O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) totalizou no primeiro semestre deste ano cerca de 6,7 mil milhões de euros, o que representa uma pequena quebra de aproximadamente 200 milhões de euros face ao período homólogo. Os dados, que foram ontem divulgados pelo Banco de Portugal, revelam ainda que o investimento total realizado no capital de entidades portuguesas ascendeu a 6 mil milhões de euros.
Entre estas o destaque vai para o setor imobiliário, que recolheu 1,7 mil milhões de euros de investimento vindo do exterior – embora este montante represente uma quebra face aos 1,9 mil milhões de euros investidos no primeiro semestre de 2025. Um estudo recente da Informa DB relativo à presença de empresas estrangeiras no território nacional mostra que estas empresas representam 3% do tecido empresarial, mas são responsáveis por 31% do volume de negócios nacional, num valor absoluto de 173 mil milhões de euros. Em termos de atividade destacam-se as empresas de serviços de consultoria e atividades de compra, que representam 19% do total e venda de bens imobiliários, com 16%.
O stock de Investimento Direto de Portugal no Exterior (IPE) no final do primeiro semestre deste anos ascendia a 82,2 mil milhões de euros, montante que representa 26% do PIB português.
A nota de informação estatística do Banco de Portugal mostra ainda que os rendimentos de IDE pagos a não residentes ascenderam a 5,4 mil milhões de euros no primeiro semestre, valor superior em 400 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.
Em termos de origem do investimento, a Europa continua a ter o lugar cimeiro. Destacou-se, neste período, um aumento significativo do investimento da França, que ascendeu no semestre a cerca de 7 mil milhões de euros, e de Espanha, que atingiu 1,9 mil milhões de euros. No entanto, o total tem em conta o desinvestimento de 4,6 mil milhões de euros por parte do Luxemburgo. No final de junho de 2026, o stock de investimento direto do exterior em Portugal representava 71% do PIB nacional, ascendendo a 225,1 mil milhões de euros.
Por outro lado, o Investimento Direto de Portugal no Exterior (IPE) representou, no primeiro semestre, um total de 200 milhões de euros, um valor muito inferior ao do primeiro semestre de 2025, que ascendeu a 2,6 mil milhões de euros. O stock de IPE no final do primeiro semestre era de 82,2 mil milhões de euros, valor que representa 26% do PIB português.





