Selena Gomez e a startup Wondermind são alvo de um processo por alegada fraude aos investidores

Os investidores da Wondermind, a startup de saúde mental de Selena Gomez que atravessa dificuldades, intentaram uma ação judicial contra Gomez, a sua mãe e a cofundadora da empresa num tribunal federal esta semana, acusando-as de fraude no mercado de valores mobiliários por prometerem iniciativas que nunca se concretizaram, sem comunicarem devidamente com os investidores…
ebenhack/AP
Uma ação judicial acusa Gomez, a sua mãe e a cofundadora da Wondermind, a sua startup de saúde mental, de terem apresentado informações falsas sobre a situação financeira da empresa aos investidores, enquanto esta "entrava em colapso".
Negócios

Os investidores da Wondermind, a startup de saúde mental de Selena Gomez que atravessa dificuldades, intentaram uma ação judicial contra Gomez, a sua mãe e a cofundadora da empresa num tribunal federal esta semana, acusando-as de fraude no mercado de valores mobiliários por prometerem iniciativas que nunca se concretizaram, sem comunicarem devidamente com os investidores cujo dinheiro estaria alegadamente a “financiar o colapso”.

A Wondermind SRS 44 e a Bespoke Wondermind SPV, sociedades de responsabilidade limitada que afirmam ter investido quase 1,2 milhões de dólares na startup de Gomez, interpuseram a ação judicial no tribunal federal de Delaware, acusando os réus de múltiplas acusações de fraude e quebra de contrato.

Os queixosos afirmaram ter investido na empresa porque lhes foi falsamente informado que esta dispunha da infraestrutura necessária para funcionar, incluindo liderança adequada, parcerias e acordos publicitários, alegando que estas “declarações eram falsas”.

Os queixosos citaram um artigo publicado em setembro de 2025 na revista “The Cut”, que detalhava alegações de má gestão da empresa e abuso de substâncias por parte da mãe de Gomez, Mandy Teefey, bem como os aparentes esforços de Gomez para se distanciar da empresa no meio de uma alegada desavença com a mãe.

A ação judicial cita também uma reportagem da Forbes que revelou que Daniella Pierson, cofundadora da Wondermind e ré no processo, tinha exagerado o número de leitores e a avaliação do seu boletim informativo sobre estilo de vida. Além disso, a queixa refere que Teefey disse aos queixosos que Pierson tinha “desviado fundos dos investidores” após a publicação do artigo da Forbes.

A alegação de fraude dos queixosos refere que a empresa fez múltiplas declarações falsas, incluindo que Gomez estaria “intimamente envolvida” na empresa, o nível de perspicácia empresarial de Pierson, a aptidão de Teefey para exercer funções de liderança na empresa e a trajetória de crescimento da empresa.

Texto original aqui. Artigo traduzido e editado por Rita Meireles

Mais Artigos