A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam.
Reitora da Universidade Católica desde 2016, Isabel Capeloa Gil, 61 anos, ocupa a segunda posição da categoria de Educação e Ciência da lista de 2026 das Mais Poderosas nos Negócios, categoria liderada pela cientista Elvira Fortunato. Está no seu terceiro mandato à frente da instituição, cargo que acumula também com a presidência da Aliança Estratégica das Universidades Católicas de Investigação (SACRU), para o triénio 2025-2028. Anteriormente, entre 2018 e 2025, a gestora esteve como presidente da Federação Internacional das Universidades Católicas, tendo sido a primeira mulher a ocupar este cargo internacional. É ainda professora Catedrática de Estudos de Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa.
Com uma avaliação de 66 pontos, a reitora da Universidade Católica Portuguesa ocupa a segunda posição da categoria de Educação e Ciência do ranking de 2026 da Forbes Portugal.
Isabel Capeloa Gil nasceu em 1965, em Mira, e é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e tem ainda um mestrado em Estudos Alemães realizado na mesma instituição de ensino. Ao longo da sua carreira tem realizado trabalho de investigação na área da cultura, tendo mais de 150 artigos científicos e obras publicadas. Criou e coordenou uma rede de colaboração entre a universidade e o setor cultural, destacando-se a criação do Mestrado em Estudos de Cultura da Faculdade de Ciências Humanas. É Doutora Honoris Causa pelo Boston College, desde 2019, e pelo Institut Catholique de Paris, desde 2021. Em 2022 foi nomeada consultora do Dicastério (espécie de departamento) para a Educação e Cultura da Santa Sé, então pelo falecido Papa Francisco.
A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.
A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.
Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.





