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	<title>Tecnologia Archives - Forbes Portugal</title>
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	<description>A revista de líderes e de empreendedores com maior impacto no mundo dos negócios.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Jul 2026 12:46:53 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Tecnologia Archives - Forbes Portugal</title>
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	<item>
		<title>SpaceXAI lança Grok 4.5, o novo modelo de IA que Musk descreve como o mais poderoso da empresa</title>
		<link>https://www.forbespt.com/spacexai-lanca-grok-4-5-o-novo-modelo-de-ia-que-musk-descreve-como-o-mais-poderoso-da-empresa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antonio Pequeño IV]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:17:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A SpaceXAI lançou o Grok 4.5, a mais recente versão do seu modelo principal de inteligência artificial, afirmando que a nova iteração se destaca em áreas como programação, finanças e execução de tarefas sem intervenção humana. O Grok 4.5, descrito pela empresa como o seu &#8220;modelo mais poderoso de sempre&#8221;, ficou disponível ao público na [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="378" data-end="608">A SpaceXAI lançou o Grok 4.5, a mais recente versão do seu modelo principal de inteligência artificial, afirmando que a nova iteração se destaca em áreas como programação, finanças e execução de tarefas sem intervenção humana.</p>
<p data-start="610" data-end="784">O Grok 4.5, descrito pela empresa como o seu &#8220;modelo mais poderoso de sempre&#8221;, ficou disponível ao público na quarta-feira, por tempo limitado, segundo um comunicado.</p>
<p data-start="786" data-end="1058">Elon Musk afirmou na terça-feira que o Grok 4.5 é um &#8220;modelo da classe Opus&#8221;, numa referência ao modelo de inteligência artificial de fronteira desenvolvido pela Anthropic, acrescentando que é &#8220;mais rápido, mais eficiente na utilização de tokens e mais económico&#8221;.</p>
<p data-start="1060" data-end="1225">Numa publicação feita na quarta-feira, Musk acrescentou que a combinação entre &#8220;capacidade, maior velocidade e menor custo&#8221; é o que torna o Grok 4.5 competitivo.</p>
<p data-start="1227" data-end="1477">Segundo a empresa, o novo modelo da SpaceXAI revela especial competência na execução de tarefas agênticas — tarefas que podem ser realizadas de forma autónoma pela inteligência artificial —, bem como em áreas como finanças, direito e programação.</p>
<p data-start="1479" data-end="1761" data-is-last-node="" data-is-only-node="">De acordo com o comunicado divulgado na quarta-feira, o Grok 4.5 consegue, em concreto, desenvolver modelos complexos em Microsoft Excel recorrendo a pesquisa na Internet, criar diagramas elaborados e produzir conteúdos intuitivos para apresentações em Microsoft PowerPoint.</p>
<p data-start="1479" data-end="1761" data-is-last-node="" data-is-only-node=""><em><strong>Texto original <a href="https://www.forbes.com/sites/antoniopequenoiv/2026/07/08/spacexai-launches-grok-45-heres-whats-new-about-the-companys-strongest-model-ever/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Artigo traduzido e editado por<a href="https://www.forbespt.com/author/pmarme/" target="_blank" rel="noopener"> Paulo Marmé</a>.</strong></em></p>
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		<title>Sony vai deixar de comercializar jogos em discos físicos até janeiro de 2028</title>
		<link>https://www.forbespt.com/sony-vai-deixar-de-comercializar-jogos-em-discos-fisicos-ate-janeiro-de-2028/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zachary Folk]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 17:32:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Negócio]]></category>
		<category><![CDATA[Online]]></category>
		<category><![CDATA[PlayStation]]></category>
		<category><![CDATA[Sony]]></category>
		<category><![CDATA[Vendas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sony, fabricante da PlayStation, anunciou que a empresa deixará de lançar novos jogos em discos físicos a partir de janeiro de 2028, transferindo todas as vendas para plataformas digitais, num esforço para se &#8220;adaptar às tendências dos consumidores&#8221;, marcando assim o fim da era dos suportes físicos para um dos fabricantes de consolas de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sony, fabricante da PlayStation, anunciou que a empresa deixará de lançar novos jogos em discos físicos a partir de janeiro de 2028, transferindo todas as vendas para plataformas digitais, num esforço para se &#8220;adaptar às tendências dos consumidores&#8221;, marcando assim o fim da era dos suportes físicos para um dos fabricantes de consolas de jogos mais vendidos.</p>
<p>Numa publicação no blogue divulgada na passada quarta-feira, o diretor sénior da Sony, Sid Shuman, afirmou que esta medida irá &#8220;alinhar-se mais estreitamente com a forma como a maior parte da nossa comunidade prefere aceder aos jogos e jogá-los atualmente&#8221;.</p>
<p>As vendas físicas de jogos novos têm vindo a diminuir nos últimos anos. O software físico representou apenas 3% das receitas da Sony em 2024, de acordo com o relatório corporativo de 2025 da empresa.</p>
<p>A notícia surge dias depois de a Rockstar ter dado início às pré-encomendas do seu tão aguardado &#8220;Grand Theft Auto VI&#8221;, cujo lançamento está atualmente previsto para novembro, sem disco físico.</p>
<p>A Sony afirmou que a transição para as vendas digitais não afetará os jogos mais antigos já lançados, nem os jogos a serem lançados antes de janeiro de 2028.</p>
<p><strong><em>Texto original <a href="https://www.forbes.com/sites/zacharyfolk/2026/07/01/sony-ditches-games-on-physical-discs-by-january-2028/">aqui</a>. Artigo traduzido e editado por <a href="https://www.forbespt.com/author/ritameireles/">Rita Meireles</a>.</em></strong></p>
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		<item>
		<title>Fujitsu passa a garantir cibersegurança de SL Benfica</title>
		<link>https://www.forbespt.com/fujitsu-passa-a-garantir-ciberseguranca-de-sl-benfica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 10:58:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fujitsu anunciou ter-se tornado Official Cybersecurity Partner do Sport Lisboa e Benfica. “O Sport Lisboa e Benfica é uma das instituições mais reconhecidas em Portugal e gere um ecossistema cada vez mais digital, com milhões de interações, dados e serviços críticos. A Fujitsu assume esta parceria como uma oportunidade para contribuir ativamente para a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fujitsu anunciou ter-se tornado Official Cybersecurity Partner do Sport Lisboa e Benfica. “O Sport Lisboa e Benfica é uma das instituições mais reconhecidas em Portugal e gere um ecossistema cada vez mais digital, com milhões de interações, dados e serviços críticos. A Fujitsu assume esta parceria como uma oportunidade para contribuir ativamente para a proteção desse universo digital, colocando ao serviço do SL Benfica a sua experiência global em cibersegurança, gestão de risco e resiliência operacional”, afirma a Fujitsu em comunicado.</p>
<p>Alexandre Ferreira, Diretor Geral da Fujitsu Portugal, salienta que “hoje, a cibersegurança é, acima de tudo, uma questão de negócio. As organizações mais avançadas já não encaram a cibersegurança como um centro de custo, mas como um fator essencial para garantir confiança, crescimento sustentável e capacidade de adaptação num ambiente cada vez mais digital. Esta parceria reforça o compromisso da Fujitsu em apoiar organizações que operam em ambientes de elevada exigência, onde a continuidade das operações, a confiança dos utilizadores e a proteção da informação são fatores críticos para o sucesso”.</p>
