Presidente da República lamenta morte de “criador e intérprete de exceção”
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou hoje a morte do músico Jorge Palma, considerando-o “um criador e intérprete de exceção”, que se tornou uma referência da música portuguesa ao longo dos últimos 50 anos.
Numa mensagem na página da Presidência da República, António José Seguro elogiou o trabalho de Jorge Palma, que morreu na segunda-feira, recordando que mostrou sempre “uma rara versatilidade e ecletismo”.
“Portugal despede-se de um dos seus ícones e de um dos grandes poetas da nossa música e da nossa sensibilidade. As suas canções hão de ficar como uma recordação intensa e profunda da nossa melancolia; elas marcaram a vida portuguesa durante décadas e, por muito tempo, hão de iluminar a memória de várias gerações”, refere a mensagem.
Seguro diz que músicas como “Deixa-me rir”, “Frágil”, “Encosta-te a Mim”, “A Gente Vai Continuar” ou “Dá-me Lume” recordarão o “lirismo imprevisível” de Jorge Palma, “nunca de efeito fácil ou efémero”.
O Presidente da República considerou ainda que Jorge Palma emprestou à música portuguesa “um caráter único” e “uma busca incessante da beleza”.
“De certa maneira, todos habitámos o seu bairro do amor, todos nos rimos com os seus versos, todos nos sentimos frágeis, todos prometemos continuar a ser aqueles que fomos quando cantámos as suas canções pela primeira vez ou quando elas deram sentido às nossas vidas”, escreve.
António José Seguro diz ainda que Jorge Palma transportou para a sua música “um talento raro e precioso, que nos contagiou a todos com o seu vírus de harmonia, beleza e rebeldia”.
Músico ajudou a transformar cultura com “voz única e músicas intemporais” – PM
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, enalteceu hoje o contributo do músico Jorge Palma, falecido aos 76 anos, para a cultura portuguesa, com a sua “voz única e músicas intemporais».
«Jorge Palma parte, mas a sua música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações», afirmou o chefe de governo em mensagem no X, logo após ser conhecida a morte do músico.
«Fica, sobretudo, na cultura portuguesa, que ajudou a transformar com a sua voz única e músicas intemporais», adianta Montenegro, deixando condolências à família e amigos de Jorge Palma, em nome pessoal e do Governo.
“Um dia triste, muito triste, para a música portuguesa ” – MNE
Lisboa, 22 set 2026 (Lusa) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu hoje à morte de Jorge Palma, ocorrida na segunda-feira à noite, afirmando que é “um dia triste – muito triste – para a música portuguesa e, claro, para todos os que o amavam”.
Na sua página na rede social X, Paulo Rangel escreve que, perante a morte do cantor e compositor, “ficam a voz, os poemas e o carisma”.
Paulo Rangel abre a mensagem citando uma das canções do músico – “O que eu não vivi, hei-de inventar contigo” -, e termina-a garantindo: “O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele”.
Líder do PS recorda a obra extraordinária de um homem livre
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reagiu hoje à morte de Jorge Palma, ocorrida na noite de segunda-feira, recordando um dos “maiores músicos e compositores” portugueses e a sua “obra extraordinária”.
“Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, feita de palavras, melodias e canções que atravessaram gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses”, escreveu José Luís Carneiro, na sua página oficial na rede social X, afirmando que “Portugal perdeu hoje um dos seus maiores músicos e compositores”.
“Homem livre, de uma criatividade singular e de uma autenticidade rara”, Jorge Palma “fez da música também uma forma de celebrar a liberdade”, acrescentou José Luís Carneiro, que conclui: “Obrigado por tanto, Jorge Palma. A gente vai continuar”.
com Lusa





