MotoGP Portugal acelera PIB com impacto de mais de 100 milhões de euros

Numa altura em que já está garantida a realização do Moto GP no Autódromo Internacional do Algarve, instalado em Portimão, até 2029, um estudo conclui que a prova de 2025 gerou um impacto de mais de 100 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto, principal componente do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Deste valor, 56…
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O estudo da EY-Parthenon, encomendado pela gestora do Autódromo Internacional do Algarve, Parkalgar, revela que a realização do MotoGP 2025 gerou um impacto económico de mais de 100 milhões de euros e atraiu fãs de 70 países.
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Numa altura em que já está garantida a realização do Moto GP no Autódromo Internacional do Algarve, instalado em Portimão, até 2029, um estudo conclui que a prova de 2025 gerou um impacto de mais de 100 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto, principal componente do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Deste valor, 56 milhões foram gerados na economia do Algarve. O MotoGP Portugal 2025 gerou 2.024 empregos a tempo inteiro, 43 milhões de euros em remunerações e 35 milhões de euros em receita fiscal.

De acordo com o estudo realizado pela EY-Parthenon para a gestora do autódromo, a Parkalgar, a prova disputada em Portimão, no ano passado, registou cerca de 166 mil entradas e recebeu adeptos de 70 países. O mesmo estudo revela que “com 40% dos espectadores provenientes do estrangeiro, o evento reforçou a sua dimensão internacional e o posicionamento de Portugal como destino de referência para o desporto motorizado”.

Por mercados de origem, Portugal representou 60% dos espectadores, seguindo-se França (12%) e Espanha (8%). Entre os visitantes não europeus, os maiores contingentes chegaram dos Estados Unidos (26%), do Canadá (21%) e do Brasil (16%), o que prova a capacidade do MotoGP para mobilizar públicos oriundos de mercados de longa distância.

O evento também teve impacto nas estadias turísticas no destino Algarve. De acordo com o mesmo documento, os visitantes do norte da Europa foram os que registaram períodos médios de permanência mais elevados, com destaque para a Finlândia (7,4 noites), a Dinamarca (sete noites), o Luxemburgo (6,7 noites) e a Alemanha (seis noites).

No que se refere à despesa turística, os maiores valores médios em território nacional foram registados pelos visitantes da Dinamarca (3.732 euros por pessoa), da Suécia (2.636 euros) e da Colômbia (2.583 euros). O estudo revela que “os visitantes oriundos de países mais distantes tendem a permanecer durante mais tempo no destino e a apresentar níveis de despesa superiores, sobretudo em alojamento e alimentação fora do recinto”.

O alojamento e a alimentação fora do recinto são as duas categorias de despesa com maior relevância para a economia portuguesa, com médias globais de 438 euros e 326 euros por visitante, respetivamente. As despesas do público geraram, por si só, 94 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto, 1.879 empregos equivalentes a tempo inteiro e mais de 32 milhões de euros em receita fiscal para o Estado português, assumindo-se como o principal motor do impacto económico associado ao evento.

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