<p>“As organizações dependem cada vez mais dos seus sistemas digitais para operar, servir clientes, gerir cadeias de abastecimento e tomar decisões. Quando ocorre um incidente de cibersegurança, as consequências raramente se limitam à tecnologia. O impacto estende-se à operação, à reputação, à confiança dos clientes, ao cumprimento regulatório e, em muitos casos, aos resultados financeiros. Por essa razão, a cibersegurança deve ser integrada nas estratégias de gestão de risco e continuidade de negócio, envolvendo não apenas equipas de tecnologia, mas também conselhos de administração, equipas financeiras, jurídicas e operacionais”, complementa a empresa tecnológica.</p>
<p>Não foram revelados os valores do acordo.</p>
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		<title>OpenAI pondera adiar entrada em bolsa para 2027 após estreia turbulenta da SpaceX</title>
		<link>https://www.forbespt.com/openai-pondera-adiar-entrada-em-bolsa-para-2027-apos-estreia-turbulenta-da-spacex/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alicia Park]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:15:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A OpenAI está inclinada para adiar a sua oferta pública inicial (IPO, Initial Public Offering) para 2027, apesar de anteriormente apontar para uma entrada em bolsa ainda este ano, avançou o The New York Times, citando fontes envolvidas nas discussões internas da empresa. Segundo o jornal norte-americano, a empresa liderada por Sam Altman contratou banqueiros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="318" data-end="589">A OpenAI está inclinada para adiar a sua oferta pública inicial (IPO, Initial Public Offering) para 2027, apesar de anteriormente apontar para uma entrada em bolsa ainda este ano, avançou o The New York Times, citando fontes envolvidas nas discussões internas da empresa.</p>
<p data-start="591" data-end="885">Segundo o jornal norte-americano, a empresa liderada por Sam Altman contratou banqueiros e advogados com o objetivo de preparar uma entrada em bolsa já no terceiro ou quarto trimestre deste ano. O CEO da OpenAI terá insistido numa avaliação de 1 bilião de dólares (872 mil milhões de euros).</p>
<p data-start="887" data-end="1097">No entanto, nas últimas semanas, os consultores financeiros da empresa terão alertado a OpenAI para o risco de uma estreia em bolsa não gerar o entusiasmo esperado, devido à volatilidade do mercado tecnológico.</p>
<p data-start="1099" data-end="1497">De acordo com o The New York Times, os assessores apresentaram à empresa duas hipóteses: esperar até 2027 para tentar alcançar uma avaliação de 1 bilião de dólares ou avançar mais cedo aceitando uma avaliação inferior. Uma fonte em contacto com Sam Altman afirmou ao jornal que o CEO considerou qualquer redução face à meta do bilião de dólares como “fora de questão”.</p>
<p data-start="1499" data-end="1860">A OpenAI confirmou este mês ter submetido documentação confidencial junto da SEC (Securities and Exchange Commission), o regulador dos mercados financeiros dos Estados Unidos (o equivalente à portuguesa CMVM), para avançar com a entrada em bolsa, embora sem anunciar qualquer calendário oficial. O Wall Street Journal tinha anteriormente noticiado que a cotação poderia acontecer já em setembro.</p>
<p data-start="1862" data-end="2163">Segundo o The New York Times, existiam dúvidas internas sobre a operação ainda antes da entrega formal da documentação à SEC. Entre os responsáveis que terão manifestado preocupações sobre a situação financeira da empresa está Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, segundo o Wall Street Journal.</p>
<h3 data-section-id="1cfrokj" data-start="2165" data-end="2228">Avaliação de 852 mil milhões de dólares e prejuízos elevados</h3>
<p data-start="2230" data-end="2333">A OpenAI está atualmente avaliada em cerca de 852 mil milhões de dólares (743 mil milhões de euros). A empresa registou aproximadamente 13 mil milhões de dólares (11 mil milhões de euros) em receitas no último ano, mas acumulou perdas líquidas de 21 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros). Além disso, a OpenAI prevê investir cerca de 600 mil milhões de dólares (523 mil milhões de euros) em capacidade computacional e hardware até 2030.</p>
<p data-start="2693" data-end="3081">Num contexto de crescente ceticismo sobre a capacidade das empresas de inteligência artificial gerarem lucros sustentáveis, a OpenAI tem procurado novas fontes de receita. A empresa está a testar publicidade dentro do ChatGPT e parcerias de comércio eletrónico com a Shopify e a Stripe, ao mesmo tempo que reduz investimentos em projetos deficitários, incluindo a aplicação de vídeo Sora.</p>
<h3 data-section-id="1pyq8gn" data-start="3083" data-end="3120">Mercado tecnológico mais cauteloso</h3>
<p data-start="3122" data-end="3256">A hesitação da OpenAI surge numa altura em que várias das maiores empresas tecnológicas privadas preparam entradas em bolsa para 2026. Entre elas está a Anthropic, principal rival da OpenAI, que submeteu documentação confidencial a 1 de junho para uma estreia em bolsa prevista para o final de 2026. A empresa captou financiamento no final de maio com uma avaliação de 965 mil milhões de dólares (841 mil milhões de euros), ultrapassando pela primeira vez a avaliação privada da OpenAI.</p>
<p data-start="3614" data-end="3974">A SpaceX foi a primeira destas empresas a avançar para bolsa, numa operação concluída a 12 de junho. A estreia arrecadou mais de 85 mil milhões de dólares (74 mil milhões de euros), elevando a avaliação da empresa para 2,77 biliões de dólares (2,42 biliões de euros) e a fortuna de Elon Musk para um máximo de 1,4 biliões de dólares (1,22 biliões de euros).</p>
<p data-start="3976" data-end="4255">Desde então, as ações da SpaceX sofreram uma forte correção. Os títulos fecharam quinta-feira nos 153 dólares (133,44 euros), depois de terem ultrapassado os 225 dólares (196,23 euros) na semana passada. Com a queda da cotação, Elon Musk perdeu também o estatuto de <a href="https://www.forbespt.com/fortuna-de-elon-musk-caiu-e-ja-nao-e-trillionaire" target="_blank" rel="noopener">trillionaire</a>.</p>
<p data-start="4257" data-end="4473">Os mercados tecnológicos em geral têm registado elevada volatilidade, com investidores a questionarem se as empresas de inteligência artificial conseguirão justificar as avaliações atualmente atribuídas pelo mercado.</p>
<p data-start="4475" data-end="4681">Além da Anthropic e da SpaceX, outras empresas tecnológicas como Strava, Discord, Kraken e o fabricante de anéis inteligentes Oura também entregaram documentação confidencial para futuras entradas em bolsa.</p>
<h3 data-section-id="jofwei" data-start="4683" data-end="4746">Rivalidade entre Sam Altman e Elon Musk chegou aos tribunais</h3>
<p data-start="4748" data-end="4920">A entrada em bolsa da SpaceX aconteceu menos de um mês depois de Sam Altman e Elon Musk, dois dos cofundadores da OpenAI, terem levado a sua longa rivalidade para tribunal.</p>
<p data-start="4922" data-end="5154">A 18 de maio, um júri federal em Oakland, Califórnia, decidiu contra<a href="https://www.forbespt.com/musk-vs-altman-o-que-os-bilionarios-rivais-disseram-um-sobre-o-outro-em-tribunal/" target="_blank" rel="noopener"> Elon Musk</a> num processo em que o empresário acusava Altman e a OpenAI de violarem uma alegada promessa de manter a empresa como uma organização sem fins lucrativos.</p>
<p data-start="5156" data-end="5308">O júri concluiu que Musk avançou demasiado tarde com o processo, considerando que as alegações estavam fora do prazo legal de três anos previsto na lei.</p>
<p data-start="5310" data-end="5620">Elon Musk, que apresentou o processo inicialmente em 2024, classificou a decisão na rede social X como uma “questão técnica de calendário” e prometeu recorrer. Ainda assim, a juíza Yvonne Gonzalez Rogers demonstrou forte ceticismo em relação a qualquer recurso, indicando que estaria preparada para rejeitá-lo.</p>
