A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam. Cristina Rios de Amorim, 56 anos, filha do falecido empresário António Rios de Amorim, ocupa este ano a terceira posição da categoria de Indústria, com um total de 75 pontos. Esta categoria é liderada por Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive.
Cristina é acionista e CFO da Corticeira Amorim, indústria fundada pelo pai e pelos seus três irmãos. Entrou nos negócios da família em 1994, depois de ter passado pela Rothschild Asset Management em Londres e pela Soserfin, em Portugal. Ingressou então no Departamento de Finanças, a partir do qual construiu a sua carreira. Cristina é licenciada em Economia e Gestão pela Faculdade de Economia do Porto, e ingressou depois no Politécnico de Birmingham, onde fez um curso de Marketing e Finanças. Seguiu-se um MBA na Universidade de Birmingham e uma pós-graduação na Universidade Católica Portuguesa. Em 2024 assumiu ainda a vice-presidência do Banco BPI tendo substituído nessa função António Lobo Xavier.
Com uma avaliação de 75 pontos, Cristina Rios de Amori, acionista e CFO da Corticeira Amorim, ocupa a terceira posição da categoria de Indústria do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
A família Rios de Amorim, herdeira de António Ferreira de Amorim, é uma das mais ricas de Portugal, estando presente na lista dos milionários da Forbes Portugal. Em 2025 estava avaliada em cerca de 612 milhões de euros.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





