Aproxima-se a data do regresso às aulas e, como consequência, as despesas anuais associadas ao arranque do ano letivo que sobrecarrega ainda mais a carteira das famílias com filhos em idade escolar. Reduzir o impacto destes gastos no orçamento familiar é, pois, para muitas, uma necessidade premente. Segundo um estudo desenvolvido pela ConsumerChoice, são cerca de 97% os consumidores que reutilizam materiais escolares do ano letivo anterior, apesar da tentação em comprar tudo novo. Esta análise refere que esta estratégia é motivada pela redução de custos, mas também para prolongar a vida útil dos produtos e evitar substituições desnecessárias.
O inquérito aos consumidores mostra que as mochilas, o material de escrita e as calculadoras – todos estes itens com 68% das respostas – são os materiais mais reutilizados, a par com os estojos, que recolheram 63% das respostas.
Este inquérito mostra ainda que 69% dos participantes prefere comprar o material escolar em lojas físicas e apenas uma pequena percentagem opta exclusivamente pelo comércio online.
Questionados sobre a motivação para reutilizar materiais escolares, 39% dos inquiridos referem que a questão económica é a principal, embora seguidos de muito perto por aqueles que respondem que é pela preocupação em prolongar a vida útil dos produtos. Ou seja, a reutilização deixou de ser apenas uma resposta à necessidade de poupar e passou também a refletir uma mudança nos hábitos de consumo das famílias, segundo a ConsumerChoice.
Este inquérito mostra ainda que 69% dos participantes prefere comprar o material escolar em lojas físicas e apenas uma pequena percentagem opta exclusivamente pelo comércio online. O mês de agosto mantêm-se como aquele que tem mais impacto nas compras de regresso às aulas, concentrando metade das transações realizadas pelas famílias.
No que diz respeito às expectativas de futuro, 86% dos entrevistados acreditam que os custos associados ao regresso às aulas vão continuar a aumentar. Isto vai exigir da parte das famílias uma maior necessidade de planeamento, preparando o ano letivo cada vez mais cedo e fazendo uma gestão criteriosa das despesas.
Atividades extracurriculares continuam a ter peso
Apesar da necessária contenção das despesas, esta análise mostra ainda que as famílias não poupam na hora de providenciar atividades extracurriculares aos seus filhos: são 81% aqueles que acreditam que as atividades extracurriculares são importantes para a rotina dos estudantes, com o desporto destacar-se como a opção mais escolhida pelas famílias. Este tipo de atividade recolheu 49% das trespostas, logo seguido pelo apoio ao estudo, com 42%, e a música, com 35%. Porém, os custos associados a esta atividade ainda têm um importante peso na decisão. Entre os consumidores que optam por não inscrever os filhos em atividades extracurriculares, 31% indica o preço elevado como o principal motivo, seguindo-se a falta de tempo ou a incompatibilidade de horários, com 16% das respostas.
“O regresso às aulas tornou-se, por isso, um exercício de equilíbrio entre poupar no que é possível e proteger aquilo que se considera essencial”, refere Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice.
Nassrin Majid, diretora-geral da ConsumerChoice, refere, a propósito, em comunicado que “Este estudo mostra que as famílias não estão simplesmente a cortar despesas, estão a redefinir prioridades. Reutilizar materiais que continuam em boas condições é hoje uma escolha racional, que combina poupança com um consumo mais consciente”. A mesma responsável adianta ainda que “há também limites claros à contenção, mesmo sob pressão, as famílias procuram preservar as atividades extracurriculares, porque não as encaram como um custo acessório, mas como um investimento no desenvolvimento dos estudantes. O regresso às aulas tornou-se, por isso, um exercício de equilíbrio entre poupar no que é possível e proteger aquilo que se considera essencial”.





