O Barómetro Wook 2026, promovido pela maior livraria online do país em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, acompanha, de forma regular e consistente, as práticas e as preferências de leitura dos portugueses. Esta edição revela algumas tendências que traçam o perfil dos leitores nacionais.
Segundo esta análise, os portugueses estão a ler mais livros e despender mais horas com a leitura. O retrato de 2026, a partir do Barómetro Wook 2026, revela também outros dados interessantes. A leitura digital quase duplicou em apenas dois anos, passando de 17% para 28%. Cresceu igualmente o número de leitores regulares que leem também em inglês. E há ainda uma mudança geracional significativa: os leitores mais intensivos já não são os jovens entre os 25 e os 34 anos, mas sim as pessoas com mais de 65 anos.
Mais leitores e maior intensidade de leitura
Em 2026, 72% dos inquiridos afirma ler regularmente, um aumento face aos 67% registados no último Barómetro. O contacto frequente com livros continua a ser mais comum entre as mulheres e entre os indivíduos com mais de 44 anos, destacando-se o crescimento destes hábitos nas faixas etárias dos 45-54 e 55-65 anos ou mais.
Também o volume de leitura aumenta. Mais de metade dos leitores regulares (54%) refere ler mais de cinco livros por ano, acima dos 42% registados em 2024. Em paralelo, sobe para 12% a percentagem dos que leem mais de 20 livros anuais. O aumento do número de livros lidos é transversal a todas as faixas etárias.
Português mantém liderança num contexto de maior diversidade linguística
Apesar do português, sem surpresa, continuar a ser a principal língua das obras lidas em Portugal, os hábitos de consumo literário estão a tornar-se cada vez mais diversificados e abertos a conteúdos internacionais.
De acordo com este inquérito, atualmente, cerca de um terço dos leitores regulares afirma também recorrer ao inglês. Esta tendência é mais expressiva entre os 25 e os 54 anos e entre os níveis de escolaridade mais elevados.
Entre quem inclui outras línguas na sua estante, a principal motivação apontada é o gosto ou preferência pessoal. A necessidade profissional e a vontade de praticar uma língua estrangeira surgem também entre os fatores mais relevantes.
Tempo dedicado aos livros também aumenta
O tempo dedicado à leitura acompanha esta evolução positiva, situando-se nas 5,4 horas semanais, acima das 4,8 horas registadas na edição anterior do Barómetro.
Mais de metade dos inquiridos que mantém este hábito refere dedicar entre 3 a 10 horas por semana à leitura. Entre os perfis mais intensivos (mais de 8 horas por semana), destacam-se agora os maiores de 65 anos, invertendo a tendência da edição anterior, em que este grupo era mais comum na faixa dos 25-34 anos.
Influência social na escolha de livros
Além do tema e do autor, as recomendações mantêm-se relevantes na escolha dos livros, com amigos e familiares a desempenharem um papel importante na decisão. Os amigos são referidos como principal influência por 39% dos inquiridos, enquanto os familiares são apontados por 27%.