<p data-start="5622" data-end="5860" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A decisão judicial eliminou uma das principais incertezas legais em torno da reestruturação da OpenAI numa altura em que tanto a empresa de Sam Altman como os negócios de Elon Musk procuram reforçar a sua posição nos mercados financeiros.</p>
<p><em><strong>Texto original <a href="https://www.forbes.com/sites/aliciapark/2026/06/25/openai-considers-delaying-ipo-to-2027-after-spacexs-rocky-debut-report-says/" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>. Artigo traduzido e editado por<a href="https://www.forbespt.com/author/pmarme/" target="_blank" rel="noopener"> Paulo Marmé</a>.</strong></em></p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/openai-pondera-adiar-entrada-em-bolsa-para-2027-apos-estreia-turbulenta-da-spacex/">OpenAI pondera adiar entrada em bolsa para 2027 após estreia turbulenta da SpaceX</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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		<item>
		<title>Presidente da chinesa JD.com prevê substituição de 700 mil estafetas por robôs</title>
		<link>https://www.forbespt.com/presidente-da-chinesa-jd-com-preve-substituicao-de-700-mil-estafetas-por-robos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:34:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da gigante chinesa do comércio eletrónico JD.com alertou que os cerca de 700 mil estafetas da empresa serão substituídos por robôs &#8220;mais cedo ou mais tarde&#8221;, numa altura em que a automação levanta preocupações sobre o emprego. Richard Liu afirmou, durante o fórum de diretores executivos da Cooperação Económica Ásia –Pacífico (APEC), realizado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da gigante chinesa do comércio eletrónico JD.com alertou que os cerca de 700 mil estafetas da empresa serão substituídos por robôs &#8220;mais cedo ou mais tarde&#8221;, numa altura em que a automação levanta preocupações sobre o emprego.</p>
<p class="text-paragraph">Richard Liu afirmou, durante o fórum de diretores executivos da Cooperação Económica Ásia –Pacífico (APEC), realizado no domingo em Pequim, que a empresa já assinou acordos com cerca de 120 escolas para requalificar os trabalhadores para novas funções, incluindo reparação e manutenção de robôs.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;No futuro, quando os robôs estiverem a entregar encomendas, mais cedo ou mais tarde chegará o dia em que os estafetas deixarão praticamente de ser necessários&#8221;, afirmou Liu.</p>
<p class="text-paragraph">O empresário disse não saber quando as entregas robotizadas se tornarão comuns na China, mas sublinhou que a tecnologia deverá melhorar a vida das pessoas e tornar o trabalho &#8220;mais interessante&#8221;, em vez de retirar aos trabalhadores o &#8220;direito ao emprego&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">As declarações surgem numa altura em que Pequim acelera a aposta na robótica e na inteligência artificial como motores de crescimento económico. O mais recente plano quinquenal chinês, aprovado em março, identifica a robótica como um setor estratégico para a modernização industrial do país.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a Federação Internacional de Robótica, a China pretende colocar a robótica &#8220;no centro do seu sistema industrial moderno&#8221;, orientando a investigação em inteligência artificial para aplicações físicas com impacto económico direto.</p>
<p class="text-paragraph">Responsáveis chineses têm procurado tranquilizar os trabalhadores mais vulneráveis.</p>
<p class="text-paragraph">O ministro dos Recursos Humanos e Segurança Social, Wang Xiaoping, afirmou em março que o Governo está a estudar formas de alargar a cobertura da segurança social aos trabalhadores das plataformas digitais.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o Centro de Investigação sobre Novas Formas de Emprego da China, o número de trabalhadores temporários ou independentes deverá atingir 320 milhões este ano, face aos 200 milhões registados há cinco anos. Estes trabalhadores representam cerca de 40% do emprego urbano no país.</p>
<p class="text-paragraph">As preocupações com o impacto da automação surgem num contexto de desaceleração do mercado laboral. A taxa de desemprego jovem na China situou-se em 16,3% em abril, segundo dados oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">A organização Human Rights Watch apelou recentemente às autoridades chinesas para reforçarem a proteção dos trabalhadores das plataformas digitais, após a adoção pela Organização Internacional do Trabalho de uma convenção sobre trabalho digno na economia das plataformas, apoiada por Pequim.</p>
<p class="text-paragraph">A JD.com é uma das maiores empresas chinesas de comércio eletrónico, concorrendo com a Alibaba e a Meituan. Fundada por Richard Liu, a empresa estreou-se na bolsa Nasdaq em 2014 e mantém uma cotação secundária em Hong Kong.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<item>
		<title>&#8220;De casos de voz clonada passaremos para videochamadas falsas em tempo real com rostos e vozes sintéticas indistinguíveis dos reais&#8221;, alerta especialista</title>
		<link>https://www.forbespt.com/o-phishing-ficou-perfeito-com-a-ia-para-ser-detetado-a-olho-nu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Marmé]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 15:58:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=189085</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ataques em maior quantidade, mais sofisticados, mais perfeitos e mais impercetíveis: este é o retrato dos ciberataques com Inteligência Artificial que já estão a ser feitos. À Forbes Portugal, Rui Dias, Fundador e CEO da Porbite, fala, em detalhe, das ameaças cibernéticas atuais e futuras que surgem com a IA, considerando que a probabilidade de [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/o-phishing-ficou-perfeito-com-a-ia-para-ser-detetado-a-olho-nu/">&#8220;De casos de voz clonada passaremos para videochamadas falsas em tempo real com rostos e vozes sintéticas indistinguíveis dos reais&#8221;, alerta especialista</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ataques em maior quantidade, mais sofisticados, mais perfeitos e mais impercetíveis: este é o retrato dos ciberataques com Inteligência Artificial que já estão a ser feitos. À Forbes Portugal, Rui Dias, Fundador e CEO da Porbite, fala, em detalhe, das ameaças cibernéticas atuais e futuras que surgem com a IA, considerando que a probabilidade de cada vez mais pessoas esclarecidas serem enganadas é maior. Neste contexto, este especialista entende que agora, mais do que nunca, &#8220;ter um parceiro informático de confiança faz toda a diferença. Não como um luxo, mas como uma necessidade. Alguém que garanta que os sistemas são atualizados, que as configurações estão corretas e que exista uma resposta rápida quando algo corre mal&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Os dados da Fortinet apontam para um aumento de 389% no número de vítimas de ransomware num único ano. Até que ponto a Inteligência Artificial explica esta escalada?<br />
</strong>Sem dúvida que a Inteligência Artificial explica uma parte significativa deste aumento registado pela Fortinet. Do lado dos hackers, a IA generativa transformou totalmente o phishing já que hoje é possível produzir mensagens de e-mail mais convicentes, personalizadas e sem quaisquer erros em milhares de variantes simultâneas, com um esforço mínimo. A automação também comprimiu o ciclo de ataque: o que demorava dias, demora apenas horas. E o malware atual reconfigura-se para não ser detetado às proteções tradicionais. Mas além da IA, não nos podemos esquecer que continuam a existir outros fatores para justificar este aumento. Ainda antes da IA Generativa, o modelo Ransomware já estava a ajudar a democratizar o cibercrime. No fundo a IA não criou o problema, apenas o acelerou de forma estrutural. Atacar ficou mais barato e acessível e defender continua caro e complexo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Atacar ficou mais barato e acessível e defender continua caro e complexo&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>A IA está a aumentar apenas a eficácia dos ataques ou também o número de atacantes ativos?<br />
