Número de empresas na indústria alimentar cresceu 3% em dez anos

Na última década, o setor da indústria alimentar evoluiu em número de empresas, em número de trabalhadores e em salário médio. A conclusão é da Randstad Research que analisou a evolução desta atividade nos últimos 10 anos, mostrando que o setor consolidou o seu universo de empresas, que cresceu 3% na última década, passando de…
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Além do número de empresas também o pessoal ao serviço da indústria alimentar cresceu, um acréscimo que atingiu os 9% na última década para um total de 98,1 mil profissionais. Relativamente às remunerações, o salário médio mensal subiu 47,8% em 10 anos, fixando-se em 1.413 euros.
Economia

Na última década, o setor da indústria alimentar evoluiu em número de empresas, em número de trabalhadores e em salário médio. A conclusão é da Randstad Research que analisou a evolução desta atividade nos últimos 10 anos, mostrando que o setor consolidou o seu universo de empresas, que cresceu 3% na última década, passando de 9.289 para 9.582 sociedades. No entanto, este crescimento é consequência de uma recuperação constante após a quebra de 2020, devido à pandemia de Covid 19.

Relativamente ao pessoal ao serviço da indústria alimentar, este cresceu 9% na última década atingindo 98,1 mil profissionais, embora o emprego tenha registado uma trajetória de declínio gradual, após o pico do pós-pandemia. Ou seja, o número de empregados no setor era de 89,1 mil no final do ano passado. O número de trabalhadores nesta indústria representa já 11,1% do total de profissionais da indústria transformadora.  No setor industrial global, que empregava 15,9% do total de profissionais do país em 2025, a indústria alimentar destaca-se ainda pela resiliência e por uma quase perfeita paridade de género, contrariando a maior masculinizarão do resto das indústrias transformadoras: 51% dos trabalhadores são homens e 49% são mulheres.

O crescimento do tecido empresarial, entre 2014 e 2024, foi liderado pela fabricação de outros produtos alimentares, um acréscimo de 54,2% no número de empresas, e pela preparação de frutos hortícolas, com mais 36,2% de sociedades.

Após uma quebra de 12,3% em 2021, o setor atingiu um pico de recuperação do número de trabalhadores em 2022, tendência que se inverteu nos anos seguintes. Entrando em setores mais específicos, os dados mostram que o pessoal ao serviço nas empresas cresceu nestes 10 anos impulsionado pelo grupo de abate e conservação de carne, que se destacou como o maior motor absoluto ao registar um aumento de 38,3%, totalizando 6.015 pessoas.

Já no que diz respeito ao crescimento do tecido empresarial, entre 2014 e 2024, este foi liderado pela fabricação de outros produtos alimentares, um acréscimo de 54,2% no número de empresas, e pela preparação de frutos hortícolas, com mais 36,2% de sociedades. Já na área de cereais e leguminosas, registou-se uma quebra de 33,2% tal como na panificação com uma queda de 5,5%.

Salário médio do setor subiu 47,8% em dez anos

Relativamente às remunerações do setor, o salário médio mensal subiu 47,8% na década, fixando-se em 1.413 euros. A produção de óleos e gorduras estava no topo da pirâmide salarial com um valor médio de 1.966 euros em 2024, e a média da fabricação de produtos de padaria estava nos 1.206 euros. No entanto, o subsetor da padaria liderou o ritmo de valorização com um aumento percentual de 62,6% no mesmo período.

Por fim, o desemprego registado na atividade situou-se em 5.690 pessoas em abril de 2026, uma melhoria homóloga de 6,7%. O desemprego do setor mantém-se estável em cerca de 2% do total nacional, mas é marcado por forte sazonalidade anual.

Citada em comunicado, Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad Portugal, afirma que: “A indústria alimentar em Portugal regista uma trajetória estável, com um incremento de 9% no emprego setorial ao longo da última década. No entanto, os indicadores de 2026 refletem assimetrias no mercado: a par da modernização tecnológica em novos segmentos, subsiste uma acentuada disparidade salarial interna e uma volatilidade sazonal e regional. Estes fatores condicionam a retenção contínua de profissionais, sobretudo nas Regiões Autónomas, tornando prioritária a valorização das carreiras nas áreas tradicionais do setor”.

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