A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
A professora e cientista portuguesa Manuela Veloso, 69 anos, é atualmente presidente da unidade de investigação em Inteligência Artificial do banco de investimentos JP Morgan Chase. Ocupa, no ranking de 2026 das portuguesas Mais Poderosas nos Negócios, a quarta posição da categoria de Educação e Ciência, com uma avaliação total de 63 pontos. Esta categoria é liderada pela cientista e ex-ministra Elvira Fortunato.
Com uma avaliação de 63 pontos, Manuela Veloso, a cientista que lidera a equipa de IA do JP Morgan Chase, ocupa a quarta posição da categoria de Educação e Ciência do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Natural de Lisboa, e licenciada em Engenharia Eletrotécnica, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, a professora universitária Manuela Veloso é uma referência mundial na área da robótica e da Inteligência Artificial. Antes de ser contratada pelo banco norte-americano, em 2018, estava como professora na Carnegie Mellon University e integrava a equipa de investigadores em Inteligência Artificial. Desde 1992, depois de concluir o seu doutoramento que estava ligada ao Computer Science Department daquela universidade, estando intimamente ligada à prática de futebol com robots. Foi presidente da Association for the Advancement of Artificial Intelligence e também da RoboCup Federation. Já no JP Morgan Chase constituiu uma das maiores equipas de sempre num banco dedicada ao desenvolvimento da IA.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





