A nova sede do Banco de Portugal (BdP) em Entrecampos ocupará apenas um edifício e não dois como estava previsto, mantendo-se o Museu do Dinheiro, os serviços de tesouraria e o atendimento ao público na Baixa de Lisboa. A alteração permite uma redução de 35 milhões de euros no investimento.
O banco central anunciou em comunicado que formalizou com a seguradora Fidelidade, promotora do projeto imobiliário, “a alteração ao contrato-promessa de compra e venda do edifício do Empreendimento Entrecampos destinado às futuras instalações do Banco em Lisboa”. Esta alteração do contrato-promessa, assinado em maio, prevê “a aquisição do Edifício A1, bem como dos espaços de uso comercial adjacentes a este edifício e ao edifício A3, vai permitir uma otimização do projeto em termos de localização, segurança e investimento, sem comprometer os objetivos traçados em 2025”. De acordo com o banco liderado por Álvaro Santos Silva, a transação estará concluída no primeiro semestre de 2028. E detalha que, com esta aquisição, concentrará num único edifício os serviços que hoje estão dispersos por quatro localizações em Lisboa.
O mesmo comunicado refere que o imóvel tem uma área bruta de construção de cerca de 27 mil metros quadrados e representará um investimento de 165,09 milhões de euros. A este montante acrescem outros custos como a prévia preparação técnica do imóvel para a efetiva instalação das equipas do Banco no edifício, estimando-se um valor global de investimento de 225 milhões de euros. “Parte significativa deste montante será financiada com o resultado da alienação de património imobiliário do Banco de Portugal”, detalha a mesma nota.
A concentração dos escritórios do BdP numa única localização “permitirá, anualmente e em linha com a opção inicial contratada, reduzir custos operacionais num montante estimado superior a 10 milhões de euros. A opção pelo Edifício A1, em detrimento da opção pelos Edifícios A2+A3, permite adicionalmente uma redução do investimento inicial”.





