A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Maria João Carioca, 55 anos, partilha a liderança executiva da Galp João Marques da Silva desde 2025. Ocupa, esta edição do ranking anual da Forbes Portugal, a terceira posição da categoria de Energia, com um total de 82 pontos. Esta categoria é liderada por Paula Amorim, acionista e presidente do Conselho de Administração da Galp.
Natural de Lisboa, a executiva deverá manter-se, até dezembro deste ano, como co-CEO na companhia energética, na qual acumula ainda a anterior função de CFO. Licenciada em Economia, desde 2023 que a gestora era responsável pela área financeira da maior companhia nacional. Antes disso fora igualmente CFO na Caixa Geral de Depósitos (CGD). Ao longo da sua carreira profissional, a executiva passou já por diversos cargos na área da banca, que lhe deram uma grande experiência profissional.
Com uma avaliação de 82 pontos, Maria João Carioca, co-CEO da Galp Energia ocupa a terceira posição da categoria de Energia do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Maria João Carioca é licenciada em Economia pela Universidade Nova de Lisboa, e fez um MBA na escola de negócios francesa Insead. Tem várias formações, como a do Leading Change And Organizational Renewal, da Harvard Business School, a do Driving Strategic Innovation Massachusetts Institute of Technology, entre outras.
A gestora iniciou o seu percurso profissional em 1994, como consultora na Mckinsey & Company, passando depois a coordenar o Gabinete de Análise Estratégica (GAE) da Unicre, onde esteve até 2008. Seguiu-se, entre 2009 e 2013 a função de diretora do Gabinete Corporativo e de Estratégia da SIBS Foward Payment Solutions e SIBS SGPS, data a partir da qual ingressou na CGD. Foi ainda presidente do Conselho de Administração da Euronext Lisboa, da Interbolsa e da Euronext Technologies, entre 2016 e 2017.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





