Crise: Prémio de risco de França dispara para máximos de 15 anos

O prémio de risco da França - o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha - estava a subir para 151,8 pontos base, máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal. A crise em França depois dos distúrbios do fim de semana, que levou à…
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A crise em França, depois dos distúrbios do fim de semana, provocou a subida do prémio de risco para 151,8 pontos base e, com os juros a dez anos a subirem para 4,940%.
Economia

O prémio de risco da França – o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha – estava a subir para 151,8 pontos base, máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal. A crise em França depois dos distúrbios do fim de semana, que levou à aplicação de recolher obrigatório na noite passada em determinadas zonas de Paris e de outras cidades, juntamente com a instabilidade política que dificulta a aprovação do Orçamento do Estado para 2027, provocou a subida do prémio de risco para 151,8 pontos base e, com os juros a dez anos a subirem para 4,940%.

Depois do prémio de risco francês, está o italiano, em cerca de 115 pontos base. Neste país também estão a ocorrer graves distúrbios em cidades do norte, como Milão, pelo que a primeira-ministra, Giorgia Meloni, convocou um conselho de Ministros para adotar novas medidas de ordem pública. Aos prémios de risco de França e de Itália, seguem-se os da Grécia, em 97,9 pontos base, os de Espanha, em 63,5 pontos base, e os de Portugal, em 49,1 pontos base.

Desde 1986 até agora, o prémio de risco de França atingiu o máximo de 445 pontos base, em 19 de outubro de 1987, e o mínimo de -20 pontos base em 16 de julho de 1997.

Enquanto os juros da dívida de França a 10 anos subiam para 4,940%, os da dívida da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam para 3,428%. O caso atual de França destaca tanto os desafios que os investidores enfrentam na dívida soberana quanto o valor de uma abordagem flexível. A França tem um défice público elevado e um Parlamento fragmentado que dificultam a conclusão de um acordo para aplicar uma consolidação fiscal credível, que resulta num prémio de risco soberano muito sensível aos próximos orçamentos, eleições e outros acontecimentos políticos, destacaram gestores da Schroders, citados pela Efe.

Desde 1986 até agora, o prémio de risco de França atingiu o máximo de 445 pontos base, em 19 de outubro de 1987, e o mínimo de -20 pontos base em 16 de julho de 1997.

(Lusa) 

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