Conheça a Fine, a marca de beleza de Leonor Borges e Luísa Oliveira

São amigas, trabalham ambas nas áreas da moda e criação de conteúdo e foram nomeadas no mesmo ano para a lista 30 Under 30 da Forbes Portugal. Agora juntaram-se para lançar uma marca juntas: a Fine. Com dois tipos de produtos para a fase de lançamento, a marca nasceu com o propósito de simplificar a…
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Leonor Borges e Luísa Oliveira, Under 30 da Forbes Portugal da Classe de 2025, lançaram a Fine, uma marca de beleza. A Forbes Portugal falou com as duas sobre este novo projeto.
30 Under 30 Forbes Life

São amigas, trabalham ambas nas áreas da moda e criação de conteúdo e foram nomeadas no mesmo ano para a lista 30 Under 30 da Forbes Portugal. Agora juntaram-se para lançar uma marca juntas: a Fine.

Com dois tipos de produtos para a fase de lançamento, a marca nasceu com o propósito de simplificar a beleza, adequando cada produto às experiências reais do dia-a-dia.

“A Fine nasceu, antes de mais, da nossa amizade”, explicam Leonor e Luísa à Forbes Portugal. “Somos amigas há vários anos e, ao longo desse tempo, fomos partilhando muito mais do que momentos: inseguranças, opiniões, descobertas, rotinas e, naturalmente, também a nossa relação com a beleza. Gostamos de nos sentir bonitas, como é evidente, mas não acreditamos que isso tenha de ser complicado ou que exista uma determinada forma de estar bonita. Conhecemos o mercado e sabemos o que valorizamos enquanto consumidoras. Sentíamos que havia espaço para uma marca de beleza mais próxima, mais real e mais intuitiva”.

A Fine nasce, então, com um objetivo maior do que simplesmente vender produtos: Leonor e Luísa procuram, junto das comunidades que já tinham criado no digital a nível individual e da que surgirá através da marca, passar a mensagem de que está tudo bem. As diferenças, os dias menos bons, as oscilações na vida ou as mudanças nas pessoas. “It’s fine”, garantem.

Com base nisso, chegaram ao conceito de “beleza simplificada”, que passa por uma mudança de perspetiva: retirar pressão e complexidade à beleza.

“A indústria da beleza pode, por vezes, fazer-nos acreditar que precisamos de cada vez mais produtos, mais passos e mais tempo para nos sentirmos bonitas. Nós quisemos fazer o contrário: simplificar sem retirar o prazer de cuidar de nós. Não acreditamos que a beleza tenha de significar uma rotina longa, muitos produtos ou uma procura constante pela perfeição. Às vezes, são dois ou três produtos em cinco minutos  que fazem toda a diferença. Queremos que a Fine seja precisamente isso: produtos intuitivos, versáteis, fáceis de usar e que façam sentido na vida real. Beleza que se adapta a nós, e não o contrário”, dizem.

Os primeiros produtos que lançaram foram o tinted lip balm e o lip liner. O primeiro, com um preço de 21 euros, está disponível em três cores: berry cheesecake, biscoff latte e french vanilla. O segundo, a 18 euros, está disponível nos tons smooth pink, dusty pink e warm brown. E não é por acaso que a marca está desenhada para que, através do inglês, seja compreendida em diversas geografias. A Fine é uma marca com identidade portuguesa, com uma visão global.

“Começar pelos lábios fez-nos sentido porque é uma das formas mais simples de transformar um look e, ao mesmo tempo, uma das mais pessoais. Também foi uma escolha muito consciente, e talvez seja importante dizer que não queremos que a FINE seja definida pelos seus primeiros dois produtos. Uma marca não se constrói por uma categoria, uma cor ou uma tendência, mas pela visão e pelos valores que estão por detrás dela”, garantem.

“O lip balm representa muito essa ideia de simplicidade e conforto: hidrata, dá um toque de cor e podemos aplicá-lo praticamente em qualquer momento. O lip liner permite definir, dar mais dimensão e criar diferentes combinações. Estes lápis têm uma particularidade muito valorizada por nós: são de longa duração, mas nunca deixam de ser extremamente cremosos, fáceis de aplicar e confortáveis nos lábios”, acrescentam as fundadoras.

Estes dois produtos marcam esta primeira fase da marca, mas os próximos lançamentos já estão planeados. Leonor e Luísa garantem que haverão categorias novas para a marca e propostas que ainda não existem no mercado português.

Próximos passos

Por trás deste produto final que foi apresentado ao público recentemente, esteve um longo processo de criação. “Criar uma marca de raiz é um processo muito mais exigente do que parece de fora”, garantem Leonor e Luísa.

O ponto de partida foi a sensação que queria transmitir ao público e, por isso, a maior dificuldade foi perceber como traduzir essa sensação em todos os detalhes da marca. “Queríamos que a Fine tivesse personalidade, mas que continuasse a ser simples e intemporal. E, sobretudo, queríamos lançar produtos que nós próprias tivéssemos vontade de usar todos os dias. Não queríamos uma marca que parecesse uma extensão das nossas redes sociais. Queríamos uma marca com vida própria”, explicam.

Para que tudo isto fosse possível, reuniram uma equipa que assegura a gestão e a operação da marca. Desta forma, Leonor e Luísa conseguiram direcionar atenções para a criação do produto, o teste das fórmulas, as texturas, os tons, os nomes e a identidade da marca.

“Ter uma equipa connosco e sermos pessoas com personalidades e perspetivas diferentes acabou por ser uma mais-valia, porque nos obriga a olhar para cada decisão de vários ângulos. Questionamo-nos constantemente e não temos medo de voltar atrás quando sentimos que alguma coisa pode ser melhor”, explicam.

Nesta primeira fase o grande foco da marca é o e-commerce, mas a ambição das fundadoras passa por conseguir a entrada no retalho já nos próximos meses. “Estamos atentas a oportunidades que nos permitam levar a Fine a mais pessoas”.

Além disso, entre os objetivos para o futuro, e tendo em conta o posicionamento da marca já mencionado anteriormente, está a internacionalização.

“Há uma ambição internacional muito clara. Temos orgulho em começar em Portugal, mas o próximo passo natural é o Sul da Europa, com Espanha, Itália e França como mercados prioritários. São mercados com uma cultura de beleza próxima da nossa e onde acreditamos que a Fine pode ter um espaço próprio. Acreditamos que a visão da Fine, simplificar a beleza e retirar-lhe alguma pressão, é universal”, concluem.

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