“Europa deve ser o adulto na sala” na inteligência artificial, destaca Daniela Braga

Apesar de estar a ficar para trás na corrida global à Inteligência Artificial (IA), a Europa ainda tem um papel a cumprir em termos da imposição dos limites à tecnologia, defende uma das principais empresárias portuguesas do setor tecnológico. “A Europa deve ser o adulto na sala. As regras são muito pouco populares na economia…
ebenhack/AP
Líder de uma principais tecnológicas nacionais defende que a Europa tem uma palavra a dizer na imposição de limites da IA. Este foi uma das ideias deixadas na conferência dos 10 anos do JE que decorre esta quarta-feira no Porto.
Tecnologia

Apesar de estar a ficar para trás na corrida global à Inteligência Artificial (IA), a Europa ainda tem um papel a cumprir em termos da imposição dos limites à tecnologia, defende uma das principais empresárias portuguesas do setor tecnológico.

“A Europa deve ser o adulto na sala. As regras são muito pouco populares na economia americana, a Europa sempre foi criticada por isso, análise-parálise. Há que começar a olhar para a tecnologia de maneira mais leve no sentido das regras, mas não de forma menos rigorosa. A Europa aí [limites da tecnologia] deve ter papel importante”, disse Daniela Braga, presidente da Defined.ai, esta quarta-feira, 7 de outubro, na conferência do 10º aniversário do Jornal Económico que decorreu no Porto.

A executiva recordou que quem está a “construir o ecossistema são os Estados Unidos e a China, com grandes volumes de investimento, com muitos players dentro de cada mercado que são os que estão a construir os três pilares fundamentais: constroem os modelos, constroem os centros de dados e os dados”.

Já os utilizadores destas tecnologias, que estão ao “serviço da humanidade para o bem e para o mal”,

Em “certas regiões do mundo”, apesar de “não estarem a construir o ecossistema”, os utilizadores acabam por fazer parte do ecossistema. “São os dois lados da moeda: quem usar e quem constrói, quem usa não é menos importante”, defendeu no painel ‘Transições energética e digital … e a revolução da IA?’.

Abordando os potenciais da IA, a responsável destacou que “Portugal ainda é considerado como um pais de baixa produtividade ao nível europeu, da OCDE”, mas considera que há uma “uma grande oportunidade de mudar”.

Olhando para a economia nacional, destacou que 98% são microempresas e que a IA pode dar um “boost enorme em empresas com menos de 10 pessoas. Os modelos conseguem transformar a produtividade de uma empresa de 10 pessoas numa produtividade” semelhante à de uma empresa com “100 pessoas. Estas empresas conseguem fazer aumentos de produtividade de 10 vezes”.

“Este ano fizemos a transformação de IA, transformando todos os departamentos, obrigando toda a gente a usar ferramentas. Um comercial mandava 20 emails por dia a clientes… neste momento, é possível enviar 300 emails e personalizados”.

Mais Artigos