Trump condecora Elon Musk e chama-lhe “Thomas Edison dos tempos modernos”

Donald Trump condecorou Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, na quinta-feira, em Washington, assinalando a reconciliação entre o Presidente norte-americano e o empresário, antigo aliado que rompeu publicamente com a Casa Branca em 2025. Durante a cerimónia, Trump descreveu o líder da Tesla e da SpaceX como um “Thomas Edison dos tempos modernos”…
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O Presidente norte-americano distinguiu o líder da Tesla e da SpaceX com a Medalha Nacional de Ciência, numa cerimónia que assinala a reconciliação entre os dois. Jensen Huang, Sergey Brin, Lisa Su, Michael Dell e Satya Nadella também foram homenageados.
Líderes

Donald Trump condecorou Elon Musk com a Medalha Nacional de Ciência, na quinta-feira, em Washington, assinalando a reconciliação entre o Presidente norte-americano e o empresário, antigo aliado que rompeu publicamente com a Casa Branca em 2025. Durante a cerimónia, Trump descreveu o líder da Tesla e da SpaceX como um “Thomas Edison dos tempos modernos” e um “tesouro nacional”.

“Quero felicitar-te, Elon. És meu amigo e alguém verdadeiramente excecional”, afirmou Trump, que elogiou Musk como um “titã industrial, engenheiro brilhante e um dos maiores fundadores de empresas tecnológicas de sempre”.

A distinção foi entregue no âmbito da iniciativa “Ciência: Uma Nova Era Dourada” (“Golden Age of American Innovation Summit”), dedicada aos avanços tecnológicos. Além de Musk, receberam a Medalha Nacional de Ciência Jensen Huang, CEO da Nvidia, Sergey Brin, cofundador da Google, e Lisa Su, CEO da fabricante de semicondutores AMD.

Foto: Win McNamee/Getty Images

Já Michael Dell, fundador da Dell Technologies, e Satya Nadella, CEO da Microsoft, foram distinguidos com a Medalha Nacional de Tecnologia e Inovação.

Esta foi a primeira vez que Trump atribuiu qualquer uma das duas medalhas durante os seus dois mandatos presidenciais. Os galardões reconheceram figuras de destaque na indústria tecnológica, num momento em que a administração norte-americana procura impulsionar o desenvolvimento da inteligência artificial, defendendo uma abordagem com reduzida intervenção governamental.

Os homenageados incluem alguns dos empresários mais ricos do mundo. Musk, Dell, Brin e Huang figuram entre as sete pessoas mais ricas do planeta.

Da rutura à reaproximação

A distinção atribuída a Musk marca mais um capítulo na relação atribulada entre o empresário e Trump. O líder da Tesla e da SpaceX foi um dos principais apoiantes do republicano durante a campanha presidencial de 2024, que financiou generosamente. Nos primeiros meses de 2025, tornou-se uma figura omnipresente na Casa Branca e assumiu responsabilidades na iniciativa de redução da despesa pública federal.

Foto: Win McNamee/Getty Images

A relação deteriorou-se no início do verão de 2025, quando Musk criticou as orientações orçamentais da administração Trump. O confronto tornou pública a rutura entre os dois, depois de meses de proximidade política.

O facto de Trump ter atribuído a medalha a Musk representa um contraste face à relação entre ambos há cerca de um ano, quando Musk criticou veementemente a “One Big Beautiful Bill Act” de Trump, viu os seus contratos governamentais ameaçados pelo presidente e, mais tarde, acusou Trump de constar dos ficheiros de Epstein.

Desde então, o empresário voltou a aproximar-se da administração norte-americana. Mais recentemente, recebeu uma missão do Pentágono para identificar as tecnologias e os sistemas de armamento de que os Estados Unidos poderão necessitar em futuras guerras, numa altura em que as empresas de Musk mantêm contratos relevantes com o departamento de Defesa.

O empresário participou também em iniciativas da Casa Branca relacionadas com a inteligência artificial e esteve presente, em setembro, no jantar de Estado oferecido em honra do Presidente chinês, Xi Jinping.

Inteligência artificial no centro da agenda tecnológica

A cerimónia desta quinta-feira decorreu num contexto de crescente atenção política ao desenvolvimento da inteligência artificial. No mês anterior, Trump e vários líderes tecnológicos tinham assinado um acordo voluntário da Casa Branca sobre AI, que prevê medidas não vinculativas para reforçar a segurança no desenvolvimento de sistemas de IA.

Entre as propostas estão a criação de equipas internas de supervisão e a participação de auditores independentes. A iniciativa procura estabelecer mecanismos de controlo sem impor obrigações legais às empresas participantes.

Da esquerda para a direita: Jayanta Bhattacharya (diretor dos Institutos Nacionais de Saúde), Elon Musk (CEO da Tesla e da SpaceX), Michael Dell (CEO da Dell Technologies), Jensen Huang (CEO da Nvidia), Segey Brin (cofundador da Google e antigo presidente da Alphabet), Sarya Nadella (CEO da Microsoft), Lisa Su (presidente e CEO da Advanced Micro Devices), ouvem o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto participam na Cimeira “A Idade de Ouro da Inovação Americana”, no Instituto da Paz, a 8 de outubro de 2026, em Washington, DC. Foto: Win McNamee/Getty Images

A abordagem acompanha a orientação da administração Trump, que tem defendido menos restrições ao desenvolvimento da inteligência artificial, com o objetivo de preservar a liderança tecnológica dos Estados Unidos face à concorrência internacional.

O cofundador da Google e antigo presidente da Alphabet, Sergey Brin, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, acenam aos convidados na plateia da Cimeira “A Idade de Ouro da Inovação Americana”. Foto: Win McNamee/Getty Images

A cerimónia ficou ainda marcada por um momento pessoal para o Presidente norte-americano. Trump recebeu um quadro com a Medalha Nacional de Ciência atribuída, a título póstumo, em 1983 ao seu tio John Trump, professor de Física no Massachusetts Institute of Technology (MIT). O Presidente, de 80 anos, evoca frequentemente o parentesco com o físico, a quem associa o seu próprio interesse pela ciência e a sua alegada inteligência acima da média.

Medalha Nacional da Ciência, o mas alto reconhecimento a cientistas e engenheiros

O site da Fundação Nacional de Ciência refere que a Medalha Nacional da Ciência é o mais alto reconhecimento que o governo pode conceder a cientistas e engenheiros. A medalha já foi atribuída a figuras como a citogenetista Barbara McClintock, que descobriu os “genes saltadores”, e Andrew Viterbi, cofundador da Qualcomm, mais conhecido por ter criado uma fórmula que se tornou um elemento fundamental das redes móveis e do Wi-Fi. As nomeações para o prémio são avaliadas por uma comissão nomeada pelo presidente.

com Lusa e Forbes Internacional

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