Durante anos, colecionar esteve sobretudo associado à paixão. Guardar cartas, procurar uma edição limitada, completar um conjunto LEGO ou encontrar um disco raro era, para muitos, uma forma de preservar memórias, interesses e objetos com significado pessoal. Mas algumas destas coleções ganharam entretanto outra dimensão: podem representar património com um valor económico significativo.
É esta transformação do colecionismo que está na origem do novo Seguro de Coleções da Innovarisk, agência de subscrição portuguesa independente especializada em seguros para nichos de mercado e que foi criada em 2013. A solução foi criada para proteger um universo de bens que vai muito além das tradicionais obras de arte e antiguidades, abrangendo trading card games, memorabilia desportiva e de cinema, discos de vinil, brinquedos históricos, conjuntos LEGO e edições limitadas.
“Historicamente, o colecionismo esteve muito associado a peças eruditas ou antiguidades, mas o conceito de património colecionável mudou”, aponta Ricardo Azevedo, da Innovarisk.
A mudança acompanha também a evolução do próprio perfil de quem coleciona. Segundo a Innovarisk, a nostalgia, a cultura pop e as memórias partilhadas estão a atribuir valor a objetos que, durante muito tempo, foram vistos apenas como entretenimento: “Reconhece-se cada vez mais valor cultural em objetos ligados à cultura popular e às memórias coletivas”, afirma Ricardo Azevedo, Diretor da Innovarisk, citado em comunicado. Para o responsável, há características comuns às diferentes coleções que ajudam a determinar esse valor: “A escassez, a autenticidade, o estado de conservação, a proveniência e o significado simbólico atribuído pelos colecionadores”.
Um seguro para coleções que não são todas iguais
A nova apólice foi desenhada com uma cobertura do tipo all-risks. Na prática, além dos riscos tradicionais, como incêndio, furto ou inundação, inclui danos ou perdas acidentais. A solução contempla ainda a cobertura automática de novas aquisições e a compensação por uma eventual desvalorização de uma peça depois de um restauro, quando essa perda de valor resultar de um sinistro coberto.
A abrangência da solução procura responder precisamente à diversidade que caracteriza o atual universo do colecionismo. Uma coleção pode começar com alguns objetos comprados por gosto pessoal e evoluir ao longo dos anos para um acervo de valor considerável, reunindo peças de diferentes épocas e categorias.
É também por isso que a Innovarisk posiciona o produto como uma solução dirigida ao “colecionador comum”, ao mesmo tempo que o apresenta como uma nova oportunidade para os mediadores de seguros diversificarem a sua oferta. O processo de adesão procura acompanhar esta lógica de simplicidade. A empresa disponibiliza no seu site uma ferramenta para simular o seguro de forma rápida e transparente.
Quando a memória também tem valor de mercado
“Historicamente, o colecionismo esteve muito associado a peças eruditas ou antiguidades, mas o conceito de património colecionável mudou”, refere Ricardo Azevedo que salienta que o valor de uma coleção, atualmente, ultrapassa o preço de compra de cada objeto, entrando também no campo do valor simbólico. É precisamente essa combinação entre valor económico e emocional que está a levar o setor dos seguros a olhar para um universo que tradicionalmente ficava fora das soluções mais convencionais. O lema do produto criado reflete esta ideia: “Há paixões que não se medem, protegem-se.”





