Contraponto e Arteplural são duas das editoras que pertencem ao Grupo Bertrand/Círculo. Para estes quatro últimos meses de 2026, as duas chancelas deram a saber quais são os lançamentos que vão ter.
As novidades da Contraponto
Começamos pela Contraponto. Entre a análise da política portuguesa, os desafios da economia e do mundo do trabalho e histórias sobre relações humanas, inclusão e memória, a Contraponto prepara uma rentrée literária que cruza diferentes áreas e perspetivas. A editora, integrada no Grupo Bertrand, apresenta novos livros de autores portugueses para os últimos meses do ano.
Em setembro, chega “António Barreto – Do Meu Ponto de Vista”, resultado de vinte e cinco conversas entre o sociólogo António Barreto e o jornalista João Céu e Silva. Ao longo do livro, Barreto revisita cinco décadas da história portuguesa e revela episódios, bastidores e protagonistas da vida política nacional.

A Reforma Agrária e o confronto com o MFA e o PCP, as dúvidas em torno do atentado a Sá Carneiro, o papel de Ramalho Eanes e da sua mulher na criação do PRD, a relação com Mário Soares, a homenagem a Salgueiro Maia imposta a Cavaco Silva ou a chamada “conspiração” para afastar José Sócrates são alguns dos episódios abordados. O livro chega até à atualidade, com críticas ao segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, à saída de António Costa da liderança do Governo e à inesperada eleição de António José Seguro.
O estado da justiça, da saúde e da educação também merece uma análise aprofundada, tal como o jornalismo e as transformações do espaço político português. João Céu e Silva, jornalista e colaborador do Diário de Notícias desde 1989, conduz as conversas com uma das figuras mais influentes da opinião pública portuguesa.
Também em setembro, Ricardo Paes Mamede publica “Política Industrial – Como os Estados Transformam as Economias”, uma reflexão sobre o regresso da intervenção do Estado ao centro do debate económico.

O economista e professor do ISCTE parte de uma questão essencial: o que podem fazer os Estados para transformar a estrutura das atividades produtivas de acordo com determinados objetivos públicos? A obra discute as vantagens e os riscos da intervenção estatal, desde a escolha entre especialização e diversificação produtiva à substituição de importações, passando pela promoção das exportações e pela definição das prioridades da política industrial. Num contexto em que as ideias sobre o papel do Estado na economia voltaram a ganhar importância, Ricardo Paes Mamede procura contribuir para uma discussão informada sobre as ferramentas disponíveis para transformar as economias.
Ainda em setembro, a Contraponto apresenta “O Teu Próximo Passo – Como Crescer, Contribuir e Prosperar no Novo Mundo do Trabalho”, de Sofia Manso. O livro parte de uma realidade cada vez mais comum: organizações que exigem maior disponibilidade e adaptação, enquanto muitas pessoas vivem num estado de cansaço permanente, adiam decisões e sentem que dão mais do que recebem em troca.

A autora, que trabalha com empresas, líderes e equipas em processos de transformação cultural e gestão de pessoas, propõe uma abordagem que não pretende ser de autoajuda tradicional. Em vez de dizer ao leitor qual deve ser o próximo passo, procura ajudá-lo a perceber onde está profissionalmente, porque tem adiado determinadas decisões e qual o custo dessa espera.
A obra dirige-se a colaboradores, gestores, líderes, fundadores e pessoas que atravessam processos de mudança profissional, com uma ideia central: crescer não significa necessariamente subir na hierarquia.
Em outubro, chega “Entre Nós”, uma conversa a dois entre o psiquiatra Júlio Machado Vaz e o médico e investigador Manuel Sobrinho Simões. Amigos desde os tempos de universidade, os dois percorrem memórias pessoais e profissionais e recordam um percurso marcado pela medicina, pela ciência e pela vida académica.

As conversas passam pela infância, pela tropa, pela entrada nos hospitais e pela paixão pela medicina, mas também pelo casamento, o divórcio, os filhos e a depressão. Há espaço para a ciência e para o humor, mas também para o envelhecimento, as crenças religiosas, clubísticas e partidárias e as preocupações com o país.
O resultado é um retrato íntimo de duas figuras reconhecidas da medicina portuguesa, construído a partir da amizade e de décadas de experiências partilhadas.
Também em outubro, a Contraponto lança “Ser Diferente é Normal”, de Rui Malvarez, com ilustrações de Sofia Trindade. Destinado aos mais novos, o livro conta a história de animais que, por serem diferentes, acreditam não ter lugar naquela selva. Uma tempestade obriga-os, contudo, a refugiarem-se juntos e a descobrir que aquilo que os separa pode também ser aquilo que os aproxima.

Entre um crocodilo sem dentes, um elefante sem tromba e um leão sem juba, a história aborda de forma divertida e acessível temas como inclusão, empatia, solidariedade e respeito pela diferença.
A rentrée da Contraponto prolonga assim a sua diversidade temática, passando da análise política e económica para o mundo profissional, as memórias pessoais e a literatura para os mais novos, sempre com uma atenção particular à sociedade portuguesa e às mudanças que a atravessam.
As novidades da Arteplural: livros para cozinhar e passar o inverno
A Arteplural, também integrada no Grupo Bertrand, apresenta dois lançamentos para os últimos meses do ano, com propostas muito diferentes: uma dedicada à cozinha vegetariana e outra aos jogos e passatempos.
Em outubro, Gabriela Oliveira, autora de referência na área da alimentação vegetariana em Portugal, publica “Cozinha Vegetariana na Air Fryer”. O livro reúne versões 100% vegetais de receitas pensadas para serem preparadas de forma simples e rápida neste equipamento.

Entre snacks, petiscos, refeições completas e doces, a autora apresenta sugestões como quesadillas de cogumelos e espinafres, almôndegas de tremoço e cenoura, tofu à lagareiro, seitan de cebolada, granola, scones de frutos secos e brownies de batata-doce e chocolate.
Em novembro, chega “Caderno — Inverno”, de Daniel López Valle e Cristóbal Fortúnez, uma edição dedicada aos meses mais frios do ano. O livro propõe exercícios, jogos e passatempos para serem feitos a sós ou acompanhados, com o objetivo não apenas de ocupar o tempo, mas de o aproveitar de outra forma. Entre desafios e atividades para toda a família, “Caderno — Inverno” convida a pegar num lápis, abrandar o ritmo e passar os dias frios entre jogos e descobertas.





