Numa altura em que já se prepara o regresso às aulas as famílias fazem contas para fazer face às despesas. O estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem conclui que o valor médio por estudante para o início do ano letivo ascende a 579,28 euros, menos 25 euros face a 2025.
A compra de material escolar está entre as principais despesas associadas ao regresso às aulas (53%), seguida da alimentação (46%), roupa (39%) e mensalidades e propinas (33%).
O estudo do Observador Cetelem revela que metade dos encarregados de educação inquiridos (51%) admite que as despesas com a educação representam entre 10% e mais de 20% do orçamento familiar, sendo que 46% sentem que esse peso aumentou no último ano. Face a este cenário, 43% referem sentir dificuldade e 8% muita dificuldade ou necessidade de apoio.
As famílias procuram adaptar o orçamento e redefinir prioridades, o que leva 79% dos inquiridos a abdicarem de outros gastos: 42% prescindiram de férias e viagens, 39% reduziram as refeições fora de casa e 38% cortaram em atividades de lazer. O impacto destas restrições leva ainda a que 23% das famílias cortem poupanças e 9% se vejam obrigadas a reduzir despesas de saúde.
A procura de alternativas mais acessíveis já é uma tendência nas compras para o regresso às aulas. O material escolar essencial (80%) e o vestuário e calçado (74%) continuam a liderar as intenções de compra, e verifica-se uma subida nas intenções de compra de categorias tecnológicas: a compra de computadores sobe para 25% (+18% face a 2025), a de calculadoras atinge os 29% e a de tablets os 21%. O estudo salienta que, neste contexto, comprar material escolar recondicionado ou em segunda mão é opção para 59% dos inquiridos.
O diretor de marketing, B2B & B2C do Cetelem, Hugo Lousada, realça que “o regresso às aulas é um bom exemplo de como as prioridades influenciam as decisões de consumo. Neste momento, as famílias têm de equilibrar as despesas com educação com outros encargos, reorganizando o seu orçamento”.





