Lisboa entrou, pela primeira vez, no ranking “Top Global Financial Services Markets 2026” da Colliers pela capacidade de atrair investimento, talento qualificado e operações de suporte ao setor financeiro. A capital lisboeta surge como um Domestic and Operational Center do estudo da multinacional de serviços profissionais e de gestão de investimentos.
De acordo com a Colliers, Lisboa integra “o ranking dos principais centros operacionais da Europa, refletindo a crescente atratividade da capital portuguesa para centros de serviços partilhados, operações financeiras internacionais, fintechs e funções de suporte especializado”.
O diretor Business Development Architecture & Building Consultancy da empresa, Rodrigo Canas, salienta que “este reconhecimento não é uma surpresa para quem acompanha o mercado imobiliário português. Lisboa tem vindo a consolidar-se como destino natural para centros de serviços partilhados e operações financeiras, sustentada por um ecossistema tecnológico em expansão e por uma oferta de talento cada vez mais especializada”. Para Rodrigo Canas, “o desafio agora é garantir que a oferta de escritórios acompanha esta procura”.
A Coliers detalha ainda que a combinação de talento qualificado, forte capacidade tecnológica, qualidade de vida e custos operacionais competitivos “continua a posicionar Lisboa como uma localização estratégica para empresas que procuram expandir operações na Europa, num contexto em que as organizações financeiras estão a diversificar a sua presença para além dos mercados tradicionais”.
O “Top Global Financial Services Markets 2026” avalia mais de 200 mercados internacionais e identifica os principais polos globais de talento para o setor dos serviços financeiros. O relatório conclui que a inteligência artificial, a transformação digital e a crescente procura por competências tecnológicas “estão a alterar profundamente o mapa global do talento financeiro e as decisões de localização das empresas”.
O estudo posiciona Nova Iorque como o principal mercado mundial para talento em serviços financeiros, seguida por Londres e Singapura. O estudo destaca ainda o crescente peso de centros emergentes que combinam acesso a talento qualificado, custos operacionais mais competitivos e forte dinamismo de inovação.