</strong>As duas coisas. A IA tornou os ataques mais eficazes, sim. Mas o impacto maior pode estar noutro lado. Está a trazer para o cibercrime pessoas que antes não tinham capacidade técnica para entrar. Ferramentas de IA generativas e kits de ransomware cada vez mais automatizados eliminaram a barreira de conhecimento que durante anos limitou o número de hackers. É o mesmo efeito que as redes sociais tiveram na desinformação. Não foram só os profissionais que ficaram mais eficazes, foi o universo de quem consegue participar que explodiu.</p>
<p>O resultado é um ecossistema com mais hackers, mais ataques e cada ataque individualmente mais difícil de travar.</p>
<blockquote><p>&#8220;A IA está a trazer para o cibercrime pessoas que antes não tinham capacidade técnica para entrar&#8221;</p></blockquote>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-189107" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-960x640.png" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-960x640.png 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-1920x1280.png 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-768x512.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-1536x1024.png 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-2048x1366.png 2048w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-1200x800.png 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01289-600x400.png 600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p><strong>Quando se fala em IA aplicada ao cibercrime, do que estamos efetivamente a falar?<br />
</strong>No fundo estamos a falar de uma mudança de escala e de acessibilidade. Concretamente, a IA está a ser usada para escrever e-mails de phishing perfeitos em segundos, para automatizar a identificação de sistemas vulneráveis, para criar malware que se recofigura sozinho e escapa aos antivírus, e até para clonar vozes a autorizar transferências bancárias fraudulentas. O que une isto é a mesma lógica: A IA deu aos hackers mais velocidade, mais escala e menos necessidade de conhecimento técnico. Não é ficção científica. São ferramentas já em uso, hoje.</p>
<blockquote><p>&#8220;A IA deu aos hackers mais velocidade, mais escala e menos necessidade de conhecimento técnico&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Como evoluíram os ataques de phishing com a chegada dos modelos generativos?<br />
</strong>Durante anos, o phishing tinha sinais de alerta reconhecíveis, como erros ortográficos, linguagem estranha, mensagens genéricas. Era imperfeito porque exigia tempo humano e competências que muitos hackers simplesmente não tinham. Com os modelos generativos isso acabou. Hoje um hacker consegue produzir em segundos um e-mail escrito num português perfeito, com o tom certo, referindo o nome do destinatário, a empresa onde trabalha, até o nome do seu superior hierárquico. A mensagem parece legítima porque, linguisticamente, é indistinguível de uma comunicação real. Mas o mais preocupante não é a qualidade, é a escala. Antes, uma campanha de phishing direcionada exigia esforço e era limitada em volume. Hoje é possível enviar milhares de ataques personalizados em simultâneo, praticamente a custo zero.</p>
<p>O resultado é que as regras que ensinávamos aos utilizadores para se protegerem, “desconfie de erros, de mensagens genéricas, de urgência excessiva”, estão progressivamente a deixar de funcionar. O phishing ficou perfeito com a IA para ser detetado a olho nu.</p>
<blockquote><p>&#8220;As regras que ensinávamos aos utilizadores para se protegerem, “desconfie de erros, de mensagens genéricas, de urgência excessiva”, estão progressivamente a deixar de funcionar&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>A IA está também a democratizar o cibercrime, permitindo que atacantes menos especializados realizem operações que antes exigiam equipas altamente qualificadas?<br />
</strong>Completamente. E é talvez a mudança mais profunda que a IA trouxe ao cibercrime. Há uns anos, um ataque de ransomware sofisticado exigia uma equipa com competências técnicas avançadas, tempo de preparação  e recursos. Era um grupo restrito. Hoje qualquer pessoa com intenção maliciosa consegue aceder a ferramentas que fazem o trabalho pesado por si. Os kits de ransomware já existiam antes, mas a IA tornou-os  exponencialmente mais fáceis de usar e mais eficazes. É quase como ter um consultor técnico disponível a qualquer hora, sem restrições e sem barreiras éticas. A comparação que faço é com a fotografia. Durante décadas, tirar uma boa foto exigia equipamento caro e conhecimento técnico. Hoje em dia, um smartphone democratizou isso tudo. A IA está a fazer o mesmo com o cibercrime, com consequências muito mais graves.</p>
<blockquote><p>&#8220;Durante décadas, tirar uma boa foto exigia equipamento caro e conhecimento técnico. Hoje em dia, um smartphone democratizou isso tudo. A IA está a fazer o mesmo com o cibercrime, com consequências muito mais graves&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Os ciberataques estão a tornar-se mais difíceis de detetar devido à utilização de IA?<br />
</strong>Sim. E é uma das dimensões mais preocupantes desta evolução. Tradicionalmente, os sistemas de segurança funcionam por reconhecimento de padrões. Aprendem a identificar comportamentos suspeitos porque já os viram antes. O problema é que a IA permite criar malware que muda constantemente a sua forma para não ser reconhecido, o chamado malware polimórfico. É como tentar apanhar alguém que muda de rosto cada vez que passa por uma câmara.</p>
<p>Mas há outro nível ainda mais sofisticado. A IA permite que os hackers imitem comportamentos legítimos dentro das rede informáticas, e de forma lenta e silenciosa, sem acionar alarmes. Muitas vezes, a intrusão só é descoberta semanas ou meses depois, quando o ataque já foi executado. O problema é que quanto mais tarde se deteta, maior é o impacto. E é precisamente aí que a IA está a fazer a diferença, não só a entrar mais facilmente, mas a permanecer em silêncio por muito mais tempo.</p>
<blockquote><p>&#8220;A IA permite que os hackers imitem comportamentos legítimos dentro das rede informáticas, e de forma lenta e silenciosa, sem acionar alarmes&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Os tradicionais sinais de alerta &#8211; erros ortográficos, mensagens mal escritas ou comunicações pouco credíveis &#8211; estão a desaparecer?<br />
</strong>Estão a desaparecer rapidamente, e isso é um problema sério. Durante anos, a primeira linha de defesa foi a educação dos utilizadores. Ensinávamos as pessoas a desconfiar de erros ortográficos, de mensagens com linguagem estranha, de pedidos fora do contexto. Este manual está a tornar-se obsoleto. Com a IA generativa, um e-mail fraudulento é hoje linguisticamente irrepreensível. Pode estar escrito num português perfeito, com o tom adequado ao contexto profissional da vítima, com referências reais à empresa ou ao setor. O que torna isto ainda mais perigoso é que as pessoas continuam a confiar nos sinais que aprenderam a reconhecer. Não veem erros, não desconfiam. É é precisamente aí que o ataque funciona. Não significa que a formação deixe de ser importante, mas significa que já não chega ensinar as pessoas a identificar imperfeições. Temos de as preparar para um phishing que, na superfície, parece perfeito.</p>
<blockquote><p>&#8220;Já não chega ensinar as pessoas a identificar imperfeições. Temos de as preparar para um phishing que, na superfície, parece perfeito&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Quais são as vulnerabilidades mais comuns que continuam a ser exploradas pelos atacantes?<br />
