A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Com uma avaliação total de 75 pontos, a empresária Rosália Teixeira ocupa o primeiro lugar da categoria de Entretenimento e Cultura no ranking de 2026 das Mais Poderosas nos Negócios. Aos 92 anos, a gestora continua a ser uma referência no mundo dos negócios. Lidera esta categoria por ser empreendedora e dona do maior grupo editorial nacional, com uma fortuna avaliada em cerca de 463 milhões na lista dos Mais Ricos de 2025.
Com uma avaliação de 75 pontos, Rosália Teixeira, chairman da Porto Editora, ocupa a primeira posição da categoria de Entretenimento e Cultura do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Rosália Teixeira preside ainda ao Conselho de Administração da Porto Editora, composto ainda pelos seus três filhos, Vasco Teixeira, Graciete Teixeira e José Teixeira, que, além de administradores, ocupam a posição de CEO de algumas das empresas do grupo. Deste universo empresarial fazem hoje parte editoras como a Areal, a Assírio, a Bertrand, a Circulo de Leitores, a Wook, a Plural Editores Moçambique, a Plural Editores Angola e a Livros do Brasil, entre outras. Todas as participações familiares no grupo editorial estão concentradas na holding Urgabesta, onde Rosália Teixeira detém 65% do capital e o restante está distribuído pelos filhos e por ações próprias.
Licenciada em Química, a gestora conduz os destinos da Porto Editora desde a morte do seu marido em 1987, um dos fundadores da editora vocacionada para o mercado universitário, que nasceu em 1944, pela mão de 20 professores.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





