,0% face ao mesmo trimestre de 2025, em que foram feitas 41.608 transações.
No trimestre anterior, este número também já tinha caído, 10,5%. Segundo o instituto estatístico, o preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2025, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se as sub-regiões Médio Tejo (25,4%), Oeste (24,0%), Lezíria do Tejo e Açores (ambas com 23,9%) e Península de Setúbal (22,2%). As sub-regiões da Grande Lisboa (4.030 €/m2), Algarve (3.500 €/m2), Península de Setúbal (3.069 €/m2), Madeira (2.816 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.669 €/m2) registaram preços da habitação superiores aos do país.
Tomando como referência o período entre julho de 2025 e junho de 2026, as 156.713 vendas de alojamentos familiares realizadas tiveram um preço mediano de 2.264 €/m2, mais 4,4% face ao ano acabado em março de 2026 e 17,7% relativamente ao terminado em junho de 2025.
Destas sub-regiões, evidenciaram-se, por apresentarem também taxas de variação homóloga iguais ou superiores à nacional, a Península de Setúbal (22,2%) e a Grande Lisboa (18,4%). Já a sub-região Beiras e Serra da Estrela apresentou o menor preço mediano de venda de alojamentos familiares (759 €/m2), tendo a menor variação homóloga sido registada em Terras de Trás-os-Montes (5,2%).
As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Madeira e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro). Segundo detalha o INE, nas sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, o preço mediano (€/m2) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 47,0% e 37,5%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.
Tomando como referência o período entre julho de 2025 e junho de 2026, as 156.713 vendas de alojamentos familiares realizadas tiveram um preço mediano de 2.264 €/m2, mais 4,4% face ao ano acabado em março de 2026 e 17,7% relativamente ao terminado em junho de 2025. O preço mediano da habitação foi superior ao valor nacional nas sub-regiões da Grande Lisboa (3.757 €/m2), Algarve (3.338 €/m2), Península de Setúbal (2.890 €/m2), Região Autónoma da Madeira (2.690 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.500 €/m2).
O município de Lisboa (5.192 €/m2) registou o preço mais elevado do país.
No período em análise, 53 municípios apresentaram um preço mediano superior ao valor nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Grande Lisboa (todos os nove municípios), Península de Setúbal (todos os nove municípios), Algarve (14 dos 16 municípios) e Área Metropolitana do Porto (nove dos 17 municípios).
O município de Lisboa (5.192 €/m2) registou o preço mais elevado do país. Verificaram-se também valores superiores a 4.000 €/m2 em Cascais (4.889 €/m2), Oeiras (4.438 €/m2) e Loulé (4.137 €/m2). O Algarve, a Área Metropolitana do Porto, a Grande Lisboa e a Região Autónoma da Madeira apresentaram diferenciais de preços entre municípios superiores a 2.000 €/m2. Entre julho de 2025 e junho de 2026, o município de Lisboa registou o maior número de transações de alojamentos familiares do país (7.739). Com mais de 4.000 vendas destacavam-se os municípios de Sintra (5.934), Vila Nova de Gaia (4.955) e Porto (4.268).
Preços das casas aceleram em 10 dos 24 municípios mais populosos
Os preços da habitação aceleraram no segundo trimestre em 10 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, destacando-se Loures e Matosinhos com os maiores acréscimos e registando Guimarães o maior recuo, divulgou hoje o INE. De acordo com as últimas “Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local” do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativas ao período de abril a junho, o município de Loures registou um aumento da taxa de variação homóloga de 9,7 pontos percentuais e Matosinhos de 9,5 pontos percentuais, enquanto Guimarães recuou 13,4 pontos percentuais.
Por sua vez, os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 e 5,4 pontos percentuais nas taxas de variação homólogas do primeiro para o segundo trimestre de 2026. No período em análise, todos os municípios com mais de 100.000 habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional 2.445 euros por metro quadrado (€/m2).
Na Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar (22,9%) e Maia (18,8%), apresentaram taxas de variação homóloga superiores à nacional (18,4%), enquanto na Grande Lisboa, apenas Oeiras (13,0%) e Lisboa (8,9%) ficaram aquém do crescimento do país, tendo Odivelas igualado o valor nacional. Na Península de Setúbal apenas o município de Almada (14,1%) apresentou uma taxa de variação homóloga inferior à do país.
Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.434 €/m2) e existentes(5.030 €/m2): 1.404 €/m2.
O INE destaca os municípios de Lisboa (5.299 €/m2), Cascais (5.200 €/m2) e Oeiras (4.704 €/m2 ) com os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 €/m2. Já o Funchal apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às nacionais (3.636 €/m2 e 24,2%), tendo Barcelos (2.000 €/m2 e 28,7%), Guimarães (2.060 €/m2 e 28,6%) e Braga (2.417 €/m2 e 21,6%) também superado a taxa de variação homóloga do país.
Tomando como referência as 156.713 vendas realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, Lisboa registou o preço mediano da habitação mais elevado entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador: 5.143 €/m2 por compradores do território nacional e 6.588 €/m2 por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro.
Para além de Lisboa, também Cascais, Oeiras e Porto registaram, simultaneamente, preços medianos de alojamentos familiares superiores a 3.500 €/m2 em transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional e superiores a 4.350 €/m2 por compradores no estrangeiro.
Os municípios de Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto distinguiram-se também por apresentarem os preços medianos mais elevados, entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, nas duas categorias do setor institucional do comprador consideradas. Por sua vez, o município de Loures apresentou o maior diferencial de preços entre setores institucionais do comprador: 1.386 €/m2. Entre julho de 2025 e junho de 2026, 22 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes.
O INE distingue Cascais por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.063 €/m2) e Lisboa com os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.
As exceções foram a Amadora, onde o preço mediano dos alojamentos existentes foi superior em 576 €/m2 ao dos novos (3.360 €/m2 e 2.784 €/m2, respetivamente) e Santa Maria da Feira, onde foi superior em 2€/m2 (1.767 €/m2 os existentes e 1.765 €/m2 os novos). Santa Maria da Feira registou o menor preço mediano de alojamentos novos e Lisboa (6.434 €/m2) e Cascais (5.260 €/m2) os valores mais elevados, superiores a 5.000 €/m2. Já Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.434 €/m2) e existentes(5.030 €/m2): 1.404 €/m2.
Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, o INE distingue ainda Cascais por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.063 €/m2) e Lisboa com os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.
(Com Lusa)