</strong>As vulnerabilidades continuam a ser, na grande maioria, as mesmas de sempre. E isso diz muito sobre o estado da cibersegurança. O erro humano continua no topo. O phishing é ainda o principal ponto de entrada, mesmo com todos os alertas de sensibilização. As pessoas continuam a clicar, continuam a partilhar credenciais, continuam a ser o elo mais fraco. Depois há o problema das atualizações. Uma grande parte significativa dos ataques bem sucedidos explora vulnerabilidades conhecidas, com correções já disponíveis, em sistemas que simplesmente nunca foram atualizados. É como deixar a porta destrancada e ficar surpreendido com o assalto. As passwords fracas e a ausência de autenticação de dois fatores continuam também a abrir portas que deviam estar fechadas. E com IA, testar milhões de combinações de passwords em segundos tornou-se trivial.</p>
<figure id="attachment_189103" aria-describedby="caption-attachment-189103" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-189103 size-medium" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-scaled.png" alt="" width="960" height="640" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-scaled.png 2560w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-960x640.png 960w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-1920x1280.png 1920w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-768x512.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-1536x1024.png 1536w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-2048x1366.png 2048w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-1200x800.png 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01333-600x400.png 600w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption id="caption-attachment-189103" class="wp-caption-text">Rui Dias, Fundador e CEO da Porbite</figcaption></figure>
<p>Por fim, o trabalho remoto e a proliferação de dispositivos ligados criou uma superfície de ataque enorme, muitas vezes mal protegida. Cada dispositivo mal configurado é mais uma potencial entrada. O paradoxo é este: enquanto os ataques ficam mais sofisticados, muitas entradas continuam a ser as mais básicas e evitáveis. E é aqui que ter um parceiro informático de confiança faz toda a diferença. Não como um luxo, mas como uma necessidade. Alguém que garanta que os sistemas são atualizados, que as configurações estão corretas e que exista uma resposta rápida quando algo corre mal. A sofisticação do ataque nem sempre é necessária quando a defesa tem falhas tão elementares, e essas falhas evitam-se com acompanhamento especializado e contínuo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Com IA, testar milhões de combinações de passwords em segundos tornou-se trivial&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Estamos a caminhar para uma realidade em que qualquer colaborador pode ser enganado por uma mensagem praticamente indistinguível de uma comunicação legítima?<br />
</strong>Já estamos nessa realidade. E o problema não é só técnico, é psicológico. Estamos programados para confiar no que parece verdadeiro. Um email bem escrito, com o nome certo, o tom certo e o contexto certo desativa naturalmente a desconfiança. É assim que o cérebro humano funciona, e os hackers sabem isso.</p>
<p>Com a IA, conseguem agora replicar essa credibilidade de forma quase perfeita. Já existem casos documentados de colaboradores que receberam chamadas com a voz clonada do seu diretor financeiro a autorizar transferências bancárias. Não havia nada que sugerisse que era falso. O que isto significa na prática é que a responsabilidade não pode continuar a recair só sobre o colaborador. Não é razoável pedir a uma pessoa que detete algo que foi desenhado especificamente para enganar. As organizações têm de construir processos e sistemas que não dependam exclusivamente do julgamento humano, validações adicionais, autenticações reforçadas, protocolos de confirmação para operações sensíveis.</p>
<p>A formação continua a ser importante, mas o paradigma tem de mudar. De &#8220;ensinar as pessoas a não serem enganadas&#8221; para &#8220;construir sistemas que resistam mesmo quando as pessoas são enganadas.&#8221;</p>
<blockquote><p>&#8220;Já existem casos documentados de colaboradores que receberam chamadas com a voz clonada do seu diretor financeiro a autorizar transferências bancárias&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Que erros vê repetidamente nas empresas portuguesas quando aborda temas de cibersegurança?<br />
</strong>O erro mais comum é achar que o problema acontece só aos outros. Há uma tendência muito enraizada nas empresas portuguesas, especialmente nas PME, de considerar que os hackers não vão perder tempo com elas. &#8220;Somos pequenos, não temos nada que interesse.&#8221; É uma ideia perigosa e completamente errada. Os ataques automatizados não escolhem alvos pelo tamanho, escolhem-nos pela vulnerabilidade. Depois há a questão do investimento. A cibersegurança ainda é vista por muitos gestores como um custo e não como um investimento. Só se torna prioridade depois de um ataque/incidente. E aí já é tarde. E aqui faço sempre o mesmo paralelo: um gestor que não hesita em assinar um contrato de renting para o carro da empresa, que paga o seguro sem questionar, esse mesmo gestor questiona se vale a pena investir em cibersegurança. Um carro avariado paralisa uma pessoa. Um ataque de ransomware pode paralisar uma empresa inteira durante semanas, destruir a sua reputação e em casos extremos levar ao encerramento definitivo. O custo de recuperação é incomparavelmente superior ao custo de prevenção. É como recusar pagar o seguro e depois ter de reconstruir a casa do próprio bolso.</p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-189106" src="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434-768x960.png" alt="" width="768" height="960" srcset="https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434-768x960.png 768w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434-1228x1536.png 1228w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434-1200x1500.png 1200w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434-600x750.png 600w, https://www.forbespt.com/wp-content/uploads/2026/06/DSC01434.png 1510w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p>Outro erro recorrente é a ausência de processos básicos. Passwords partilhadas entre colaboradores, sistemas sem atualizações há meses, ausência de cópias de segurança testadas e funcionais. Não são problemas sofisticados, são lacunas elementares que persistem por falta de acompanhamento. E por fim, a formação. Quando existe, tende a ser um módulo anual obrigatório que ninguém leva muito a sério. A cibersegurança precisa de ser uma cultura contínua, não um momento pontual no calendário. O denominador comum de quase tudo isto é a ausência de um parceiro informático de confiança que acompanhe a organização de forma permanente. Não para resolver problemas quando aparecem, mas para garantir que não aparecem. E não basta instalar soluções técnicas. É preciso mudar a forma como os decisores encaram a segurança, de obrigação chata para pilar estratégico do negócio.</p>
<blockquote><p>Há uma tendência muito enraizada nas empresas portuguesas, especialmente nas PME, de considerar que os hackers não vão perder tempo com elas. &#8216;Somos pequenos, não temos nada que interesse&#8217;. É uma ideia perigosa e completamente errada&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Que tipo de ataques acredita que veremos crescer nos próximos três a cinco anos?<br />
</strong>Os próximos anos vão trazer ataques mais personalizados, mais convincentes e mais difíceis de atribuir. Os ataques com deepfakes vão crescer de forma significativa. De casos de voz clonada passaremos para videochamadas falsas em tempo real com rostos e vozes sintéticas indistinguíveis dos reais. Vai tornar-se cada vez mais difícil confiar numa chamada ou numa reunião por vídeo. A inteligência artificial vai também permitir ataques completamente autónomos, sem intervenção humana. Sistemas que identificam alvos, exploram vulnerabilidades, executam o ataque e gerem a negociação do resgate de forma automática. O hacker passa a ser apenas quem liga o sistema.</p>
