A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Fátima Barros, 62 anos, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos é uma nova entrada na lista. Ocupa a terceira posição da categoria de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do ranking de 2026 da Forbes Portugal com uma avaliação total de 64 pontos. Foi em junho de 2025 que a gestora foi nomeada presidente do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel do Santos, o que lhe valeu uma subida de pontuação face ao ano anterior. Esta categoria é liderada pela portuguesa Mafalda Duarte, diretora executiva do Fundo Verde para o Clima.
Com uma avaliação de 64 pontos, Fátima Barros, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, ocupa a terceira posição da categoria de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Licenciada em Economia pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), fez ainda um mestrado em Economia na Bélgica, na Université Catholique de Louvain, em 1989, foi Research Student na London School of Economics, em 1990, e realizou um doutoramento, também em Economia, na Université Catholique de Louvain, concluído em 1993. Professora na UCP foi ainda diretora da Católica Lisbon School of Business & Economics. Esta responsável desenvolveu ainda trabalhos de consultoria nas áreas de telecomunicações e distribuição automóvel. Foi também presidente da Anacom e coordenou vários programas avançados de Gestão para executivos da área da distribuição automóvel e economia da regulação e concorrência. Os seus trabalhos de investigação incidem essencialmente sobre problemas de estratégia, de regulação de mercados e contratos de incentivos e de política.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





