O Speedmaster é um dos relógios mais emblemáticos da história da relojoaria. Embora tenha nascido como um cronógrafo destinado às corridas automóveis, tornou-se indissociável da exploração espacial depois de, em 1965, ser escolhido pela NASA como relógio oficial do seu programa espacial. Quatro anos depois, acompanhou Buzz Aldrin na missão Apollo 11 e tornou-se o primeiro relógio usado na Lua. Também desempenhou um papel fundamental na missão Apollo 13, em 1970, quando foi utilizado pelos astronautas para cronometrar uma manobra crítica de 14 segundos que ajudou a trazer a tripulação de volta à Terra.

É a esse legado que a Omega regressa agora com a atualização da coleção Speedmaster 38 mm, originalmente lançada em 2017. São sete novas referências que aproximam esta versão mais compacta dos códigos estéticos do Moonwatch, sem abdicar da identidade própria da linha.
Entre as principais alterações estão os contadores agora arredondados, que substituem os anteriores formatos ovais, uma redução da quantidade de texto no mostrador e lunetas novamente mais espessas. Surge também o característico “Dot-Over-Ninety”, detalhe associado aos Speedmaster Moonwatch das primeiras gerações, em que o ponto da escala taquimétrica aparece sobre o número 90. Todas as novas referências são acompanhadas por uma bracelete de cinco elos inspirada na do Moonwatch, com os elos centrais polidos ou escovados consoante a versão.
Três interpretações em aço
A coleção começa por três modelos integralmente em aço. A versão de mostrador preto é a que mais se aproxima visualmente do Moonwatch. Combina uma luneta em alumínio preto com um mostrador preto lacado de acabamento mate, ponteiros e índices preenchidos com Super-LumiNova branca e uma bracelete com três filas de elos escovados e duas filas de elos polidos.

Já a versão de mostrador branco aposta numa luneta em cerâmica azul, com escala taquimétrica em esmalte branco. Os ponteiros e índices apresentam revestimento azul CVD.

A terceira versão em aço apresenta um mostrador prateado opalino, associado a uma luneta em alumínio cinzento quente. Os ponteiros e índices recorrem ao acabamento PVD em ouro Sedna, enquanto os contadores combinam ponteiros castanhos e em ouro Sedna.

Ouro, dois tons e o regresso do “cappuccino”
Duas novas referências exploram a combinação de aço e ouro. Uma delas junta caixa em aço inoxidável a uma luneta em ouro Moonshine de 18 quilates, complementada por um anel de alumínio verde e uma escala taquimétrica em ouro amarelo. A bracelete inclui pequenos elos em ouro Moonshine.

A segunda recupera o característico estilo “cappuccino” do Speedmaster 38 mm, com mostrador em tom marfim e contadores castanhos. A caixa em aço é rematada por uma luneta polida em ouro Sedna de 18 quilates, enquanto os pequenos elos da bracelete são igualmente produzidos neste material.

Duas versões com diamantes
A vertente mais joalheira da nova coleção surge em duas referências com 52 diamantes na luneta, num total de 1,53 quilates.

Uma apresenta mostrador azul-gelo com acabamento PVD e a outra recorre a um mostrador em madrepérola branca. Ambas têm ponteiros revestidos a ródio e índices tipo bastão preenchidos com Super-LumiNova branca.

No interior, a Omega recorre a dois movimentos automáticos Co-Axial. O Calibre 3330 equipa seis das referências e inclui função de data, enquanto o Calibre 3332, também automático, foi reservado à versão de mostrador preto sem data. Ambos são movimentos cronógrafos de roda de colunas.

“Com esta atualização, levámos ainda mais longe a inspiração no Moonwatch, ajudando a enriquecer o ADN do Speedmaster, mantendo simultaneamente a natureza refinada e única pela qual a gama de 38 mm é conhecida”, afirma Raynald Aeschlimann, presidente e CEO da Omega.
A nova coleção procura, assim, aproximar um dos modelos mais versáteis da marca dos códigos visuais do relógio que ajudou a escrever um dos capítulos mais extraordinários da história da relojoaria — sem deixar de lado a dimensão mais sofisticada e contemporânea que distingue o Speedmaster 38 mm.
Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Paulo Marmé.