<blockquote><p>&#8220;De casos de voz clonada passaremos para videochamadas falsas em tempo real com rostos e vozes sintéticas indistinguíveis dos reais. Vai tornar-se cada vez mais difícil confiar numa chamada ou numa reunião por vídeo&#8221;</p></blockquote>
<p>Outra tendência preocupante é o ataque às infraestruturas críticas. Energia, água, saúde, transportes. Setores que durante anos ficaram relativamente protegidos pela sua complexidade técnica vão tornar-se alvos mais acessíveis à medida que as ferramentas de ataque se democratizam. E há um vetor que me preocupa particularmente: a cadeia de fornecimento. Em vez de atacar diretamente uma grande empresa bem protegida, os hackers vão cada vez mais atacar os seus fornecedores mais pequenos e menos protegidos para entrar pela porta de trás. Uma PME portuguesa pode ser a porta de entrada para um cliente seu que é uma multinacional. É por isso que a cibersegurança deixou de ser um problema individual. É um problema de ecossistema.</p>
<blockquote><p>&#8220;Os hackers vão cada vez mais atacar os seus fornecedores mais pequenos e menos protegidos para entrar pela porta de trás. Uma PME portuguesa pode ser a porta de entrada para um cliente seu que é uma multinacional&#8221;</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Porque só agora a Sword Health chegou ao SNS?</title>
		<link>https://www.forbespt.com/porque-so-agora-a-sword-health-chegou-ao-sns/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena C. Peralta]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:51:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[SNS]]></category>
		<category><![CDATA[Sword Health]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fundada em 2015, por Virgílio Bento e Márcio Colunas, a génese da Sword Health está num projeto de investigação, realizado na Universidade de Aveiro, em 2008, que deu origem ao doutoramento dos dois fundadores. A startup começou por desenvolver uma solução de fisioterapia digital permitindo que os pacientes pudessem ser tratados remotamente a partir das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fundada em 2015, por <a href="https://www.forbespt.com/virgilio-bento-da-sword-health-considerado-um-dos-100-lideres-mais-influentes-no-sector-da-saude/">Virgílio Bento</a> e <a href="https://www.forbespt.com/unicornios-nacionais-ate-onde-quer-crescer-a-sword-health/">Márcio Colunas,</a> a génese da Sword Health está num projeto de investigação, realizado na Universidade de Aveiro, em 2008, que deu origem ao doutoramento dos dois fundadores. A <em>startup</em> começou por desenvolver uma solução de fisioterapia digital permitindo que os pacientes pudessem ser tratados remotamente a partir das suas casas. A tecnológica atua na área de<em> artificial intelligence care</em>, tendo desenvolvido a primeira plataforma de IA Care no mundo, para que pacientes tenham acesso a soluções de saúde a qualquer hora e em qualquer lugar.</p>
<p>O que começou com uma solução em Portugal, na Austrália e nos Estados Unidos, depressa se tornou um caso raro de sucesso mundial na área da saúde. Hoje disponibiliza um portefólio de sete soluções agregadas numa só plataforma tecnológica. Com sede nos Estados Unidos, está avaliada atualmente em cerca de 4 mil milhões de dólares, tendo atingido o estatuto de unicórnio – <em>startup</em> avaliada em mais de mil milhões de dólares – em 2021. Esta foi também considerada, em 2023, <a href="https://www.forbespt.com/sword-health-e-a-tecnologica-portuguesa-de-maior-crescimento-na-regiao-emea/">a tecnológica de origem portuguesa de maior crescimento na região EMEA</a>, segundo a consultora multinacional Deloitte que a destacou na sua lista Technology Fast 500 EMEA 2023.</p>
<p>As doenças músculo-esqueléticas afetam mais de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo, e só nos Estados Unidos o tratamento destes problemas acarretam o maior custo de saúde, superior, por exemplo, ao custo com tratamento de doenças oncológicas e doenças mentais em conjunto. Com forte implantação no mercado mais competitivo do mundo, a <a href="https://www.forbespt.com/unicornio-portugues-sword-health-vira-caso-de-estudo-na-harvard-business-school/">Sword Health foi até caso de estudo na universidade de Harvard,</a> em 2023. Em finais de 2025, <a href="https://www.forbespt.com/grecia-entrega-triagem-do-sns-a-ia-portuguesa/">foi escolhida pelo governo grego</a> para transformar a Linha Nacional de Informações de Saúde, o equivalente ao nosso SNS 24, com tecnologia de inteligência artificial e supervisão clínica.</p>
<h3>Sword assinou acordo com o SNS</h3>
<p>Agora, mais de uma década depois e várias provas dadas a nível internacional, chegou a vez do SNS acreditar no potencial da tecnologia nacional. A empresa acaba de anunciar uma parceria estratégica com o SNS, com o objetivo de disponibilizar soluções de fisioterapia remota com IA em todos os hospitais e centros de saúde do setor público, sem custos para os utentes. A solução da Sword estará disponível no SNS a partir da próxima semana. Segundo o comunicado da empresa, estima-se que que o impacto da Sword na prestação de serviços de fisioterapia do SNS se traduza numa redução do tempo de espera para iniciar tratamento em 97% e numa poupança na ordem dos 45% face aos modelos convencionais. Ou seja, vai contribuir para reduzir as listas de espera na fisioterapia, atualmente superior a dois meses em alguns casos, tornando o acesso a cuidados de saúde mais conveniente para todos os utentes, que passam a poder realizar a fisioterapia a qualquer hora da sua preferência e a partir do conforto das suas casas.</p>
<blockquote><p><strong>A partir de hoje, todos os portugueses, que até então tinham um acesso muito limitado a este tipo de cuidados, podem contar com a nossa solução no SNS e recuperar da dor física, sem qualquer tipo de barreira ao tratamento”, afirma Virgílio Bento, fundador e CEO da Sword. </strong></p></blockquote>
<p>O anúncio oficial foi feito ontem no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, contando com a presença da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias. A partir de agora, todos os médicos de família de todos os centros de saúde ou qualquer outro médico assistente do SNS passam a poder prescrever a fisioterapia com IA da Sword a pacientes que sofram de patologias musculoesqueléticas comuns, como lombalgia, omalgia, gonalgia, entorses e distensões musculares.</p>
<p>“Há mais de 10 anos, começámos em Portugal com uma missão clara e urgente: resolver o problema da falta de acesso a cuidados de saúde de qualidade, num sistema tradicional que não era escalável. Construímos uma plataforma de cuidados de saúde com Inteligência Artificial e provámos a nossa visão ao conquistar o mercado dos Estados Unidos — obtendo resultados clínicos de excelência — e ao trabalhar com vários sistemas de saúde europeus. A partir de hoje, todos os portugueses, que até então tinham um acesso muito limitado a este tipo de cuidados, podem contar com a nossa solução no SNS e recuperar da dor física, sem qualquer tipo de barreira ao tratamento”, afirma Virgílio Bento, fundador e CEO da Sword, citado em comunicado.</p>
<p>O circuito clínico vai processar-se em etapas: a primeira começa com a prescrição pelo médico, seguida de uma consulta inicial com a equipa, recebendo o paciente dois dias depois em casa o dispositivo médico para realizar os seus exercícios.  Graças à integração de Inteligência Artificial, a execução dos movimentos é analisada e corrigida em tempo real, de forma a garantir que são realizados de forma correta e segura. A Sword esclarece que resultado e desempenho de cada sessão são partilhados de imediato com a equipa clínica, que faz o acompanhamento do utente e procede aos ajustes necessários ao plano terapêutico. Além disso, o clínico está sempre contactável e disponível para responder a qualquer questão que surja ao longo do tratamento.</p>
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		<item>
		<title>IA consumirá 8% da eletricidade mundial em 2050</title>
		<link>https://www.forbespt.com/ia-consumira-8-da-eletricidade-mundial-em-2050/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Forbes Portugal Staff]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 16:42:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.forbespt.com/?p=189360</guid>

					<description><![CDATA[<p>O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia. Esta é a previsão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório “Perspetivas Mundiais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.</p>
<p class="text-paragraph">Esta é a previsão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório “Perspetivas Mundiais do Petróleo para 2050”, divulgado hoje, na capital da Áustria, Viena.</p>
<p class="text-paragraph">Em termos absolutos, o documento detalhou que a procura de eletricidade impulsionada pelos centros de dados e pela IA registará um aumento de 3.606 terawatts-hora (TWh) até 2050.</p>
<p class="text-paragraph">Os números revelam que o consumo multiplicar-se-á por sete, passando dos 602 TWh registados em 2025 para cerca de 4.208 TWh em meados do século.</p>
<p class="text-paragraph">Assim, o consumo de eletricidade proveniente destes setores passará de cerca de 2% do total global em 2025 para 8% em 2050.</p>
<p class="text-paragraph">A IA, com o seu enorme consumo energético, torna-se assim um dos principais motores do crescimento da procura global de eletricidade, que, no conjunto, aumentará mais de 85%, ultrapassando os 50.500 TWh em 2050.</p>
<p class="text-paragraph">A produção mundial de eletricidade aumentará mais de 85% entre 2025 e 2050, passando de cerca de 32.000 para 59.500 TWh, impulsionada pelo crescimento nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia.</p>
<p class="text-paragraph">A enorme procura por IA, segundo o relatório, exerce uma grande pressão sobre as redes elétricas nas economias mais avançadas.</p>
<p class="text-paragraph">Nos EUA, por exemplo, a procura proveniente dos centros de dados e da IA está a crescer mais rapidamente do que a capacidade da rede para a satisfazer, pelo que algumas empresas tecnológicas planeiam construir fontes de energia fora da rede pública.</p>
<p class="text-paragraph">O grande desafio dos centros de dados e da IA é que exigem um fornecimento de eletricidade ininterrupto, contínuo e altamente fiável, algo que as energias renováveis, devido à sua natureza intermitente, nem sempre conseguem garantir.</p>
<p class="text-paragraph">Perante esta situação, o relatório da OPEP destacou a tendência das empresas do setor energético para apostar na energia nuclear como fonte de energia.</p>
<p class="text-paragraph">Grandes empresas como a Amazon, a Google, a Microsoft e a Meta anunciaram possíveis acordos de fornecimento de eletricidade ligados à energia nuclear, em muitos casos relacionados com o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMR), salientou a organização.</p>
<p><em>Lusa</em></p>
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		<title>“A tecnologia está aqui para ajudar os humanos e não para subjugar os humanos”</title>
		<link>https://www.forbespt.com/a-tecnologia-esta-aqui-para-ajudar-os-humanos-e-nao-para-subjugar-os-humanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena C. Peralta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:13:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CX Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[TP Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“A tecnologia está aqui para ajudar os humanos e não para subjugar os humanos. Quando estamos a desenhar uma experiência de cliente temos sempre de ter esse ponto de partida”, explicou hoje Pedro Gomes, CEO da TP Portugal, durante a manhã de trabalhos no evento CX Summit, a decorrer na Nova SBE, em Carcavelos. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“A tecnologia está aqui para ajudar os humanos e não para subjugar os humanos. Quando estamos a desenhar uma experiência de cliente temos sempre de ter esse ponto de partida”, explicou hoje Pedro Gomes, CEO da TP Portugal, durante a manhã de trabalhos no evento CX Summit, a decorrer na Nova SBE, em Carcavelos. O especialista, que referiu ter iniciado a sua experiência em <em>contact centres</em> com apenas 18 anos, falou sob o tema “Design for Humans, Powered by AI: One integrated Journey, Built to Deliver”, mostrando a forma como a Inteligência Artificial pode ajudar a melhorar a experiência do cliente.</p>
<p>O CX Summit 2026 é o maior evento nacional de Costumer Experience, e esta edição é dedicado ao impacto da IA no setor, e conta com a revista Forbes Portugal e o Jornal Económico como <em>media partners. </em>Nesta apresentação, o CEO nacional começou por explicar que a TP &#8211; Teleperformance &#8211; é uma multinacional líder <em>em costumer experience managemen</em>t, e tem uma equipa global de quase 500 mil pessoas, trabalhando com algumas das maiores marcas do mundo. A TP em Portugal é o terceiro maior empregador privado no país, com mais de 14 mil colaboradores de várias nacionalidades, fazendo suporte em mais de 41 línguas.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Entendemos que desenhar uma experiência do cliente tem de acontecer antes de chegar ao contact center”, refere Pedro Gomes, CEO da TP Portugal. </strong></p></blockquote>
<p>“E vi a indústria do Costumer Experience mudar significativamente nos últimos anos. O que vimos hoje é muito poderoso: será que a IA vai aumentar ou reduzir os custos, será que vai aumentar ou reduzir a confiança? As respostas poderão ser várias, dependendo das lideranças”, referiu. O especialista foi apresentando à audiência a forma como a empresa faz a integração da IA na experiência do cliente, sendo eu esta terá sempre de ser feita da melhor forma, para que agrade aos humanos. “Hoje coexistem no mundo cinco diferentes gerações e temos de ter isso em conta no design da <em>costumer experience</em>. Quando um cliente chega a um <em>contact center</em> sem ter esta estratégia no centro, então já é tarde. Entendemos que desenhar uma experiência do cliente tem de acontecer antes de chegar ao contact center”, refere.</p>
<p>Como os clientes têm expectativas diferentes na forma como querem ser servidos, a empresa tem de definir bem o que preferem na sua estratégia. Uns preferem voz, outros preferem chat, outros webchannel e outros ainda preferem cara a cara, e tudo isto tem de estar disponível para os clientes. “Temos de analisar quais os canais que melhor servem o cliente, orquestrar a estratégia, introduzir tecnologia onde pode ser introduzida e dar ferramentas à equipa humana para se centrar no cliente, nas interações que mais o necessitem. Em toda a operação há inúmeras ferramentas de IA que potenciam estes contactos”, explica Pedro Gomes. “Como trabalhamos na interseção entre a tecnologia, os processos e as pessoas, precisamos de usar os três da melhor forma. Tecnologia para ajudar, humanos porque precisamos da inteligência emocional, e os processos, que podem ser mais simples desta forma.</p>
<blockquote><p><strong>Precisamos assegurar que as lideranças de primeira linha têm toda a informação que necessitam. Todos os dados que vamos recolhendo são postos à disposição dos <em>team leaders</em>, para melhor orientarem as suas equipas”, refere Pedro Gomes.</strong></p></blockquote>
<p>O especialista revela que na TP, a IA fornece uma enormidade de dados gerados por estas interações e que lhe permite perceber onde estão os pontos críticos da interação, e que no centro da transformação de IA, chamado FAB TP.ai, está presente em várias camadas, onde tudo isto se vai orquestrando. As soluções da TP são desenhas tendo por base três pilares: assistir, conectar e operacionalizar, refere.</p>
<p>Pedro Gomes dá diversos exemplos daquilo que a empresa está a fazer nesta área. Uma das soluções de IA serve para atrair o talento certo: ter a certeza de que estas pessoas são as certas com a personalidade certa, a cultura certa, as emoções certas para determinada marca sua cliente. “Para isso, lançamos um processo centrado em IA permite que candidatos passem pelo processo nas suas localizações, ao seu ritmo, sem a necessidade de um recrutador humano”, diz. Explica que este processo é opcional, o candidato pode escolher o que prefere. “Porém, para minha surpresa, que esperava que fosse 50/50, 84% dos nossos candidatos mais jovens preferem ser entrevistados por IA, isto porque acreditam que a IA reduz o viés no processo. Ou seja, este processo traz mais confiança aos candidatos das novas gerações”, diz. No fim do processo, a oferta de trabalho é validade pela equipa humana, porque os humanos são ainda críticos para tomarmos as decisões certas. Cada um destes processos é desenhado à medida de cada um dos clientes, e ainda acelera o processo e mostra transparência, diz.</p>
<p>Pedro Gomes explica ainda que a TP desenvolveu ainda um modelo de treino que permite que os estagiários interajam com avatares e com diferentes cenários, aqueles que acontecem mais vezes e com maiores complexidades, para que possam treinar a ajustar as suas competências. “É um modelo de treino com simulador, e as pessoas podem fazer quantas simulações entenderem nos cenários que entenderem, até se sentirem confiantes e prontas para enfrentar os clientes”, explica.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Para minha surpresa, que esperava que fosse 50/50, 84% dos nossos candidatos mais jovens preferem ser entrevistados por IA, isto porque acreditam que a IA reduz o viés no processo&#8221;, diz Pedro Gomes. </strong></p></blockquote>
<p>O processo de IA da TP permite ainda desbloquear a inteligência emocional e a conexão humana, para que cada um esteja preparado, em termos emocionais para cada situação que enfrente. Em geral, os assistentes necessitam navegar em ecrãs e páginas de diferentes, o que leva tempo, e quando lhes fazem uma pergunta difícil, os operadores entram em stress, e o do outro lado, os clientes esperam com música imenso tempo. “Isto hoje não é necessário: acionamos um assistente virtual, que entende a interação entre o humano e a máquina e propõe uma solução ao cliente, tudo feito de forma automática”, diz Pedro Gomes.</p>
<p>Em todo este processo são recolhidos muitos dados, dados que não existiam antes da IA. E estes dados são importantes de várias formas. Uma delas é dar informação aos nossos líderes de primeira linha, para que possam da melhor forma orientar as suas equipas. “Muitas vezes os<em>team leaders</em> não encontram os dados que precisam, e acabam por passar muito tempo a falar com as suas pessoas. Precisamos assegurar que as lideranças de primeira linha têm toda a informação que necessitam. Todos os dados que vamos recolhendo são postos à disposição dos <em>team leaders</em>, para melhor orientarem as suas equipas”, refere Pedro Gomes.</p>
<p>Estes dados são também importantes para perceber como os clientes estão a avaliar a experiência do cliente que a empresa lhes entrega. Para isso, a TP desenvolveu soluções de QA <em>automation </em>e <em>perscriptive analytics para</em> “conseguimos saber onde estamos a falhar com a promessa ao cliente e compreender de que forma poderemos entregar o melhor.</p>
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		<title>Manuela Doutel Haghighi: &#8220;Quanto mais tecnologia introduzimos, mais a confiança humana se torna crítica&#8221;</title>
		<link>https://www.forbespt.com/manuela-doutel-haghighi-quanto-mais-tecnologia-introduzimos-mais-a-confianca-humana-se-torna-critica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Meireles]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:21:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CX Summit]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Líderes]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
		<category><![CDATA[liderança]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Deixem-me começar com algo desconfortável: nós estamos a construir a tecnologia mais avançada da história da humanidade e, ao mesmo tempo, os consumidores confiam agora menos do que nunca&#8221;. Foi desta forma que Manuela Doutel Haghighi, Global CX &#38; Client Success Director na Microsoft, iniciou o seu pitch &#8220;In a World of AI, Trust is [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.forbespt.com/manuela-doutel-haghighi-quanto-mais-tecnologia-introduzimos-mais-a-confianca-humana-se-torna-critica/">Manuela Doutel Haghighi: &#8220;Quanto mais tecnologia introduzimos, mais a confiança humana se torna crítica&#8221;</a> appeared first on <a href="https://www.forbespt.com">Forbes Portugal</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Deixem-me começar com algo desconfortável: nós estamos a construir a tecnologia mais avançada da história da humanidade e, ao mesmo tempo, os consumidores confiam agora menos do que nunca&#8221;.</p>
<p>Foi desta forma que Manuela Doutel Haghighi, Global CX &amp; Client Success Director na Microsoft, iniciou o seu <em>pitch</em> &#8220;In a World of AI, Trust is the Only Strategy That Scales&#8221; na CX Summit 2026. Ou seja, atualmente &#8220;somos mais rápidos, mais eficientes, mas menos confiáveis&#8221;.</p>
<p>E para que isto aconteça há vários motivos, mas Manuela aponta um em particular. &#8220;Talvez a pergunta real seja: estamos a construir experiências em que as pessoas podem confiar ou estamos apenas a construir sistemas que funcionam?&#8221;.</p>
<p>Trata-se de entender que &#8220;confiança, pessoas e tecnologia não são três tópicos, são uma equação&#8221;. Até porque, realça, não se pode escalar algo em que as pessoas não acreditam. Com isto em mente, abordou os três pontos da equação um por um.</p>
<h3>Confiança</h3>
<p>&#8220;Costumávamos dizer que a confiança demorava tempo a construir, mas isso já não é verdade. A confiança é criada e quebrada em segundos. Quanto mais tecnologia introduzimos, mais a confiança humana se torna crítica&#8221;, afirmou.</p>
<p>Exemplo disso é o momento em que o consumidor liga para um balcão de atendimento, entre as músicas enquanto se espera e as várias vezes em que lhe é pedido para carregar em teclas. &#8220;Acham que isso nos faz sentir especiais? É aí que a liderança se revela. A confiança não se pode delegar: ou se cria as condições para ela, ou destrói-se&#8221;.</p>
<h3>Pessoas</h3>
<p>&#8220;Contamos uma bela história sobre a inteligência artificial (IA), que irá libertar as pessoas, e, por vezes, isso é verdade, mas, se formos honestos, não é assim que a maioria das pessoas se sente neste momento. Sentem-se mais pressionadas pelo tempo, mais vigiadas e mais substituíveis. É aí que reside o risco: porque os nossos colaboradores não estão apenas a apoiar a experiência, eles são a experiência&#8221;, disse.</p>
<p>Neste ponto, o mais importante lembrar, segundo Manuela, é: &#8220;Não consigo criar experiências de confiança a nível externo com pessoas que se sentem menosprezadas a nível interno&#8221;.</p>
<h3>Tecnologia</h3>
<p>A IA vem acompanhada de uma tarefa simples: amplificar. &#8220;Esta tecnologia não é neutra&#8221;, afirmou Manuela. E por isso há riscos.</p>
<p>&#8220;O maior risco da IA não é o facto de esta vir a substituir os seres humanos, mas sim o facto de as organizações começarem a acreditar que já não precisam deles. Não se trata de uma oposição entre o ser humano e a IA, mas sim de uma parceria&#8221;, explicou. &#8220;As organizações falham quando fazem este processo: tecnologia, processo, pessoas e depois esperam pela confiança. Mas a confiança não é uma saída, é um ponto de partida&#8221;.</p>
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